Publicação
Percursos da cenografia portuguesa: (1870-1974)
| Resumo: | Na ausência de uma história da cenografia em Portugal, o presente estudo pretende ser um contributo para a compreensão da evolução da actividade, ao longo de um período de cerca de cem anos, compreendido entre a década de 1870 – com a chegada do cenógrafo italiano Luigi Manini ao Real Theatro de São Carlos, em Lisboa – e o ano de 1974, que assinala o fim do Estado novo (e do seu aparelho censório) e inaugura um novo capítulo para o teatro português. É através da exposição de alguns momentos de ruptura com o status quo da actividade cenográfica que traçamos o percurso da mesma, desde o estabelecimento do realismo cenográfico à renovação do teatro experimental, passando pela introdução da estética modernista e acção da censura no teatro de revista, assim como por algumas experiências tímidas e fugazes de transformação da componente visual do espectáculo. O caminho percorrido pela cenografia ao longo do século XX não foi nem unívoco, nem linear, e partiu da bidimensionalidade decorativa do telão pintado e alcançou, com o teatro experimental, a tridimensionalidade criadora de uma síntese dramatúrgica visual. |
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| Autores principais: | Azevedo, Eunice Lopes Tudela de |
| Assunto: | Cenografia - Portugal - História - séc.19-20 Teatro - Estética - Portugal - séc.19-20 Teatro experimental - Portugal Teatro de revista - Censura - Portugal Modernismo (Estética) Teses de doutoramento - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Na ausência de uma história da cenografia em Portugal, o presente estudo pretende ser um contributo para a compreensão da evolução da actividade, ao longo de um período de cerca de cem anos, compreendido entre a década de 1870 – com a chegada do cenógrafo italiano Luigi Manini ao Real Theatro de São Carlos, em Lisboa – e o ano de 1974, que assinala o fim do Estado novo (e do seu aparelho censório) e inaugura um novo capítulo para o teatro português. É através da exposição de alguns momentos de ruptura com o status quo da actividade cenográfica que traçamos o percurso da mesma, desde o estabelecimento do realismo cenográfico à renovação do teatro experimental, passando pela introdução da estética modernista e acção da censura no teatro de revista, assim como por algumas experiências tímidas e fugazes de transformação da componente visual do espectáculo. O caminho percorrido pela cenografia ao longo do século XX não foi nem unívoco, nem linear, e partiu da bidimensionalidade decorativa do telão pintado e alcançou, com o teatro experimental, a tridimensionalidade criadora de uma síntese dramatúrgica visual. |
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