Publicação
Estudo observacional retrospetivo sobre o efeito da terapêutica biológica na uveíte em idade pediátrica
| Resumo: | Introdução: A uveíte em idade pediátrica torna-se um desafio terapêutico quando refratária à terapêutica de primeira linha. Pelas complicações e morbilidade a que está associada, é fulcral conhecer a eficácia da terapêutica biológica. Objetivos: Realizar uma análise descritiva dos doentes pediátricos sob terapêutica biológica por uveíte não infecciosa seguidos no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e avaliar aos 6 e 12 meses de follow-up a evolução da acuidade visual, pressão intraocular (mmHg), atividade inflamatória (segundo a SUN Grading Scheme) e terapêutica realizada, bem como utilizar de forma piloto a plataforma uveite.pt. Metodologia: Estudo observacional retrospetivo unicêntrico com base nos dados extraídos da plataforma. Para análise descritiva foi definida a amostra A com todos os doentes com uveíte em idade pediátrica sob terapêutica biológica. Foi definido como subgrupo a amostra A1 de doentes que apresentam registos desde pré-tratamento e até 12 meses de follow-up. Resultados: A amostra A inclui 14 doentes com idade média de 14,9 anos (± 4,2 anos). Dez doentes (71,4%) tinham o diagnóstico artrite idiopática juvenil e quatro (28,6%) uveíte idiopática. O fármaco mais utilizado foi o adalimumab (71,4%). Doze crianças (85,7%) não apresentaram atividade inflamatória da câmara anterior no registo mais recente. A amostra A1 considera 8 doentes. Ao fim de 12 meses, verificou-se alteração do valor médio da acuidade visual (0,8 em pré-tratamento vs 0,9, p 0,34), pressão intraocular (16,1mmHg vs 12,5mmHg, p 0,19) e atividade celular (0,9 vs 0,05, p 0,02). Constatou-se também uma diminuição da dose de corticosteróides orais neste período (12,0mg/dia vs 1mg/dia, p 0,44). Conclusão: Verificou-se uma melhoria dos três parâmetros oculares medidos ao fim de 12 meses, sendo apenas a atividade celular estatisticamente significativa. O efeito poupador de corticosteróides foi parcial. Este projeto demonstra o vasto potencial da plataforma uveite.pt na investigação desta patologia. |
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| Autores principais: | Costa, João Bernardo Duarte Fontes da |
| Assunto: | Uveíte pediátrica Terapêutica biológica Artrite idiopática juvenil Uveíte idiopática Fármacos anti-TNF |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A uveíte em idade pediátrica torna-se um desafio terapêutico quando refratária à terapêutica de primeira linha. Pelas complicações e morbilidade a que está associada, é fulcral conhecer a eficácia da terapêutica biológica. Objetivos: Realizar uma análise descritiva dos doentes pediátricos sob terapêutica biológica por uveíte não infecciosa seguidos no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e avaliar aos 6 e 12 meses de follow-up a evolução da acuidade visual, pressão intraocular (mmHg), atividade inflamatória (segundo a SUN Grading Scheme) e terapêutica realizada, bem como utilizar de forma piloto a plataforma uveite.pt. Metodologia: Estudo observacional retrospetivo unicêntrico com base nos dados extraídos da plataforma. Para análise descritiva foi definida a amostra A com todos os doentes com uveíte em idade pediátrica sob terapêutica biológica. Foi definido como subgrupo a amostra A1 de doentes que apresentam registos desde pré-tratamento e até 12 meses de follow-up. Resultados: A amostra A inclui 14 doentes com idade média de 14,9 anos (± 4,2 anos). Dez doentes (71,4%) tinham o diagnóstico artrite idiopática juvenil e quatro (28,6%) uveíte idiopática. O fármaco mais utilizado foi o adalimumab (71,4%). Doze crianças (85,7%) não apresentaram atividade inflamatória da câmara anterior no registo mais recente. A amostra A1 considera 8 doentes. Ao fim de 12 meses, verificou-se alteração do valor médio da acuidade visual (0,8 em pré-tratamento vs 0,9, p 0,34), pressão intraocular (16,1mmHg vs 12,5mmHg, p 0,19) e atividade celular (0,9 vs 0,05, p 0,02). Constatou-se também uma diminuição da dose de corticosteróides orais neste período (12,0mg/dia vs 1mg/dia, p 0,44). Conclusão: Verificou-se uma melhoria dos três parâmetros oculares medidos ao fim de 12 meses, sendo apenas a atividade celular estatisticamente significativa. O efeito poupador de corticosteróides foi parcial. Este projeto demonstra o vasto potencial da plataforma uveite.pt na investigação desta patologia. |
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