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Diferenciação curricular : uma abordagem às práticas de intervenção educativa no 2º ciclo do ensino básico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O estudo tem como objectivos principais conhecer as opções tomadas ao nível de uma micro-política de organização e de funcionamento que influenciam o currículo no contexto escolar face à diversidade social, económica e multicultural dos alunos, bem como pretende identificar os modos de diferenciação curricular e as decisões tomadas pelos professores, de acordo com as suas concepções e fontes de conhecimento para a organização de ambientes de aprendizagem. Procura, ainda, conhecer as formas de avaliação e regulação previstas no processo de desenvolvimento curricular. A pesquisa inspirou-se numa abordagem etnográfica, configurada num estudo de caso, de carácter longitudinal e exploratória. Permitiu estudar acontecimentos que se reportam a dois anos lectivos durante a frequência do 2º ciclo do Ensino Básico, acompanhando os grupos/turmas de alunos de uma Escola. O estudo centrou-se na análise documental de Produtos Curriculares, Observação de Aulas e Entrevistas aos professores responsáveis pelas decisões de organização e de design curricular. Pela análise dos resultados, é possível concluir que a Escola, em questão, procura responder à diversidade dos seus alunos, embora seja uma tarefa algo difícil pelas suas características económico-sociais, étnicas e multiculturais. A micro-política de ensino é definida ao nível de Escola para atender a todos os alunos, numa tentativa de descentralização, de acordo com a autonomia curricular. Os professores demonstraram capacidades nos processos de (re)construção do currículo baseado na diferenciação curricular com a intencionalidade de proporcionar aprendizagens significativas necessárias aos alunos. As práticas diferenciadoras do ensino não assumem relevância na actividade lectiva dos docentes das turmas. São, no entanto, visíveis para os alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) quando o currículo é desenvolvido pelo Professor de Educação Especial, fora do contexto da turma. Constata-se, ainda, a necessidade de formação dos docentes sobre os processos de gestão curricular e diferenciação pedagógica no sentido de contribuir para uma maior eficácia do ensino, bem como para a necessidade do domínio da conceptualização teórica e legislativa destes processos.
Autores principais:Matos, Maria Manuela Santana Fernandes
Assunto:Descentralização Diferenciação curricular Diferenciação pedagógica Diversidade Flexibilização Produtos curriculares Reconstrução do currículo
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O estudo tem como objectivos principais conhecer as opções tomadas ao nível de uma micro-política de organização e de funcionamento que influenciam o currículo no contexto escolar face à diversidade social, económica e multicultural dos alunos, bem como pretende identificar os modos de diferenciação curricular e as decisões tomadas pelos professores, de acordo com as suas concepções e fontes de conhecimento para a organização de ambientes de aprendizagem. Procura, ainda, conhecer as formas de avaliação e regulação previstas no processo de desenvolvimento curricular. A pesquisa inspirou-se numa abordagem etnográfica, configurada num estudo de caso, de carácter longitudinal e exploratória. Permitiu estudar acontecimentos que se reportam a dois anos lectivos durante a frequência do 2º ciclo do Ensino Básico, acompanhando os grupos/turmas de alunos de uma Escola. O estudo centrou-se na análise documental de Produtos Curriculares, Observação de Aulas e Entrevistas aos professores responsáveis pelas decisões de organização e de design curricular. Pela análise dos resultados, é possível concluir que a Escola, em questão, procura responder à diversidade dos seus alunos, embora seja uma tarefa algo difícil pelas suas características económico-sociais, étnicas e multiculturais. A micro-política de ensino é definida ao nível de Escola para atender a todos os alunos, numa tentativa de descentralização, de acordo com a autonomia curricular. Os professores demonstraram capacidades nos processos de (re)construção do currículo baseado na diferenciação curricular com a intencionalidade de proporcionar aprendizagens significativas necessárias aos alunos. As práticas diferenciadoras do ensino não assumem relevância na actividade lectiva dos docentes das turmas. São, no entanto, visíveis para os alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) quando o currículo é desenvolvido pelo Professor de Educação Especial, fora do contexto da turma. Constata-se, ainda, a necessidade de formação dos docentes sobre os processos de gestão curricular e diferenciação pedagógica no sentido de contribuir para uma maior eficácia do ensino, bem como para a necessidade do domínio da conceptualização teórica e legislativa destes processos.