Publicação
Os clássicos são imortais? : cânone e literatura portuguesa
| Resumo: | Pretende-se com este trabalho contribuir para a compreensão e reconhecimento da literatura como meio primordial que conduz à reflexão, ao pensamento e ao conhecimento. O papel da leitura e, em particular, da leitura do texto literário pode potenciar actividades de escrita e de comunicação oral que estimulem os alunos a abandonar as suas limitações linguísticas. Na verdade, torna-se para nós absolutamente claro, apesar de estarmos cientes de que nenhuma visão tem total hegemonia sobre o terreno que contempla, que nenhuma reforma no ensino pode levar-nos a desvalorizar a cultura, a expressão artística e humana dos grandes pensadores e escritores. Se a literatura continua a emocionar gerações de leitores possivelmente deve-se ao facto de nela encontrarmos a expressão de temas essenciais tratados com uma agudeza única, uma profundidade sem igual e uma singular sugestividade. Se decorridos seis séculos continuam a publicar-se estudos e edições dedicadas ao Cancioneiro de D. Dinis, se é possível ler a Castro como ponto de apoio para um diálogo com o presente, se Antero de Quental continua a estar na origem de colóquios e encontros literários, ultrapassando mudanças que se operaram no gosto e modos diferentes de olhar e apreciar a literatura, é porque podemos encontrar na obra literária não só beleza, mas sobretudo respostas para o nosso sentir. Neste diálogo contínuo e multissecular reside muito do seu fascínio. Se os clássicos são os livros que a dedicação e a lealdade dos leitores, ao longo de gerações, salvaram da ruína e do esquecimento, isso talvez queira dizer que esses livros são detentores de mérito próprio, visto que resistiram a essa prova que é a passagem do tempo. O acaso e a mera sorte não podem justificar a sobrevivência de uns e o desaparecimento de outros. |
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| Autores principais: | Figueiredo, Maria da Luz Godinho, 1961- |
| Assunto: | Leitura - Portugal Cânone (Literatura) Organização curricular Teses de mestrado - 2009 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Pretende-se com este trabalho contribuir para a compreensão e reconhecimento da literatura como meio primordial que conduz à reflexão, ao pensamento e ao conhecimento. O papel da leitura e, em particular, da leitura do texto literário pode potenciar actividades de escrita e de comunicação oral que estimulem os alunos a abandonar as suas limitações linguísticas. Na verdade, torna-se para nós absolutamente claro, apesar de estarmos cientes de que nenhuma visão tem total hegemonia sobre o terreno que contempla, que nenhuma reforma no ensino pode levar-nos a desvalorizar a cultura, a expressão artística e humana dos grandes pensadores e escritores. Se a literatura continua a emocionar gerações de leitores possivelmente deve-se ao facto de nela encontrarmos a expressão de temas essenciais tratados com uma agudeza única, uma profundidade sem igual e uma singular sugestividade. Se decorridos seis séculos continuam a publicar-se estudos e edições dedicadas ao Cancioneiro de D. Dinis, se é possível ler a Castro como ponto de apoio para um diálogo com o presente, se Antero de Quental continua a estar na origem de colóquios e encontros literários, ultrapassando mudanças que se operaram no gosto e modos diferentes de olhar e apreciar a literatura, é porque podemos encontrar na obra literária não só beleza, mas sobretudo respostas para o nosso sentir. Neste diálogo contínuo e multissecular reside muito do seu fascínio. Se os clássicos são os livros que a dedicação e a lealdade dos leitores, ao longo de gerações, salvaram da ruína e do esquecimento, isso talvez queira dizer que esses livros são detentores de mérito próprio, visto que resistiram a essa prova que é a passagem do tempo. O acaso e a mera sorte não podem justificar a sobrevivência de uns e o desaparecimento de outros. |
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