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Valor diagnóstico e prognóstico de sST2 e Galectina-3 na insuficiência cardíaca aguda : revisão

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A insuficiência cardíaca aguda associa-se a elevada morbimortalidade e custos económicos importantes. Biomarcadores que contribuam para uma melhor estratificação de risco na síndrome e que apoiem o diagnóstico e a monitorização dos doentes, são escassos. Dois potenciais candidatos são o sST2 e a Galectina-3. Actualmente, as recomendações da Sociedade Europeia de Cardiologia, da American College of Cardiology Foundation e da American Heart Association, no que diz respeito à utilização destes biomarcadores para efeitos de prognóstico em doentes com insuficiência cardíaca aguda, são díspares. Este trabalho pretende sumarizar informação da literatura referente a este assunto, bem como analisar a possível utilização destes biomarcadores para diagnóstico da síndrome. Métodos: Foi efectuada uma pesquisa no motor de busca do Pubmed com as palavras-chave “ST2 acute heart failure”, “Galectin-3 acute heart failure” e “biomarkers acute heart failure”, bem como em duas revistas médicas, por artigos referentes ao tema em estudo. Foram ainda analisadas as referências bibliográficas dos artigos seleccionados para inclusão de outros artigos relevantes ao tema. Resultados: Nos trabalhos avaliados, a AUC da sST2 para diagnóstico de ICA variou entre 0,62 e 0,74, enquanto que para predição de eventos adversos, variou entre 0,69 e 0,78. A Galetina-3 apresentou uma AUC para diagnóstico de ICA entre 0,54 e 0,72 e, para predição da ocorrência de eventos adversos, entre 0,67 e 0,85. Ambos os biomarcadores adicionaram valor prognóstico ao conferido pelos péptidos natriuréticos. Conclusões: Nenhum dos biomarcadores demonstrou ser útil para o diagnóstico de ICA quando comparados aos péptidos natriuréticos. Contudo, a associação dos valores da proteína sST2 ou da proteína Galectina-3 ao dos péptidos natriuréticos, melhorou o valor prognóstico dos últimos, havendo benefício na sua medição simultânea, para estratificação de risco a curto, médio e longo prazo.
Autores principais:Barbosa, Fábio Pé D’Arca
Assunto:Insuficiência cardíaca aguda sST2 Galectina-3 Cardiologia
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A insuficiência cardíaca aguda associa-se a elevada morbimortalidade e custos económicos importantes. Biomarcadores que contribuam para uma melhor estratificação de risco na síndrome e que apoiem o diagnóstico e a monitorização dos doentes, são escassos. Dois potenciais candidatos são o sST2 e a Galectina-3. Actualmente, as recomendações da Sociedade Europeia de Cardiologia, da American College of Cardiology Foundation e da American Heart Association, no que diz respeito à utilização destes biomarcadores para efeitos de prognóstico em doentes com insuficiência cardíaca aguda, são díspares. Este trabalho pretende sumarizar informação da literatura referente a este assunto, bem como analisar a possível utilização destes biomarcadores para diagnóstico da síndrome. Métodos: Foi efectuada uma pesquisa no motor de busca do Pubmed com as palavras-chave “ST2 acute heart failure”, “Galectin-3 acute heart failure” e “biomarkers acute heart failure”, bem como em duas revistas médicas, por artigos referentes ao tema em estudo. Foram ainda analisadas as referências bibliográficas dos artigos seleccionados para inclusão de outros artigos relevantes ao tema. Resultados: Nos trabalhos avaliados, a AUC da sST2 para diagnóstico de ICA variou entre 0,62 e 0,74, enquanto que para predição de eventos adversos, variou entre 0,69 e 0,78. A Galetina-3 apresentou uma AUC para diagnóstico de ICA entre 0,54 e 0,72 e, para predição da ocorrência de eventos adversos, entre 0,67 e 0,85. Ambos os biomarcadores adicionaram valor prognóstico ao conferido pelos péptidos natriuréticos. Conclusões: Nenhum dos biomarcadores demonstrou ser útil para o diagnóstico de ICA quando comparados aos péptidos natriuréticos. Contudo, a associação dos valores da proteína sST2 ou da proteína Galectina-3 ao dos péptidos natriuréticos, melhorou o valor prognóstico dos últimos, havendo benefício na sua medição simultânea, para estratificação de risco a curto, médio e longo prazo.