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Idosos e os dispositivos móveis: novas abordagens de interação

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Resumo:Um dos ativos mais evidentes desta era tecnológica está relacionado com questões de mobilidade. Nos dias de hoje a utilização de tablets e smartphones é massiva e são evidentes os benefícios e os cenários onde a utilização destes dispositivos se revela essencial, possibilitando realizar um sem número de funcionalidades em diversos contextos. Longe vai o tempo onde os telemóveis, de simples teclados numéricos, serviam exclusivamente para fazer chamadas e onde o conceito de tablets ou PDA era praticamente inexistente. Esta evolução emergente requer adaptação e aprendizagem do utilizador quanto às novas formas de utilização dos dispositivos móveis. Se essa curva de aprendizagem é fácil de combater por parte de públicos mais jovens, o mesmo não acontece com setores mais seniores. Por sua vez, os números da população idosa não têm parado de aumentar. É sabido que com o crescer da idade os idosos têm tendência a isolar-se, o que se traduz num impacto negativo, nomeadamente no campo da saúde e ao nível das competências sociais que resultam neste afastamento. A tecnologia pode ter um papel significativo em contornar esta situação, no entanto os atuais dispositivos não servem os interesses desta faixa etária tão específica dado que não foram concebidos a pensar nestes utilizadores. Esta disparidade leva estes utilizadores a não aderirem tão facilmente à utilização destes dispositivos. A dificuldade desta aceitação está muitas vezes associada ao facto de as interfaces não estarem adaptadas às características físicas e cognitivas dos idosos que possuem limitações associadas ao envelhecimento. O objetivo deste trabalho foi encontrar mecanismos que aproximem os idosos da tecnologia de forma a aumentar a inclusão social desta faixa etária. Com vista a este objetivo, o nosso trabalho atravessou três fases: (1) elaboração de um estudo onde fizemos o levantamento das dificuldades sentidas e formas de utilização de diferentes dispositivos; (2) desenvolvimento de novas abordagens de interação que respondam às necessidades identificadas; e (3) um estudo sobre a aceitação destas novas abordagens por parte de utilizadores idosos. No final deste trabalho deixámos algumas recomendações relativamente à forma como os idosos encaram estas abordagens e deixámos indicações para o desenvolvimento de interfaces mais orientadas a esta faixa etária.
Autores principais:Matos, Eduardo Miguel Luz
Assunto:Idosos Dispositivos móveis Interação Formas de interação Interfaces Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Um dos ativos mais evidentes desta era tecnológica está relacionado com questões de mobilidade. Nos dias de hoje a utilização de tablets e smartphones é massiva e são evidentes os benefícios e os cenários onde a utilização destes dispositivos se revela essencial, possibilitando realizar um sem número de funcionalidades em diversos contextos. Longe vai o tempo onde os telemóveis, de simples teclados numéricos, serviam exclusivamente para fazer chamadas e onde o conceito de tablets ou PDA era praticamente inexistente. Esta evolução emergente requer adaptação e aprendizagem do utilizador quanto às novas formas de utilização dos dispositivos móveis. Se essa curva de aprendizagem é fácil de combater por parte de públicos mais jovens, o mesmo não acontece com setores mais seniores. Por sua vez, os números da população idosa não têm parado de aumentar. É sabido que com o crescer da idade os idosos têm tendência a isolar-se, o que se traduz num impacto negativo, nomeadamente no campo da saúde e ao nível das competências sociais que resultam neste afastamento. A tecnologia pode ter um papel significativo em contornar esta situação, no entanto os atuais dispositivos não servem os interesses desta faixa etária tão específica dado que não foram concebidos a pensar nestes utilizadores. Esta disparidade leva estes utilizadores a não aderirem tão facilmente à utilização destes dispositivos. A dificuldade desta aceitação está muitas vezes associada ao facto de as interfaces não estarem adaptadas às características físicas e cognitivas dos idosos que possuem limitações associadas ao envelhecimento. O objetivo deste trabalho foi encontrar mecanismos que aproximem os idosos da tecnologia de forma a aumentar a inclusão social desta faixa etária. Com vista a este objetivo, o nosso trabalho atravessou três fases: (1) elaboração de um estudo onde fizemos o levantamento das dificuldades sentidas e formas de utilização de diferentes dispositivos; (2) desenvolvimento de novas abordagens de interação que respondam às necessidades identificadas; e (3) um estudo sobre a aceitação destas novas abordagens por parte de utilizadores idosos. No final deste trabalho deixámos algumas recomendações relativamente à forma como os idosos encaram estas abordagens e deixámos indicações para o desenvolvimento de interfaces mais orientadas a esta faixa etária.