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Qualidade de vida e sintomatologia emocional e comportamental em adolescentes com doença das células falciformes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadramento: estudos têm verificado que as manifestações e características da Doença das Células Falciformes (DCF) têm impacto nos domínios da Qualidade de Vida Relativa à Saúde (QVRS) dos adolescentes e que os coloca em risco para perturbações psicossociais. Esses resultados foram reforçados na revisão sistemática de literatura apresentada neste estudo, que seguiu as recomendações da Preferred Reporting Item for Systematic Reviews and Meta-Analysis (PRISMA) e incluiu 29 artigos na análise. Objetivo: identificar os níveis da QVRS e os indicadores de problemas emocionais e comportamentais em adolescentes com DCF. Método: a amostra integrou 22 participantes, 11 adolescentes com DCF com idades entre 13 e 17 anos e 11 pais/cuidadores, que preencheram o Pediatric Quality of Life Sickle Cell Disease Module (PedsQL-SCD), o KIDSCREEN-10 e o Pediatric Symptom Checklist-17 (PSC-17). Foi realizada uma análise descritiva e correlacional. Resultados: os adolescentes da amostra apresentam QVRS baixa, com resultados piores nas subescalas relativas ao impacto e controlo da dor, tanto no relato dos adolescentes como dos pais/cuidadores. No KIDSCREEN-10, verificou-se uma QVRS moderada, em ambos os relatos. No relato dos adolescentes verificaram-se associações significativas entre perturbações emocionais e de comportamento e dificuldades na comunicação com os cuidadores formais sobre a doença; e entre o risco para problemas de internalização e as subescalas relativas a emoções negativas direcionadas à DCF e dificuldades de compreensão por outras pessoas do diagnóstico. No relato dos pais/cuidadores, foram identificadas associações negativas entre o risco de perturbações emocionais e de comportamento e a subescala Emoções e a perceção de que a QVRS dos adolescentes é afetada por dificuldades de compreensão da sua doença por outros. Conclusões: este estudo reforça os resultados de estudos similares sobre a prevalência de risco de perturbações psicossociais e emoções negativas em relação à doença, avaliadas pelos adolescentes e pelos seus pais/cuidadores, e colocando em evidência a relação entre a QVRS e as características da DCF, especificamente, o impacto da dor e o seu controlo.
Autores principais:Gouveia, Diana Raquel Silva
Assunto:Qualidade de vida Adolescentes Depressão Ansiedade Riscos psicossociais Dissertações de mestrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Enquadramento: estudos têm verificado que as manifestações e características da Doença das Células Falciformes (DCF) têm impacto nos domínios da Qualidade de Vida Relativa à Saúde (QVRS) dos adolescentes e que os coloca em risco para perturbações psicossociais. Esses resultados foram reforçados na revisão sistemática de literatura apresentada neste estudo, que seguiu as recomendações da Preferred Reporting Item for Systematic Reviews and Meta-Analysis (PRISMA) e incluiu 29 artigos na análise. Objetivo: identificar os níveis da QVRS e os indicadores de problemas emocionais e comportamentais em adolescentes com DCF. Método: a amostra integrou 22 participantes, 11 adolescentes com DCF com idades entre 13 e 17 anos e 11 pais/cuidadores, que preencheram o Pediatric Quality of Life Sickle Cell Disease Module (PedsQL-SCD), o KIDSCREEN-10 e o Pediatric Symptom Checklist-17 (PSC-17). Foi realizada uma análise descritiva e correlacional. Resultados: os adolescentes da amostra apresentam QVRS baixa, com resultados piores nas subescalas relativas ao impacto e controlo da dor, tanto no relato dos adolescentes como dos pais/cuidadores. No KIDSCREEN-10, verificou-se uma QVRS moderada, em ambos os relatos. No relato dos adolescentes verificaram-se associações significativas entre perturbações emocionais e de comportamento e dificuldades na comunicação com os cuidadores formais sobre a doença; e entre o risco para problemas de internalização e as subescalas relativas a emoções negativas direcionadas à DCF e dificuldades de compreensão por outras pessoas do diagnóstico. No relato dos pais/cuidadores, foram identificadas associações negativas entre o risco de perturbações emocionais e de comportamento e a subescala Emoções e a perceção de que a QVRS dos adolescentes é afetada por dificuldades de compreensão da sua doença por outros. Conclusões: este estudo reforça os resultados de estudos similares sobre a prevalência de risco de perturbações psicossociais e emoções negativas em relação à doença, avaliadas pelos adolescentes e pelos seus pais/cuidadores, e colocando em evidência a relação entre a QVRS e as características da DCF, especificamente, o impacto da dor e o seu controlo.