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Causas de enucleação, evisceração e exenteração em pequenos animais : estudo retrospetivo 2002-2012

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Resumo:Objectivos. O presente estudo avaliou as principais indicações clínicas que fundamentaram as cirurgias de enucleação, evisceração e exenteração em pequenos animais, realizadas no Hospital Escolar da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, no período compreendido entre 2002 e 2012. Métodos. A amostra em estudo compreendeu 101 animais, dos quais 81 cães e 20 gatos. O estudo estatístico incluiu os seguintes parâmetros: espécie, raça, idade, sexo, cirurgia realizada e a causa conducente a cirurgia. A análise estatística foi realizada com o software Microsoft Office Excel 2010®. Resultados. No período em análise foram realizadas 66 enucleações, 25 eviscerações com colocação de prótese intra-escleral e 10 exenterações. Dos animais enucleados, 72.7% (48/66) foram canídeos e 27.3% (18/66) foram felídeos. Os canídeos mais intervencionados foram os de raça indeterminada (SRD) (35.4%, 17/48), seguindo-se Pequinês (10.4%, 5/48), Caniche e Shih Tzu (ambas com 8.3%, 4/48). Nos gatos, a raça mais frequente foi Europeu Comum (83.4%, 15/48). Nos cães a idade média na qual se impôs a necessidade de enucleação foi 7.5 ± 1.30 anos, nos gatos esta idade média foi de 6.0 ± 2.33 anos. Em ambas as espécies, os machos (62.1%, 41/66) foram mais frequentemente enucleados do que as fêmeas (37.9%, 25/66). As causas que fundamentaram a realização de enucleação no conjunto total da amostra foram o glaucoma crónico (39.6%, 40/101), as neoplasias oculares (20.8%, 21/101), episódios traumáticos (16.8%, 17/101) e causas infeciosas (15.8%, 16/101). No caso dos cães, o glaucoma crónico foi a causa mais frequente de enucleação (37.5%, 18/48), no caso dos gatos foram as causas infeciosas (44.4%, 8/18). Relativamente às eviscerações, apenas foram realizadas em cães, sendo os mais representados os canídeos SRD (36%, 9/25), seguida da raça Husky Siberiano, Pequinês, Sharpei e Caniche (com 8% cada, 2/25). A idade média na qual se realizou este procedimento foi 7.4 ± 1.45 anos. A evisceração foi mais frequente em fêmeas (64%, 16/25) e as causas mais comuns foram o glaucoma crónico (68%, 17/25) e os episódios traumáticos (28%, 7/25). Especificamente para as exenterações, as raças mais intervencionadas foram os cães SRD (40%, 4/10) e os gatos Europeu Comum (20%, 2/10). A idade média na qual se realizou o procedimento foi aos 8.05 ± 3.27 anos nos cães e 13 ± 3.92 nos gatos, sendo mais comum em cães machos. Na nossa amostra a única causa de exenteração foi neoplasia (100%, 10/10). Conclusões. A presente análise permite concluir que as causas mais frequentes de enucleação em pequenos animais foram glaucoma, neoplasias oculares, traumatismos e causas infeciosas. A principal indicação para evisceração foi o glaucoma crónico. Na nossa amostra a única causa de exenteração foi neoplasia.
Autores principais:Ribeiro, Ana Raquel Baptista
Assunto:Enucleação Evisceração Exenteração Pequenos animais Causas Enucleation Evisceration Exenteration Small animals Causes
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Objectivos. O presente estudo avaliou as principais indicações clínicas que fundamentaram as cirurgias de enucleação, evisceração e exenteração em pequenos animais, realizadas no Hospital Escolar da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, no período compreendido entre 2002 e 2012. Métodos. A amostra em estudo compreendeu 101 animais, dos quais 81 cães e 20 gatos. O estudo estatístico incluiu os seguintes parâmetros: espécie, raça, idade, sexo, cirurgia realizada e a causa conducente a cirurgia. A análise estatística foi realizada com o software Microsoft Office Excel 2010®. Resultados. No período em análise foram realizadas 66 enucleações, 25 eviscerações com colocação de prótese intra-escleral e 10 exenterações. Dos animais enucleados, 72.7% (48/66) foram canídeos e 27.3% (18/66) foram felídeos. Os canídeos mais intervencionados foram os de raça indeterminada (SRD) (35.4%, 17/48), seguindo-se Pequinês (10.4%, 5/48), Caniche e Shih Tzu (ambas com 8.3%, 4/48). Nos gatos, a raça mais frequente foi Europeu Comum (83.4%, 15/48). Nos cães a idade média na qual se impôs a necessidade de enucleação foi 7.5 ± 1.30 anos, nos gatos esta idade média foi de 6.0 ± 2.33 anos. Em ambas as espécies, os machos (62.1%, 41/66) foram mais frequentemente enucleados do que as fêmeas (37.9%, 25/66). As causas que fundamentaram a realização de enucleação no conjunto total da amostra foram o glaucoma crónico (39.6%, 40/101), as neoplasias oculares (20.8%, 21/101), episódios traumáticos (16.8%, 17/101) e causas infeciosas (15.8%, 16/101). No caso dos cães, o glaucoma crónico foi a causa mais frequente de enucleação (37.5%, 18/48), no caso dos gatos foram as causas infeciosas (44.4%, 8/18). Relativamente às eviscerações, apenas foram realizadas em cães, sendo os mais representados os canídeos SRD (36%, 9/25), seguida da raça Husky Siberiano, Pequinês, Sharpei e Caniche (com 8% cada, 2/25). A idade média na qual se realizou este procedimento foi 7.4 ± 1.45 anos. A evisceração foi mais frequente em fêmeas (64%, 16/25) e as causas mais comuns foram o glaucoma crónico (68%, 17/25) e os episódios traumáticos (28%, 7/25). Especificamente para as exenterações, as raças mais intervencionadas foram os cães SRD (40%, 4/10) e os gatos Europeu Comum (20%, 2/10). A idade média na qual se realizou o procedimento foi aos 8.05 ± 3.27 anos nos cães e 13 ± 3.92 nos gatos, sendo mais comum em cães machos. Na nossa amostra a única causa de exenteração foi neoplasia (100%, 10/10). Conclusões. A presente análise permite concluir que as causas mais frequentes de enucleação em pequenos animais foram glaucoma, neoplasias oculares, traumatismos e causas infeciosas. A principal indicação para evisceração foi o glaucoma crónico. Na nossa amostra a única causa de exenteração foi neoplasia.