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Obstruções congénitas de saída ventricular em canídeos: revisão bibliográfica e estudo retrospectivo de 7 casos clínicos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta Dissertação é o resultado de um estágio efectuado no IVP durante um período de 6 meses, dedicado essencialmente às várias especialidades da Clínica e Cirurgia de Animais de Companhia. A Cardiologia foi uma das especialidades com maior expressão, o que permitiu o acompanhamento de alguns casos de obstrução congénita de saída ventricular em canídeos. As obstruções congénitas de saída ventricular direita incluem a estenose pulmonar valvular, a estenose pulmonar supravalvular, a estenose pulmonar subvalvular, a estenose pulmonar por artéria coronária única tipo R2A, a estenose infundibular e o ventrículo direito duplo ou de dupla câmara, enquanto as de saída ventricular esquerda incluem a estenose aórtica valvular, a estenose aórtica supravalvular, a estenose subaórtica fixa e ainda a estenose sub-aórtica dinâmica. A estenose pulmonar valvular e a estenose sub-aórtica são frequentemente reconhecidas na prática clínica, correspondendo no seu conjunto a 34 a 56% dos casos de malformação cardiovascular em canídeos, enquanto as restantes formas de obstrução são extremamente raras. O diagnóstico destas malformações obstrutivas envolve um exame físico cardiovascular preciso e a realização de exames complementares de diagnóstico como a radiografia torácica, a electrocardiografia e a ecocardiografia, estando também indicada a angiocardiografia em casos específicos. A ecocardiografia é actualmente o método de diagnóstico mais utilizado, permitindo o diagnóstico preciso da malformação e a classificação do grau de estenose a partir das velocidades máximas de fluxo obtidas por Doppler a nível da obstrução. Os procedimentos invasivos são a única forma de redução eficaz da obstrução e actualmente estão descritos vários procedimentos cirúrgicos e não-cirúrgicos de complexidade variável, embora uma terapêutica medicamentosa possa ser instituída nalguns casos. No período de estágio foram diagnosticados 7 casos de obstrução congénita de saída ventricular em canídeos, algumas na sua forma isolada e outras em associação com outras malformações cardiovasculares. Deste modo, foram acompanhados casos de estenose pulmonar valvular (n=3), estenose pulmonar valvular associada a displasia tricúspide (n=1), estenose pulmonar valvular associada a estenose infundibular e estenose sub-aórtica fixa (n=1) e estenose sub-aórtica fixa (n=2). A terapêutica instituída nestes casos incluiu a administração medicamentosa de -bloqueadores, IECAs, digitálicos e diuréticos. A terapêutica cirúrgica pela técnica de Patch Graft fechada foi indicada em dois casos de estenose pulmonar valvular.
Autores principais:Dinis, Ana Filipa Alves Cerca Seabra
Assunto:Malformações cardiovasculares Estenose aórtica Estenose pulmonar Canídeos Congenital cardiovascular defects Pulmonic stenosis Aortic stenosis Dog
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta Dissertação é o resultado de um estágio efectuado no IVP durante um período de 6 meses, dedicado essencialmente às várias especialidades da Clínica e Cirurgia de Animais de Companhia. A Cardiologia foi uma das especialidades com maior expressão, o que permitiu o acompanhamento de alguns casos de obstrução congénita de saída ventricular em canídeos. As obstruções congénitas de saída ventricular direita incluem a estenose pulmonar valvular, a estenose pulmonar supravalvular, a estenose pulmonar subvalvular, a estenose pulmonar por artéria coronária única tipo R2A, a estenose infundibular e o ventrículo direito duplo ou de dupla câmara, enquanto as de saída ventricular esquerda incluem a estenose aórtica valvular, a estenose aórtica supravalvular, a estenose subaórtica fixa e ainda a estenose sub-aórtica dinâmica. A estenose pulmonar valvular e a estenose sub-aórtica são frequentemente reconhecidas na prática clínica, correspondendo no seu conjunto a 34 a 56% dos casos de malformação cardiovascular em canídeos, enquanto as restantes formas de obstrução são extremamente raras. O diagnóstico destas malformações obstrutivas envolve um exame físico cardiovascular preciso e a realização de exames complementares de diagnóstico como a radiografia torácica, a electrocardiografia e a ecocardiografia, estando também indicada a angiocardiografia em casos específicos. A ecocardiografia é actualmente o método de diagnóstico mais utilizado, permitindo o diagnóstico preciso da malformação e a classificação do grau de estenose a partir das velocidades máximas de fluxo obtidas por Doppler a nível da obstrução. Os procedimentos invasivos são a única forma de redução eficaz da obstrução e actualmente estão descritos vários procedimentos cirúrgicos e não-cirúrgicos de complexidade variável, embora uma terapêutica medicamentosa possa ser instituída nalguns casos. No período de estágio foram diagnosticados 7 casos de obstrução congénita de saída ventricular em canídeos, algumas na sua forma isolada e outras em associação com outras malformações cardiovasculares. Deste modo, foram acompanhados casos de estenose pulmonar valvular (n=3), estenose pulmonar valvular associada a displasia tricúspide (n=1), estenose pulmonar valvular associada a estenose infundibular e estenose sub-aórtica fixa (n=1) e estenose sub-aórtica fixa (n=2). A terapêutica instituída nestes casos incluiu a administração medicamentosa de -bloqueadores, IECAs, digitálicos e diuréticos. A terapêutica cirúrgica pela técnica de Patch Graft fechada foi indicada em dois casos de estenose pulmonar valvular.