Publicação
Neoplasias dos dígitos em cães
| Resumo: | Os dígitos podem ser alvo de alterações neoplásicas, benignas e malignas, e de alterações inflamatórias. As neoplasias digitais primárias são pouco comuns no cão. A neoplasia digital mais comum é o carcinoma espinocelular, seguindo-se o melanoma. Outros tumores que podem afectar o dígito são o osteossarcoma, mastocitoma, sarcomas de tecidos moles (fibrossarcomas, neurofibrossarcomas), histiocitoma, hemangioma, fibroma, entre outros. Num estudo retrospectivo efectuado no Laboratório de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, entre 2008 e 2010 foram registados 39 casos de neoplasias digitais, dos quais 38,5% representavam carcinomas espinocelulares. Outros diagnósticos obtidos foram o melanoma (23%), hemangiopericitoma (12,8%), histiocitoma (10,2%), mastocitoma (5,1%), hemangiossarcoma (2,6%), osteossarcoma (2,6%) e fibroma (2,6%). Os sinais clínicos das lesões digitais são semelhantes independentemente da natureza do processo neoplásico presente. As manifestações clínicas mais comuns são a presença de uma massa visível e/ou claudicação. É frequente existir ulceração dessa massa e alterações da unha (fractura, por exemplo). Em alguns casos, a fractura da unha precede o aparecimento de uma massa digital. Devido ao facto de estes tumores infectarem secundariamente, poderão inicialmente ser mal diagnosticados como paroníquia crónica ou osteomielite. Os tumores digitais causam normalmente lise óssea do dígito afectado. O diagnóstico é fornecido com base na histopatologia. Poder-se-á recorrer a métodos radiográficos para avaliação da lesão digital e para despiste de eventual metastização do processo neoplásico digital. O tratamento de eleição para as neoplasias digitais consiste na amputação do dígito, contribuindo igualmente para o diagnóstico, uma vez que se obtém uma amostra biológica que será submetida a análise histopatológica. Os métodos terapêuticos complementares incluem a quimioterapia e a amputação de membro, mas estas opções estão reservadas a situações de recorrência ou metastização, sobretudo se há evidências de reacção ganglionar regional. |
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| Autores principais: | Madruga, Filipe Lalanda |
| Assunto: | Dígito Neoplasia Canídeos Prevalência Terapêutica Digit Tumor Canine Prevalence Treatment |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os dígitos podem ser alvo de alterações neoplásicas, benignas e malignas, e de alterações inflamatórias. As neoplasias digitais primárias são pouco comuns no cão. A neoplasia digital mais comum é o carcinoma espinocelular, seguindo-se o melanoma. Outros tumores que podem afectar o dígito são o osteossarcoma, mastocitoma, sarcomas de tecidos moles (fibrossarcomas, neurofibrossarcomas), histiocitoma, hemangioma, fibroma, entre outros. Num estudo retrospectivo efectuado no Laboratório de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, entre 2008 e 2010 foram registados 39 casos de neoplasias digitais, dos quais 38,5% representavam carcinomas espinocelulares. Outros diagnósticos obtidos foram o melanoma (23%), hemangiopericitoma (12,8%), histiocitoma (10,2%), mastocitoma (5,1%), hemangiossarcoma (2,6%), osteossarcoma (2,6%) e fibroma (2,6%). Os sinais clínicos das lesões digitais são semelhantes independentemente da natureza do processo neoplásico presente. As manifestações clínicas mais comuns são a presença de uma massa visível e/ou claudicação. É frequente existir ulceração dessa massa e alterações da unha (fractura, por exemplo). Em alguns casos, a fractura da unha precede o aparecimento de uma massa digital. Devido ao facto de estes tumores infectarem secundariamente, poderão inicialmente ser mal diagnosticados como paroníquia crónica ou osteomielite. Os tumores digitais causam normalmente lise óssea do dígito afectado. O diagnóstico é fornecido com base na histopatologia. Poder-se-á recorrer a métodos radiográficos para avaliação da lesão digital e para despiste de eventual metastização do processo neoplásico digital. O tratamento de eleição para as neoplasias digitais consiste na amputação do dígito, contribuindo igualmente para o diagnóstico, uma vez que se obtém uma amostra biológica que será submetida a análise histopatológica. Os métodos terapêuticos complementares incluem a quimioterapia e a amputação de membro, mas estas opções estão reservadas a situações de recorrência ou metastização, sobretudo se há evidências de reacção ganglionar regional. |
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