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Quadros-vivos : vi(ver) o museu na escola
| Resumo: | O presente relatório descreve o Projeto Educativo realizado no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada, intitulado: QUADROS-VIVOS: Vi(ver) o Museu na Escola, numa turma do 11º Ano do Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais, da Escola Secundária Vergílio Ferreira, escola sede do Agrupamento com o mesmo nome, situada na freguesia de Carnide, concelho de Lisboa, no ano letivo 2019-2020. Com o propósito de contribuir para o desenvolvimento da capacidade de ver a obra de arte dos alunos e respondendo a uma necessidade evidenciada pela turma: a falta de viver a obra de arte (isto é, de experiências artísticas no contexto da frequência de museus e outras instituições por ausência ou carência de hábitos culturais) que se traduzia numa enorme dificuldade em identificar imagens; procurou-se fomentar e ampliar os interesses artísticos dos alunos através da cultura visual, o que veio a materializar-se através da implementação de um projeto interdisciplinar, entre as disciplinas de História da Cultura e das Arte e Desenho A, aliadas à iniciação da expressão dramática enquanto domínio promotor de mecanismos facilitadores da fruição da obra de arte. Os alunos desenvolveram um estudo intensivo de cinco obras pictóricas do programa do 11º ano de História da Cultura e das Artes (HCA), pertencentes a diferentes movimentos artísticos, desde o Barroco ao Cubismo. A investigação de cada pintura, contexto histórico e artista decorreram ao longo das aulas de História da Cultura e das Artes. Na disciplina de Desenho, o estudo das obras decorreu através da (de)composição e processos de síntese (simplificação). Por fim, ambas as disciplinas cooperaram na criação performativa das obras de arte para que, de forma reflexiva e crítica, veiculada por uma leitura atual, os alunos procedessem à recriação dos “quadros”, cujas personagens ganham vida pelos seus corpos e ações. Este processo requer um grau elevado de proximidade para com os alunos que havia começado a estreitar-se, desde logo, com o estudo aprofundado da obra de arte nas duas disciplinas. No final, foi possível constatar que, embora os alunos demonstrassem algum receio perante a exposição pessoal ao público, a proposta educativa, assim como a sua realização, permitiram aos alunos um envolvimento maior com a obra, bem como a possibilidade de integrar novas abordagens artísticas e de educação artística, confirmando o sucesso da interdisciplinaridade através da cooperação das disciplinas de História da Cultura e das Artes e Desenho A. Os resultados demonstraram melhorias significativas, não só ao nível da motivação dos alunos perante propostas pedagógicas e didáticas de caráter interdisciplinar, mas também do interesse e empenho manifestados quando aplicadas metodologias de ensino cooperativo. |
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| Autores principais: | Mendes, Bruna Filipa Costa |
| Assunto: | Interdisciplinaridade História da cultura Arte - História Desenho Expressão dramática Cultura visual Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2020 |
| Ano: | 2000 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente relatório descreve o Projeto Educativo realizado no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada, intitulado: QUADROS-VIVOS: Vi(ver) o Museu na Escola, numa turma do 11º Ano do Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais, da Escola Secundária Vergílio Ferreira, escola sede do Agrupamento com o mesmo nome, situada na freguesia de Carnide, concelho de Lisboa, no ano letivo 2019-2020. Com o propósito de contribuir para o desenvolvimento da capacidade de ver a obra de arte dos alunos e respondendo a uma necessidade evidenciada pela turma: a falta de viver a obra de arte (isto é, de experiências artísticas no contexto da frequência de museus e outras instituições por ausência ou carência de hábitos culturais) que se traduzia numa enorme dificuldade em identificar imagens; procurou-se fomentar e ampliar os interesses artísticos dos alunos através da cultura visual, o que veio a materializar-se através da implementação de um projeto interdisciplinar, entre as disciplinas de História da Cultura e das Arte e Desenho A, aliadas à iniciação da expressão dramática enquanto domínio promotor de mecanismos facilitadores da fruição da obra de arte. Os alunos desenvolveram um estudo intensivo de cinco obras pictóricas do programa do 11º ano de História da Cultura e das Artes (HCA), pertencentes a diferentes movimentos artísticos, desde o Barroco ao Cubismo. A investigação de cada pintura, contexto histórico e artista decorreram ao longo das aulas de História da Cultura e das Artes. Na disciplina de Desenho, o estudo das obras decorreu através da (de)composição e processos de síntese (simplificação). Por fim, ambas as disciplinas cooperaram na criação performativa das obras de arte para que, de forma reflexiva e crítica, veiculada por uma leitura atual, os alunos procedessem à recriação dos “quadros”, cujas personagens ganham vida pelos seus corpos e ações. Este processo requer um grau elevado de proximidade para com os alunos que havia começado a estreitar-se, desde logo, com o estudo aprofundado da obra de arte nas duas disciplinas. No final, foi possível constatar que, embora os alunos demonstrassem algum receio perante a exposição pessoal ao público, a proposta educativa, assim como a sua realização, permitiram aos alunos um envolvimento maior com a obra, bem como a possibilidade de integrar novas abordagens artísticas e de educação artística, confirmando o sucesso da interdisciplinaridade através da cooperação das disciplinas de História da Cultura e das Artes e Desenho A. Os resultados demonstraram melhorias significativas, não só ao nível da motivação dos alunos perante propostas pedagógicas e didáticas de caráter interdisciplinar, mas também do interesse e empenho manifestados quando aplicadas metodologias de ensino cooperativo. |
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