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Sexo da cria : terá ele alguma influência sobre os parâmetros produtivos e a patologia da lactação da vaca Holstein Frísia?

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Resumo:Numa exploração de bovinos de aptidão leiteira, a maioria da receita gerada deverá ser proveniente do comércio da matéria prima produzida: o leite. Interessa, portanto, possuir uma exploração/empresa sustentável, de forma a maximizar o lucro, (entre outros factores, tal como por exemplo, o bem-estar animal); especialmente devido ao facto de, no caso da indústria leiteira, o preço do leite ser flutuante e definido pelas unidades de recolha. O objectivo do presente trabalho experimental foi o de averiguar a influência do sexo da cria bovina na performance leiteira da vaca Holstein Frísia, considerando a lactação subsequente ao parto; bem como a influência do sexo da cria nos teores butiroso e proteico do leite, para essa mesma lactação. Esta análise retrospectiva visou, ainda, apurar se existiria alguma relação entre o sexo da cria e a ocorrência de patologia na fêmea, na lactação supracitada. As lactações analisadas foram provenientes de fêmeas primíparas e multíparas, ou seja, fêmeas que se encontravam entre a primeira e a sexta lactação, inclusive. No total, foram analisadas 1.416 lactações, provenientes de 596 vacas. Foi verificado que existe uma influência do sexo da cria na produção leiteira aos 305 dias de lactação. Quando ocorre o nascimento de uma única fêmea, a produção leiteira é de 12.098,69 kg, sendo que quando ocorre o nascimento de um macho é de 11.979,42 kg. Foi confirmado que não existe influência do sexo da cria no teor butiroso do leite, tal como não existe influência do sexo da cria no teor proteico do leite. Por fim, foi verificado que não existe influência do sexo da cria na ocorrência de patologia. No caso de a cria ser um macho, a proporção de ocorrência de patologia é de 0,43. Quando a cria é fêmea, a proporção de ocorrência de patologia é de 0,39. As conclusões mais importantes deste trabalho experimental são o facto de existir influência do sexo da cria na produção leiteira aos 305 dias de lactação e, não existir influência do sexo da cria na ocorrência de patologia.
Autores principais:Beirão, Cláudia Margarida Catarino
Assunto:Sexo da cria produção leiteira aos 305 dias teor butiroso teor proteico patologia da lactação vacas Holstein Frísia calf sex 305 days milk yield fat content protein content lactation’s pathology Holstein Friesen cows
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Numa exploração de bovinos de aptidão leiteira, a maioria da receita gerada deverá ser proveniente do comércio da matéria prima produzida: o leite. Interessa, portanto, possuir uma exploração/empresa sustentável, de forma a maximizar o lucro, (entre outros factores, tal como por exemplo, o bem-estar animal); especialmente devido ao facto de, no caso da indústria leiteira, o preço do leite ser flutuante e definido pelas unidades de recolha. O objectivo do presente trabalho experimental foi o de averiguar a influência do sexo da cria bovina na performance leiteira da vaca Holstein Frísia, considerando a lactação subsequente ao parto; bem como a influência do sexo da cria nos teores butiroso e proteico do leite, para essa mesma lactação. Esta análise retrospectiva visou, ainda, apurar se existiria alguma relação entre o sexo da cria e a ocorrência de patologia na fêmea, na lactação supracitada. As lactações analisadas foram provenientes de fêmeas primíparas e multíparas, ou seja, fêmeas que se encontravam entre a primeira e a sexta lactação, inclusive. No total, foram analisadas 1.416 lactações, provenientes de 596 vacas. Foi verificado que existe uma influência do sexo da cria na produção leiteira aos 305 dias de lactação. Quando ocorre o nascimento de uma única fêmea, a produção leiteira é de 12.098,69 kg, sendo que quando ocorre o nascimento de um macho é de 11.979,42 kg. Foi confirmado que não existe influência do sexo da cria no teor butiroso do leite, tal como não existe influência do sexo da cria no teor proteico do leite. Por fim, foi verificado que não existe influência do sexo da cria na ocorrência de patologia. No caso de a cria ser um macho, a proporção de ocorrência de patologia é de 0,43. Quando a cria é fêmea, a proporção de ocorrência de patologia é de 0,39. As conclusões mais importantes deste trabalho experimental são o facto de existir influência do sexo da cria na produção leiteira aos 305 dias de lactação e, não existir influência do sexo da cria na ocorrência de patologia.