Publicação
Associação entre parâmetros eritrocitários e prognóstico de hemangiossarcoma esplénico em cão
| Resumo: | O hemangiossarcoma é o tumor esplénico mais frequente em cães, na maioria dos quais se observa uma anemia. Se por um lado, a arquitetura vascular tumoral alterada gera uma lise eritrocitária, por outro, a sua natureza endotelial, a presença de cavidades preenchidas por sangue e a sua caraterística friabilidade, justificam a facilidade com que se verifica rutura neoplásica, dando origem a um quadro de hemorragia interna. De fato, a apresentação clínica mais frequente de um animal com hemangiossarcoma esplénico traduz-se por um quadro de hemoperitoneu. De referir que apesar de a coexistência de uma lesão esplénica e de hemoperitoneu constituir uma forte suspeita de hemangiossarcoma esplénico, apenas a análise histopatológica permitirá o seu diagnóstico definitivo. No momento em que é detetada uma lesão no baço, associada ou não a rutura, o médico veterinário terá que lidar com as questões habitualmente colocadas pelos proprietários dos animais acerca do prognóstico e da sobrevivência expectável para o quadro clínico em questão (consoante a ocorrência de rutura esplénica ou não), bem como acerca das várias opções terapêuticas. Deste modo, no presente trabalho pretendeu-se avaliar a associação entre os parâmetros eritrocitários indicadores de anemia (hematócrito, concentração de hemoglobina e contagem de eritrócitos), e o prognóstico de cães com hemangiossarcoma esplénico. Nesse sentido, foi realizada uma análise de sobrevivência para os grupos estabelecidos por valores limite/cut-off de 29.2%, 3.78x106/μl, e 8.97 g/dl para o hematócrito, contagem de eritrócitos e concentração de hemoglobina, respetivamente, e entre os quais se concluiu existir uma diferença significativa. Também foi efetuada uma análise de sobrevivência tendo em conta a presença inicial de rutura ou não, e de acordo com o tratamento efetuado (esplenectomia ou esplenectomia associada a posterior quimioterapia). Para o grupo de cães com rutura esplénica e submetidos apenas a esplenectomia, foi obtida uma menor mediana de sobrevivência. Assim, e apesar das limitações do estudo, os resultados obtidos podem ser de utilidade para o clínico no estabelecimento de um prognóstico e da terapêutica a aplicar em casos de hemangiossarcoma esplénico. |
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| Autores principais: | Santos, Inês Isabel Pacheco dos |
| Assunto: | hemangiossarcoma esplénico cão parâmetros eritrocitários prognóstico splenic hemangiosarcoma dog erythrocyte parameters prognosis |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O hemangiossarcoma é o tumor esplénico mais frequente em cães, na maioria dos quais se observa uma anemia. Se por um lado, a arquitetura vascular tumoral alterada gera uma lise eritrocitária, por outro, a sua natureza endotelial, a presença de cavidades preenchidas por sangue e a sua caraterística friabilidade, justificam a facilidade com que se verifica rutura neoplásica, dando origem a um quadro de hemorragia interna. De fato, a apresentação clínica mais frequente de um animal com hemangiossarcoma esplénico traduz-se por um quadro de hemoperitoneu. De referir que apesar de a coexistência de uma lesão esplénica e de hemoperitoneu constituir uma forte suspeita de hemangiossarcoma esplénico, apenas a análise histopatológica permitirá o seu diagnóstico definitivo. No momento em que é detetada uma lesão no baço, associada ou não a rutura, o médico veterinário terá que lidar com as questões habitualmente colocadas pelos proprietários dos animais acerca do prognóstico e da sobrevivência expectável para o quadro clínico em questão (consoante a ocorrência de rutura esplénica ou não), bem como acerca das várias opções terapêuticas. Deste modo, no presente trabalho pretendeu-se avaliar a associação entre os parâmetros eritrocitários indicadores de anemia (hematócrito, concentração de hemoglobina e contagem de eritrócitos), e o prognóstico de cães com hemangiossarcoma esplénico. Nesse sentido, foi realizada uma análise de sobrevivência para os grupos estabelecidos por valores limite/cut-off de 29.2%, 3.78x106/μl, e 8.97 g/dl para o hematócrito, contagem de eritrócitos e concentração de hemoglobina, respetivamente, e entre os quais se concluiu existir uma diferença significativa. Também foi efetuada uma análise de sobrevivência tendo em conta a presença inicial de rutura ou não, e de acordo com o tratamento efetuado (esplenectomia ou esplenectomia associada a posterior quimioterapia). Para o grupo de cães com rutura esplénica e submetidos apenas a esplenectomia, foi obtida uma menor mediana de sobrevivência. Assim, e apesar das limitações do estudo, os resultados obtidos podem ser de utilidade para o clínico no estabelecimento de um prognóstico e da terapêutica a aplicar em casos de hemangiossarcoma esplénico. |
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