Publicação
Rastreio e profilaxia de doenças infeciosas no transplante renal
| Resumo: | Para candidatos adequados, o transplante renal é a estratégia de terapêutica de substituição renal preferida, porque melhora a sobrevivência e a qualidade de vida e tem menos custos económicos do que a diálise. Os recetores de transplante de órgãos estão em risco de contrair patógenos de dadores com infeções ativas ou latentes no momento da colheita. O rastreio de dadores é vital para mitigar o risco dos recetores e otimizar os resultados pós-transplante. A avaliação de risco do dador, baseada numa história minuciosa, incluindo detalhes sobre infeções prévias, locais de viagem e residência, profissão e/ou estilo de vida, e exposições a patógenos animais e ambientais, bem como uma avaliação diagnóstica apropriada são essenciais. O rastreio obrigatório de doenças infeciosas no dador inclui Citomegalovirus, Vírus Epstein-Barr, Vírus da Imunodeficiência Humana, Vírus da Hepatite B, Vírus da Hepatite C, sífilis, toxoplasmose e tuberculose (dadores vivos), bem como hemoculturas e uroculturas. Certas exposições endémicas podem justificar avaliações adicionais como testar para Vírus do Nilo Ocidental, Coccidioides spp., Histoplasma capsulatum, Strongyloides stercoralis, ou Trypanosoma cruzi. Para além disso, dadores com características clínicas que possam estar associadas a infeção do sistema nervoso central exigem avaliação cuidadosa e qualquer meningite ou encefalite causada por um patógeno desconhecido é uma contraindicação absoluta para doação. O diagnóstico de uma infeção no dador implica tratamento, bem como investigação adicional e/ou profilaxia para mitigar o risco de complicações pós-transplante. Algumas infeções no período pré-transplante imediato podem ditar a protelação do transplante. Apesar destas medidas, a transmissão de infeções inesperadas do dador para o recetor permanece uma rara complicação da transplantação. Com este trabalho pretende-se realizar uma revisão das recomendações relativas ao rastreio de doenças infeciosas no dador, bem como das atuações profiláticas, com o propósito de as adaptar à realidade portuguesa. |
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| Autores principais: | Martins, Ana Sofia dos Santos |
| Assunto: | Transplantação renal Infeção derivada do dador Rastreio Profilaxia Doenças infeciosas |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Para candidatos adequados, o transplante renal é a estratégia de terapêutica de substituição renal preferida, porque melhora a sobrevivência e a qualidade de vida e tem menos custos económicos do que a diálise. Os recetores de transplante de órgãos estão em risco de contrair patógenos de dadores com infeções ativas ou latentes no momento da colheita. O rastreio de dadores é vital para mitigar o risco dos recetores e otimizar os resultados pós-transplante. A avaliação de risco do dador, baseada numa história minuciosa, incluindo detalhes sobre infeções prévias, locais de viagem e residência, profissão e/ou estilo de vida, e exposições a patógenos animais e ambientais, bem como uma avaliação diagnóstica apropriada são essenciais. O rastreio obrigatório de doenças infeciosas no dador inclui Citomegalovirus, Vírus Epstein-Barr, Vírus da Imunodeficiência Humana, Vírus da Hepatite B, Vírus da Hepatite C, sífilis, toxoplasmose e tuberculose (dadores vivos), bem como hemoculturas e uroculturas. Certas exposições endémicas podem justificar avaliações adicionais como testar para Vírus do Nilo Ocidental, Coccidioides spp., Histoplasma capsulatum, Strongyloides stercoralis, ou Trypanosoma cruzi. Para além disso, dadores com características clínicas que possam estar associadas a infeção do sistema nervoso central exigem avaliação cuidadosa e qualquer meningite ou encefalite causada por um patógeno desconhecido é uma contraindicação absoluta para doação. O diagnóstico de uma infeção no dador implica tratamento, bem como investigação adicional e/ou profilaxia para mitigar o risco de complicações pós-transplante. Algumas infeções no período pré-transplante imediato podem ditar a protelação do transplante. Apesar destas medidas, a transmissão de infeções inesperadas do dador para o recetor permanece uma rara complicação da transplantação. Com este trabalho pretende-se realizar uma revisão das recomendações relativas ao rastreio de doenças infeciosas no dador, bem como das atuações profiláticas, com o propósito de as adaptar à realidade portuguesa. |
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