Publicação
Indicadores de Mobilidade Urbana Sustentável da Área Metropolitana do Porto
| Resumo: | O sector dos transportes contribui em 27% para as emissões de gases com efeito de estufa. Individualmente, é hoje o sector mais poluente. Isto deve-se, maioritariamente, à utilização de combustíveis fósseis para fornecer energia aos motores de combustão interna que representam 99% dos que circulam, atualmente. Para atingir as metas assumidas de neutralidade carbónica em 2050, pela UE, é necessário reduzir em 90% as emissões de gases com efeito de estufa provenientes dos transportes, com o patamar de 55% previsto para 2030. Para isso, é necessário levar a cabo a implementação políticas que visem a descarbonização deste sector, como por exemplo a promoção da mobilidade suave, a oferta de melhores serviços de transportes coletivos e também, a proibição da venda de veículos a diesel e gasolina, programada na União Europeia para 2035. Essas políticas são variadas e adaptadas a cada contexto local sendo que as pelas cidades europeias mais importantes utilizam os Planos de Mobilidade Urbana Sustentável como uma ferramenta de apoio ao planeamento e decisão política. Para prever e controlar a eficácia das medidas implementadas utilizam-se conjuntos Indicadores de Mobilidade Sustentável, que permitem obter resultados quantitativos que permitem uma comparação entre medidas e diferentes espaços urbanos. Nesta dissertação, são visitadas várias temáticas relacionadas com a mobilidade urbana sustentável, e como essas transformações, influenciam e são influenciadas por diversos fatores, que não podem ser isolados do computo geral que envolve a transição para uma sociedade de baixo-carbono. O impacte da eletrificação dos veículos em circulação no consumo energético e nas emissões de gases de efeito de estufa foi analisada, com o cálculo dos Indicadores. Concluiu-se que isoladamente esta transformação pode não ser suficiente para atingir os objetivos de descarbonização do PNEC mas admite-se que, não poderemos tirar conclusões absolutas pois a informação existente sobre os transportes em circulação na AMP é insuficiente. |
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| Autores principais: | Vieira, Pedro Aléxis Rodrigues |
| Assunto: | Mobilidade Urbana Sustentável Descarbonização Eletrificação dos transportes Indicadores de Mobilidade Urbana Justiça Climática Teses de mestrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O sector dos transportes contribui em 27% para as emissões de gases com efeito de estufa. Individualmente, é hoje o sector mais poluente. Isto deve-se, maioritariamente, à utilização de combustíveis fósseis para fornecer energia aos motores de combustão interna que representam 99% dos que circulam, atualmente. Para atingir as metas assumidas de neutralidade carbónica em 2050, pela UE, é necessário reduzir em 90% as emissões de gases com efeito de estufa provenientes dos transportes, com o patamar de 55% previsto para 2030. Para isso, é necessário levar a cabo a implementação políticas que visem a descarbonização deste sector, como por exemplo a promoção da mobilidade suave, a oferta de melhores serviços de transportes coletivos e também, a proibição da venda de veículos a diesel e gasolina, programada na União Europeia para 2035. Essas políticas são variadas e adaptadas a cada contexto local sendo que as pelas cidades europeias mais importantes utilizam os Planos de Mobilidade Urbana Sustentável como uma ferramenta de apoio ao planeamento e decisão política. Para prever e controlar a eficácia das medidas implementadas utilizam-se conjuntos Indicadores de Mobilidade Sustentável, que permitem obter resultados quantitativos que permitem uma comparação entre medidas e diferentes espaços urbanos. Nesta dissertação, são visitadas várias temáticas relacionadas com a mobilidade urbana sustentável, e como essas transformações, influenciam e são influenciadas por diversos fatores, que não podem ser isolados do computo geral que envolve a transição para uma sociedade de baixo-carbono. O impacte da eletrificação dos veículos em circulação no consumo energético e nas emissões de gases de efeito de estufa foi analisada, com o cálculo dos Indicadores. Concluiu-se que isoladamente esta transformação pode não ser suficiente para atingir os objetivos de descarbonização do PNEC mas admite-se que, não poderemos tirar conclusões absolutas pois a informação existente sobre os transportes em circulação na AMP é insuficiente. |
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