Publicação
Clinical course and predictors of severe coronavirus disease 19 among patients with rheumatic diseases
| Resumo: | Introdução: Em novembro de 2020, a COVID-19 já tinha afetado mais de 50.000.000 de pessoas. O impacto desta pandemia em doentes com patologia reumática e músculoesquelética suscita particular preocupação, tendo em conta o compromisso imunitário que lhe é inerente e que aumenta consideravelmente o risco de infeção, mas também o interesse crescente na utilização de fármacos imunomoduladores, importantes armas terapêuticas da Reumatologia, no combate a formas graves de infeção a SARS-CoV-2. Nos últimos meses, relatos de diferentes partes do globo têm procurado dar resposta às muitas dúvidas que permanecem por responder. Objetivos: Caracterizar a epidemiologia e evolução clínica da COVID-19 em doentes com doença reumática e músculo-esquelética, analisando a forma como esta doença e respetivo tratamento afetam a gravidade da infeção a SARS-CoV-2 e o desenvolvimento de imunidade humoral contra este vírus. Métodos: Foram incluídos doentes com doença reumática e músculo-esquelética, acompanhados no Serviço de Reumatologia do Hospital Santa Maria, com infeção confirmada ou suspeita a SARS-CoV-2, entre março e setembro de 2020. A informação demográfica, relativa a comorbilidades, hábitos tabágicos, doença reumatológica e seu tratamento, bem como informação referente à evolução da COVID-19 foi recolhida da plataforma Reuma.pt. Foram colhidas amostras de sangue para pesquisa de anticorpos IgG anti-SARS-CoV-2 por ELISA. Realizou-se uma regressão logística multivariada para identificação de preditores de gravidade de doença, definida como necessidade de internamento. Foi realizada uma ANOVA para pesquisa dos efeitos de vários fatores nos títulos de IgG anti-SARS-CoV-2. Pesquisou-se também a associação entre idade, dose de glucocorticóides e títulos IgG anti-SARS-CoV-2 utilizando uma correlação de Spearman. Resultados: O risco de internamento em doentes com patologia inflamatória não foi significativamente superior face a doentes com patologia não inflamatória, e este não foi significativamente influenciado pela imunossupressão com csDMARDs, bDMARDs ou glucocorticóides. O título de anticorpos IgG anti-SARS-CoV-2 não foi influenciado pela atividade da doença de base, tratamento crónico com imunossupressores ou gravidade da doença a coronavírus-2019. |
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| Autores principais: | Duarte, Catarina Ferreira |
| Assunto: | Infeção SARS-CoV-2 Doentes reumáticos Gravidade COVID-19 Imunidade humoral Reumatologia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Em novembro de 2020, a COVID-19 já tinha afetado mais de 50.000.000 de pessoas. O impacto desta pandemia em doentes com patologia reumática e músculoesquelética suscita particular preocupação, tendo em conta o compromisso imunitário que lhe é inerente e que aumenta consideravelmente o risco de infeção, mas também o interesse crescente na utilização de fármacos imunomoduladores, importantes armas terapêuticas da Reumatologia, no combate a formas graves de infeção a SARS-CoV-2. Nos últimos meses, relatos de diferentes partes do globo têm procurado dar resposta às muitas dúvidas que permanecem por responder. Objetivos: Caracterizar a epidemiologia e evolução clínica da COVID-19 em doentes com doença reumática e músculo-esquelética, analisando a forma como esta doença e respetivo tratamento afetam a gravidade da infeção a SARS-CoV-2 e o desenvolvimento de imunidade humoral contra este vírus. Métodos: Foram incluídos doentes com doença reumática e músculo-esquelética, acompanhados no Serviço de Reumatologia do Hospital Santa Maria, com infeção confirmada ou suspeita a SARS-CoV-2, entre março e setembro de 2020. A informação demográfica, relativa a comorbilidades, hábitos tabágicos, doença reumatológica e seu tratamento, bem como informação referente à evolução da COVID-19 foi recolhida da plataforma Reuma.pt. Foram colhidas amostras de sangue para pesquisa de anticorpos IgG anti-SARS-CoV-2 por ELISA. Realizou-se uma regressão logística multivariada para identificação de preditores de gravidade de doença, definida como necessidade de internamento. Foi realizada uma ANOVA para pesquisa dos efeitos de vários fatores nos títulos de IgG anti-SARS-CoV-2. Pesquisou-se também a associação entre idade, dose de glucocorticóides e títulos IgG anti-SARS-CoV-2 utilizando uma correlação de Spearman. Resultados: O risco de internamento em doentes com patologia inflamatória não foi significativamente superior face a doentes com patologia não inflamatória, e este não foi significativamente influenciado pela imunossupressão com csDMARDs, bDMARDs ou glucocorticóides. O título de anticorpos IgG anti-SARS-CoV-2 não foi influenciado pela atividade da doença de base, tratamento crónico com imunossupressores ou gravidade da doença a coronavírus-2019. |
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