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Empresas-gazela : crescimento, empreendedorismo e performatividade

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Resumo:As nações aspiram ao crescimento, as empresas promovem o crescimento e os indivíduos anseiam por períodos de crescimento, porque temem o desemprego e a degradação da sua qualidade de vida. Vivemos, tal como no passado, focados na necessidade e na promoção do crescimento. Na dupla vertente macroeconómica e microeconómica, o crescimento tem sido fomentado e impulsionado. Contudo, a actividade económica está e estará sempre dependente da visão e da capacidade empreendedora de indivíduos a quem chamamos empreendedores. Esta investigação não se consubstancia no empreendedorismo, mas tem aí a sua âncora, porque os empreendedores são os agentes da mudança económica, na medida em que introduzem novas ideias nos mercados, novos produtos e serviços, promovendo a combinação de novos recursos e novas tecnologias que permitem a redução de custos e a antecipação dos padrões da procura, contribuindo assim para o estímulo da Economia pela via do crescimento das empresas e pelo aumento do emprego. O presente trabalho de investigação tem por objectivo o estudo e a compreensão das empresas jovens de crescimento rápido, denominadas empresas-gazela, em Portugal, no período de 2010 a 2013. Apesar da sua heterogeneidade, é possível associar padrões característicos às empresasgazela, em especial, quanto à sua origem e à estrutura de funcionamento, aos desafios que enfrentam e às estratégias implementadas para se afirmarem no mercado. A cultura destas empresas-gazela e a sua capacidade para mudar o mercado também são aspectos não negligenciáveis da sua caracterização. O estudo cruza informação de natureza quantitativa (os dados relativos às empresas-gazela portuguesas coligidos pela empresa Informa DB) com informação qualitativa (uma série de entrevistas a empresários), o que permitiu algumas descobertas interessantes. Uma delas é a relação das empresas-gazela com empresas já existentes e nalguns casos de maior dimensão, das quais elas são como que um produto mais ou menos independente. Outra, tem a ver com o facto de as empresas-gazela poderem corresponder à materialização de uma determinada ideia ou conceito de empresa, do que é e como funciona ou deverá funcionar uma empresa tendo em conta uma determinada visão ou sentido de missão, o que remete para o problema sociológico da performatividade.
Autores principais:Oliveira, Mário Paulo Bettencourt de
Assunto:Empresas-gazela Crescimento Empreendedorismo Sociologia Económica Gazelle Firms Growth Entrepreneurship Economic Sociology
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As nações aspiram ao crescimento, as empresas promovem o crescimento e os indivíduos anseiam por períodos de crescimento, porque temem o desemprego e a degradação da sua qualidade de vida. Vivemos, tal como no passado, focados na necessidade e na promoção do crescimento. Na dupla vertente macroeconómica e microeconómica, o crescimento tem sido fomentado e impulsionado. Contudo, a actividade económica está e estará sempre dependente da visão e da capacidade empreendedora de indivíduos a quem chamamos empreendedores. Esta investigação não se consubstancia no empreendedorismo, mas tem aí a sua âncora, porque os empreendedores são os agentes da mudança económica, na medida em que introduzem novas ideias nos mercados, novos produtos e serviços, promovendo a combinação de novos recursos e novas tecnologias que permitem a redução de custos e a antecipação dos padrões da procura, contribuindo assim para o estímulo da Economia pela via do crescimento das empresas e pelo aumento do emprego. O presente trabalho de investigação tem por objectivo o estudo e a compreensão das empresas jovens de crescimento rápido, denominadas empresas-gazela, em Portugal, no período de 2010 a 2013. Apesar da sua heterogeneidade, é possível associar padrões característicos às empresasgazela, em especial, quanto à sua origem e à estrutura de funcionamento, aos desafios que enfrentam e às estratégias implementadas para se afirmarem no mercado. A cultura destas empresas-gazela e a sua capacidade para mudar o mercado também são aspectos não negligenciáveis da sua caracterização. O estudo cruza informação de natureza quantitativa (os dados relativos às empresas-gazela portuguesas coligidos pela empresa Informa DB) com informação qualitativa (uma série de entrevistas a empresários), o que permitiu algumas descobertas interessantes. Uma delas é a relação das empresas-gazela com empresas já existentes e nalguns casos de maior dimensão, das quais elas são como que um produto mais ou menos independente. Outra, tem a ver com o facto de as empresas-gazela poderem corresponder à materialização de uma determinada ideia ou conceito de empresa, do que é e como funciona ou deverá funcionar uma empresa tendo em conta uma determinada visão ou sentido de missão, o que remete para o problema sociológico da performatividade.