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Tosse cardiogénica e tosse não-cardiogénica : estudo das alterações de parâmetros ecocardiográficos de 58 canídeos com tosse
| Resumo: | A tosse consiste no som associado a um importante reflexo fisiológico e defensivo das vias respiratórias cuja função é impedir a entrada, remover e expelir substâncias que são nocivas. O reflexo da tosse torna-se um desafio veterinário quando a via reflexa sofre modelações que podem conduzir a uma resposta exagerada e a uma tosse inapropriada, o que comprometerá a vida e o bem-estar do animal. O reflexo tussígeno pode ser estimulado por agentes mecânicos ou químicos que promovam a irritação da laringe, faringe, traqueia, brônquios e vias respiratórias inferiores. A tosse, em pequenos animais, pode ser causada por afeções que se dividem nas seguintes categorias: alérgicas/inflamatórias, traumática/físicas, neoplásicas, cardiovasculares e infeciosas. Geralmente, os canídeos surgem à consulta com queixas de tosse com mais de 8 semanas, ou seja, crónica. A abordagem de um doente com tosse necessita de conjugar uma boa anamnese e caracterização da tosse, um completo exame físico, informação radiográfica e informação ecocardiográfica de forma a distinguir as causas cardíacas das não cardíacas. O exame ecocardiográfico complementa a radiografia mas não a substitui. A imagem radiográfica, além do estudo do campo pulmonar, fornece informação relativamente às dimensões e contorno cardíaco, enquanto a ecocardiografia permite verificar a função do coração bem como a espessura e a forma das suas câmaras cardíacas, válvulas e tecidos moles, permitindo diferencia-las do seu conteúdo sanguíneo. Neste trabalho será revisto o mecanismo da tosse, a sua fisiopatologia, o diagnóstico radiográfico e o diagnóstico ecocardiográfico. Seguidamente é apresentado um estudo das alterações ecocardiográficas verificadas em 58 cães que apresentavam tosse,. Verificou-se que os parâmetros mais sensíveis para distinguir os casos de tosse cardiogénica dos casos de tosse não-cardiogénica foram o coeficiente AE/Ao, que está aumentado nos casos de IVM e CMD, e o EPSS que se encontra aumentado nos casos de CMD. O FES não foi considerado por ter baixa sensibilidade e significância. Com base nestes parâmetros traçou-se uma árvore de decisão que diferencia a tosse cardíaca causada por IVM e CMD das tosses não-cardiogénicas. Com este estudo concluiu-se que a tosse cardiogénica está relacionada com um aumento cardíaco e que a abordagem necessita de estabelecer uma relação entre os dados obtidos pelas medições ecocardiográficas, doppler, radiografia e todo o historial do animal. |
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| Autores principais: | Consciência, Diogo Miguel Camarinha |
| Assunto: | Tosse Causas cardíacas Ecocardiografia Coeficiente AE/Ao EPSS Cough Cardiac causes Diagnoses Echocardiography LA to Aortic root ratio |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A tosse consiste no som associado a um importante reflexo fisiológico e defensivo das vias respiratórias cuja função é impedir a entrada, remover e expelir substâncias que são nocivas. O reflexo da tosse torna-se um desafio veterinário quando a via reflexa sofre modelações que podem conduzir a uma resposta exagerada e a uma tosse inapropriada, o que comprometerá a vida e o bem-estar do animal. O reflexo tussígeno pode ser estimulado por agentes mecânicos ou químicos que promovam a irritação da laringe, faringe, traqueia, brônquios e vias respiratórias inferiores. A tosse, em pequenos animais, pode ser causada por afeções que se dividem nas seguintes categorias: alérgicas/inflamatórias, traumática/físicas, neoplásicas, cardiovasculares e infeciosas. Geralmente, os canídeos surgem à consulta com queixas de tosse com mais de 8 semanas, ou seja, crónica. A abordagem de um doente com tosse necessita de conjugar uma boa anamnese e caracterização da tosse, um completo exame físico, informação radiográfica e informação ecocardiográfica de forma a distinguir as causas cardíacas das não cardíacas. O exame ecocardiográfico complementa a radiografia mas não a substitui. A imagem radiográfica, além do estudo do campo pulmonar, fornece informação relativamente às dimensões e contorno cardíaco, enquanto a ecocardiografia permite verificar a função do coração bem como a espessura e a forma das suas câmaras cardíacas, válvulas e tecidos moles, permitindo diferencia-las do seu conteúdo sanguíneo. Neste trabalho será revisto o mecanismo da tosse, a sua fisiopatologia, o diagnóstico radiográfico e o diagnóstico ecocardiográfico. Seguidamente é apresentado um estudo das alterações ecocardiográficas verificadas em 58 cães que apresentavam tosse,. Verificou-se que os parâmetros mais sensíveis para distinguir os casos de tosse cardiogénica dos casos de tosse não-cardiogénica foram o coeficiente AE/Ao, que está aumentado nos casos de IVM e CMD, e o EPSS que se encontra aumentado nos casos de CMD. O FES não foi considerado por ter baixa sensibilidade e significância. Com base nestes parâmetros traçou-se uma árvore de decisão que diferencia a tosse cardíaca causada por IVM e CMD das tosses não-cardiogénicas. Com este estudo concluiu-se que a tosse cardiogénica está relacionada com um aumento cardíaco e que a abordagem necessita de estabelecer uma relação entre os dados obtidos pelas medições ecocardiográficas, doppler, radiografia e todo o historial do animal. |
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