Publicação
Imunoterapia específica para alergénios como terapêutica da dermatite atópica canina : situação actual de conhecimentos dos médicos veterinários e dos proprietários
| Resumo: | A dermatite atópica canina (cDA) é a doença atópica mais frequentemente diagnosticada no cão e pensa-se que o número de casos seja cada vez maior. A imunoterapia específica para alergénios (ITAE) consiste na administração de quantidades, gradualmente crescentes, de um alergénio, de forma a atenuar os sinais clínicos de cDA. A fim de se alcançar uma maior eficácia, esta terapêutica deve ser ajustada para cada caso. Assim, a escolha dos alergénios a incluir e do protocolo a seguir deve ser criteriosamente efectuada, tendo em conta a história clínica, o ambiente e a reacção individual de cada paciente. Este estudo teve como objectivo caracterizar a utilização da ITAE por parte dos Médicos Veterinários (MV) e tentar esclarecer se os conceitos acima descritos são aplicados na prática clínica corrente. Pretendeu-se também avaliar os proprietários dos pacientes alérgicos em relação aos seus conhecimentos sobre a ITAE e à vontade que demonstraram em aderir a esta terapêutica. No caso dos proprietários de animais que já realizaram ITAE durante um período mínimo de 6 meses, analisou-se o seu grau de satisfação com o tratamento. Para tal, foram realizados inquéritos a MVs, a proprietários de animais com cDA e a proprietários de animais que já realizaram ITAE. Concluiu-se que o conceito de ajustamento da ITAE a cada paciente não se encontra ainda bem esclarecido na classe Médico Veterinária. De facto, a maioria dos MVs não opta por ajustar o protocolo de administração e elegem os alergénios a incluir no tratamento exclusivamente com base nos resultados positivos das provas alergológicas. Os proprietários de pacientes com cDA têm uma opinião positiva sobre a ITAE e estão dispostos a aderir a esta. O nível de informação e de satisfação dos proprietários cujos animais já foram submetidos a este tratamento é elevado. Verificaram-se, assim, algumas lacunas na utilização da ITAE, pelo que se sugere que haja uma maior educação dos MVs sobre os aspectos práticos desta terapêutica, uma vez que estes se reflectem directamente na sua eficácia, sendo no entanto pouco valorizados pela generalidade dos clínicos. É também importante apostar na informação dos proprietários, com o intuito de aumentar a cooperação por parte destes e de obter melhores resultados clínicos. |
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| Autores principais: | Silva, Catarina Tusto Cordeiro Borges da |
| Assunto: | Dermatite atópica canina Imunoterapia específica Alergénios Individualização da imunoterapia Informação Proprietários Canine atopic dermatitis Specific immunotherapy Allergen Tailored immunotherapy Information Owners |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A dermatite atópica canina (cDA) é a doença atópica mais frequentemente diagnosticada no cão e pensa-se que o número de casos seja cada vez maior. A imunoterapia específica para alergénios (ITAE) consiste na administração de quantidades, gradualmente crescentes, de um alergénio, de forma a atenuar os sinais clínicos de cDA. A fim de se alcançar uma maior eficácia, esta terapêutica deve ser ajustada para cada caso. Assim, a escolha dos alergénios a incluir e do protocolo a seguir deve ser criteriosamente efectuada, tendo em conta a história clínica, o ambiente e a reacção individual de cada paciente. Este estudo teve como objectivo caracterizar a utilização da ITAE por parte dos Médicos Veterinários (MV) e tentar esclarecer se os conceitos acima descritos são aplicados na prática clínica corrente. Pretendeu-se também avaliar os proprietários dos pacientes alérgicos em relação aos seus conhecimentos sobre a ITAE e à vontade que demonstraram em aderir a esta terapêutica. No caso dos proprietários de animais que já realizaram ITAE durante um período mínimo de 6 meses, analisou-se o seu grau de satisfação com o tratamento. Para tal, foram realizados inquéritos a MVs, a proprietários de animais com cDA e a proprietários de animais que já realizaram ITAE. Concluiu-se que o conceito de ajustamento da ITAE a cada paciente não se encontra ainda bem esclarecido na classe Médico Veterinária. De facto, a maioria dos MVs não opta por ajustar o protocolo de administração e elegem os alergénios a incluir no tratamento exclusivamente com base nos resultados positivos das provas alergológicas. Os proprietários de pacientes com cDA têm uma opinião positiva sobre a ITAE e estão dispostos a aderir a esta. O nível de informação e de satisfação dos proprietários cujos animais já foram submetidos a este tratamento é elevado. Verificaram-se, assim, algumas lacunas na utilização da ITAE, pelo que se sugere que haja uma maior educação dos MVs sobre os aspectos práticos desta terapêutica, uma vez que estes se reflectem directamente na sua eficácia, sendo no entanto pouco valorizados pela generalidade dos clínicos. É também importante apostar na informação dos proprietários, com o intuito de aumentar a cooperação por parte destes e de obter melhores resultados clínicos. |
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