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Novas Abordagens Terapêuticas do Cancro da Próstata

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: As opções terapêuticas no cancro da próstata metastático resistente à castração (CPmRC), uma vez refratário à quimioterapia baseada em docetaxel eram até à última década limitadas. Atualmente, as opções terapêuticas pós-docetaxel, incluem a utilização de novos agentes hormonais, nomeadamente o acetato de abiraterona (AA) e a enzalutamida (ENZ). Ambos os fármacos tem demonstrado um aumento da sobrevivência global. Este estudo, descreve a experiência quanto à eficácia e tolerância destes agentes hormonais no tratamento do CPmRC pós-docetaxel. Métodos: Estudo retrospetivo dos doentes com CPmRC sob terapêutica com AA ou ENZ, após terapêutica com docetaxel, seguidos no Serviço de Oncologia do CHLO (HSFX) entre 2016 e 2018. Resultados: Dos doentes incluídos no estudo (n=25), 72% estavam sob terapêutica com AA e os restantes foram tratados com ENZ. A mediana de idades foi de 75 anos (45-92), 22 doentes apresentavam ECOG PS 0-1 e todos apresentavam doença em estadio IV. A taxa de resposta de PSA total foi 35%. No grupo tratado com AA a mediana da sobrevivência livre de progressão (SLP) foi estimada em 8,2 meses (IC 95% 0,20 – 71,83) e o tempo para progressão do PSA (tPSA) foi de 5,7 meses. A taxa de resposta ao PSA l foi de 29%. No grupo tratado com a ENZ a mediana da SLP foi de 4,6 meses (IC 95% 0,77 – 5,90) e o tPSA apresentou uma mediana de 3,7 meses. A taxa de resposta ao PSA foi 50%. Conclusão: As taxas de resposta ao PSA de ambos os fármacos são compatíveis com o descrito nos ensaios clínicos. A seleção da terapêutica (AA ou ENZ) é condicionada pelo perfil de prescrição crónico de medicamentos para outras patologias. O valor de PSA é um bom fator de preditivo de resposta à terapêutica.
Autores principais:Carmo, Ines Filipa Reis
Assunto:Cancro da Próstata Resistente à Castração Acetato de Abiraterona Enzalutamida Mestrado Integrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: As opções terapêuticas no cancro da próstata metastático resistente à castração (CPmRC), uma vez refratário à quimioterapia baseada em docetaxel eram até à última década limitadas. Atualmente, as opções terapêuticas pós-docetaxel, incluem a utilização de novos agentes hormonais, nomeadamente o acetato de abiraterona (AA) e a enzalutamida (ENZ). Ambos os fármacos tem demonstrado um aumento da sobrevivência global. Este estudo, descreve a experiência quanto à eficácia e tolerância destes agentes hormonais no tratamento do CPmRC pós-docetaxel. Métodos: Estudo retrospetivo dos doentes com CPmRC sob terapêutica com AA ou ENZ, após terapêutica com docetaxel, seguidos no Serviço de Oncologia do CHLO (HSFX) entre 2016 e 2018. Resultados: Dos doentes incluídos no estudo (n=25), 72% estavam sob terapêutica com AA e os restantes foram tratados com ENZ. A mediana de idades foi de 75 anos (45-92), 22 doentes apresentavam ECOG PS 0-1 e todos apresentavam doença em estadio IV. A taxa de resposta de PSA total foi 35%. No grupo tratado com AA a mediana da sobrevivência livre de progressão (SLP) foi estimada em 8,2 meses (IC 95% 0,20 – 71,83) e o tempo para progressão do PSA (tPSA) foi de 5,7 meses. A taxa de resposta ao PSA l foi de 29%. No grupo tratado com a ENZ a mediana da SLP foi de 4,6 meses (IC 95% 0,77 – 5,90) e o tPSA apresentou uma mediana de 3,7 meses. A taxa de resposta ao PSA foi 50%. Conclusão: As taxas de resposta ao PSA de ambos os fármacos são compatíveis com o descrito nos ensaios clínicos. A seleção da terapêutica (AA ou ENZ) é condicionada pelo perfil de prescrição crónico de medicamentos para outras patologias. O valor de PSA é um bom fator de preditivo de resposta à terapêutica.