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Extacellular vesicles at ecmo and trauma patients

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Resumo:As vesiculas extracelulares (VEs) são partículas naturalmente libertadas pelas células, com uma bicamada lipídica e sem um núcleo funcional. As VEs podem ser divididas em exossomas (30-150 nm), microvesiculas (100-1000 nm) e corpos apoptóticos (1000 – 3000 nm), dependendo da sua origem. As vesículas extracelulares (VE) têm sido alvo de investigação por parte de diversas áreas devido ao seu papel na comunicação intercelular podendo influenciar processos como a regulação genética. Desta forma, as vesículas podem não só estar associadas à manutenção da homeostasia como também a processos patológicos. Admite-se que as VEs possam ter um papel importante na coagulação, inflamação, arteroesclerose, sepsis, transplantes, angiogenese e cancro. O objetivo da comunidade científica é perceber e correlacionar a função destas vesículas com diferentes patologias e assim, desenvolver alvos terapêuticos específicos. No futuro, as VE podem ser utilizadas não só como meio de tratamento, mas também como biomarcadores de diagnóstico. No estudo realizado, foi feita uma análise em citometria de fluxo com o objetivo de fazer uma caracterização preliminar das VE em duas populações de doentes: a) doentes submetidos a oxigenação por membrana extracorporal e b) doentes com trauma. As populações de VE que foram analisadas expressavam fator tecidual ou eram provenientes de eritrócitos, monócitos, endotélio ou plaquetas. Verificou-se um decréscimo dos valores de vesiculas derivadas de plaquetas ou que expressavam fator tecidual. Para além da caracterização das VE nas duas populações de doentes, foi também estudada a sensibilidade das vesiculas a diferentes condições de armazenamento/protocolos de congelamento, dada a sua influência na qualidade dos dados adquiridos. No nosso estudo foi avaliado o impacto que diferentes temperaturas de congelamento nas populações de vesiculas acima mencionadas. Por exemplo, quando comparadas as amostras congeladas a -80ºC e -25ºC, observa-se um maior número de vesiculas a -25ºC. Este trabalho revela-se importante ao contribuir com novos conhecimentos sobre as populações de VE nos doentes com trauma e submetidos a oxigenação por membrana extracorporal. Estas informações poderão ser um ponto de partida para novos estudos sobre o impacto dessas vesiculas nas doenças em causa e, futuramente para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas e de diagnóstico diferencial.
Autores principais:Nabais, Ana Rita Lopes
Assunto:Vesículas extracelulares Trauma ECMO, Coagulação intravascular disseminada Temperatura de congelamento. Mestrado Integrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As vesiculas extracelulares (VEs) são partículas naturalmente libertadas pelas células, com uma bicamada lipídica e sem um núcleo funcional. As VEs podem ser divididas em exossomas (30-150 nm), microvesiculas (100-1000 nm) e corpos apoptóticos (1000 – 3000 nm), dependendo da sua origem. As vesículas extracelulares (VE) têm sido alvo de investigação por parte de diversas áreas devido ao seu papel na comunicação intercelular podendo influenciar processos como a regulação genética. Desta forma, as vesículas podem não só estar associadas à manutenção da homeostasia como também a processos patológicos. Admite-se que as VEs possam ter um papel importante na coagulação, inflamação, arteroesclerose, sepsis, transplantes, angiogenese e cancro. O objetivo da comunidade científica é perceber e correlacionar a função destas vesículas com diferentes patologias e assim, desenvolver alvos terapêuticos específicos. No futuro, as VE podem ser utilizadas não só como meio de tratamento, mas também como biomarcadores de diagnóstico. No estudo realizado, foi feita uma análise em citometria de fluxo com o objetivo de fazer uma caracterização preliminar das VE em duas populações de doentes: a) doentes submetidos a oxigenação por membrana extracorporal e b) doentes com trauma. As populações de VE que foram analisadas expressavam fator tecidual ou eram provenientes de eritrócitos, monócitos, endotélio ou plaquetas. Verificou-se um decréscimo dos valores de vesiculas derivadas de plaquetas ou que expressavam fator tecidual. Para além da caracterização das VE nas duas populações de doentes, foi também estudada a sensibilidade das vesiculas a diferentes condições de armazenamento/protocolos de congelamento, dada a sua influência na qualidade dos dados adquiridos. No nosso estudo foi avaliado o impacto que diferentes temperaturas de congelamento nas populações de vesiculas acima mencionadas. Por exemplo, quando comparadas as amostras congeladas a -80ºC e -25ºC, observa-se um maior número de vesiculas a -25ºC. Este trabalho revela-se importante ao contribuir com novos conhecimentos sobre as populações de VE nos doentes com trauma e submetidos a oxigenação por membrana extracorporal. Estas informações poderão ser um ponto de partida para novos estudos sobre o impacto dessas vesiculas nas doenças em causa e, futuramente para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas e de diagnóstico diferencial.