Publicação
Ouvido do surfista
| Resumo: | As exostoses, vulgarmente denominadas de ‘’ouvido de surfista’’, são protusões ósseas benignas e os tumores do canal auditivo externo mais comuns. A formação destas estruturas é, principalmente, causada pela exposição prolongada a águas frias, verificando-se uma exacerbação deste efeito quando associado a ventos frios. A sua prevalência é superior em populações da região costeira, sobretudo em praticantes de desportos náuticos ao ar livre como o surf. Normalmente manifestam-se como lesões múltiplas, imóveis e bilaterais, podendo manifestar-se de forma assimétrica. As exostoses são, geralmente, assintomáticas e diagnosticadas em observações otológicas de rotina, sendo importante verificar o grau de estenose. Quando este grau é elevado, os doentes podem desenvolver perda auditiva condutiva, devido ao elevado nível de oclusão, ficando, também, mais suscetíveis a otites externas agudas. O tratamento desta patologia foca-se, primeiramente, na sua prevenção, através da utilização de gorros de neoprene ou tampões para os ouvidos com o objetivo de limitar a entrada de água para o canal auditivo externo e protegê-lo da exposição a ventos frios. Nos casos mais graves, em que se verifica perda auditiva condutiva ou otite externa crónica, o tratamento consiste na remoção cirúrgica das lesões. Este procedimento é particularmente difícil, moroso e requer bastante perícia, estando muitas vezes associado a complicações cirúrgicas, nomeadamente: estenose pós-cirúrgica do canal, perfuração da membrana timpânica, lesões na articulação temporo-mandibular e ainda lesão do nervo facial. A presença de exostoses traduz, muitas vezes, patologias associadas devido à alteração da morfologia do canal auditivo, como a acumulação de cerúmen e a otite externa aguda. |
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| Autores principais: | Coelho, João Bernardo Carronda Vicente |
| Assunto: | Exostoses Cerúmen Ouvido do nadador Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As exostoses, vulgarmente denominadas de ‘’ouvido de surfista’’, são protusões ósseas benignas e os tumores do canal auditivo externo mais comuns. A formação destas estruturas é, principalmente, causada pela exposição prolongada a águas frias, verificando-se uma exacerbação deste efeito quando associado a ventos frios. A sua prevalência é superior em populações da região costeira, sobretudo em praticantes de desportos náuticos ao ar livre como o surf. Normalmente manifestam-se como lesões múltiplas, imóveis e bilaterais, podendo manifestar-se de forma assimétrica. As exostoses são, geralmente, assintomáticas e diagnosticadas em observações otológicas de rotina, sendo importante verificar o grau de estenose. Quando este grau é elevado, os doentes podem desenvolver perda auditiva condutiva, devido ao elevado nível de oclusão, ficando, também, mais suscetíveis a otites externas agudas. O tratamento desta patologia foca-se, primeiramente, na sua prevenção, através da utilização de gorros de neoprene ou tampões para os ouvidos com o objetivo de limitar a entrada de água para o canal auditivo externo e protegê-lo da exposição a ventos frios. Nos casos mais graves, em que se verifica perda auditiva condutiva ou otite externa crónica, o tratamento consiste na remoção cirúrgica das lesões. Este procedimento é particularmente difícil, moroso e requer bastante perícia, estando muitas vezes associado a complicações cirúrgicas, nomeadamente: estenose pós-cirúrgica do canal, perfuração da membrana timpânica, lesões na articulação temporo-mandibular e ainda lesão do nervo facial. A presença de exostoses traduz, muitas vezes, patologias associadas devido à alteração da morfologia do canal auditivo, como a acumulação de cerúmen e a otite externa aguda. |
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