Publicação
Impacto da vegetação herbácea na regeneração artificial de sobreiro (Quercus suber L.) na Companhia das Lezírias
| Resumo: | De ano para ano tem havido um preocupante decréscimo da área de montado de sobreiro em Portugal. Este decréscimo deve-se por um lado ao aumento da mortalidade das árvores, mas também a uma falta de sucesso da regeneração. O sucesso de regeneração é particularmente baixo nos primeiros anos de vida das plântulas principalmente devido ao stresse hídrico de verão, que pode ser agravado pela competição pela água. Assim, o objetivo desta dissertação foi compreender o efeito da remoção da vegetação herbácea, através da aplicação de uma tela anti infestantes, na sobrevivência e funcionamento de plântulas de sobreiro, durante os seus primeiros 9 meses de vida. Pretende-se, assim, compreender de que forma a remoção da vegetação herbácea poderá contribuir para um maior sucesso na regeneração do montado de sobreiro. O estudo foi realizado num montado de sobreiro, localizado na Companhia das Lezírias, na região do Ribatejo em Portugal. Utilizaram-se bolotas recolhidas na Companhia das Lezírias que foram posteriormente conservadas. Estas bolotas foram semeadas em 5 blocos diferentes, no interior de protetores, e a sua sobrevivência e crescimento monitorizados durante 9 meses no campo. Foi ainda realizada uma parte de trabalho laboratorial, com o objetivo estudar a reação das plantas sujeitas ao tratamento de remoção da vegetação herbácea às condições de stresse (hídrico, radiação e temperatura) durante o período do verão. Os principais resultados mostraram, ao contrário do esperado, que a remoção da vegetação herbácea contribuiu para uma menor sobrevivência das plantas de sobreiro em comparação com o tratamento controlo. No entanto, verificou-se existir uma relação positiva entre a altura da planta, antes do período de stresse hídrico, e a sobrevivência das plantas, avaliada depois do verão. As condições microclimáticas (bloco), o tipo de solo e as reservas da bolota também foram determinantes para a sobrevivência das plântulas. Assim, a sobrevivência foi superior para plântulas originadas a partir de bolotas com maior quantidade de reservas e quando apresentam um maior desenvolvimento antes do período de maior seca. Estes resultados poderão contribuir para melhorar as técnicas de restauro do montado de sobro e assim aumentar as possibilidades de regeneração de sobreiros no montado |
|---|---|
| Autores principais: | Matos, Laura Thierfelder de |
| Assunto: | stresse hídrico e térmico montado alterações climáticas fisiologia mulching hydric and thermal stress montado climate change physiology mulching |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | De ano para ano tem havido um preocupante decréscimo da área de montado de sobreiro em Portugal. Este decréscimo deve-se por um lado ao aumento da mortalidade das árvores, mas também a uma falta de sucesso da regeneração. O sucesso de regeneração é particularmente baixo nos primeiros anos de vida das plântulas principalmente devido ao stresse hídrico de verão, que pode ser agravado pela competição pela água. Assim, o objetivo desta dissertação foi compreender o efeito da remoção da vegetação herbácea, através da aplicação de uma tela anti infestantes, na sobrevivência e funcionamento de plântulas de sobreiro, durante os seus primeiros 9 meses de vida. Pretende-se, assim, compreender de que forma a remoção da vegetação herbácea poderá contribuir para um maior sucesso na regeneração do montado de sobreiro. O estudo foi realizado num montado de sobreiro, localizado na Companhia das Lezírias, na região do Ribatejo em Portugal. Utilizaram-se bolotas recolhidas na Companhia das Lezírias que foram posteriormente conservadas. Estas bolotas foram semeadas em 5 blocos diferentes, no interior de protetores, e a sua sobrevivência e crescimento monitorizados durante 9 meses no campo. Foi ainda realizada uma parte de trabalho laboratorial, com o objetivo estudar a reação das plantas sujeitas ao tratamento de remoção da vegetação herbácea às condições de stresse (hídrico, radiação e temperatura) durante o período do verão. Os principais resultados mostraram, ao contrário do esperado, que a remoção da vegetação herbácea contribuiu para uma menor sobrevivência das plantas de sobreiro em comparação com o tratamento controlo. No entanto, verificou-se existir uma relação positiva entre a altura da planta, antes do período de stresse hídrico, e a sobrevivência das plantas, avaliada depois do verão. As condições microclimáticas (bloco), o tipo de solo e as reservas da bolota também foram determinantes para a sobrevivência das plântulas. Assim, a sobrevivência foi superior para plântulas originadas a partir de bolotas com maior quantidade de reservas e quando apresentam um maior desenvolvimento antes do período de maior seca. Estes resultados poderão contribuir para melhorar as técnicas de restauro do montado de sobro e assim aumentar as possibilidades de regeneração de sobreiros no montado |
|---|