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Água, tempo e ruína

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Água, tempo e ruína. A reconstrução emocional do cais da Margueira é um exercício que utiliza a memória como matéria da Arquitectura. Com o advento da desindustrialização emergem lugares à beira-rio pontuados pelas ruínas de uma era obsoleta. A proposta formaliza o desejo de re-imaginar e transformar os vestígios industriais como espaço de mediação entre a terra e a água, nomeadamente os antigos Estaleiros da Lisnave, uma paisagem que actualmente não desempenha nenhuma função urbana, apenas aquela de permanecer estagnada no tempo face às dinâmicas urbanas e antrópicas. No projecto são exploradas as ideias de tempo cíclico e atemporalidade das ruínas e fragmentos industriais de modo a restabelecer a articulação entre a cidade e o rio. O acto de projecto, reflecte os fundamentos e conceitos teóricos apresentados em conformidade com uma viagem pela geografia e contexto histórico do lugar que, na prática, serviram de mote à proposta. Do silêncio das ruínas industriais que motiva o trabalho, propõem-se a transformação do cais da Margueira a partir de uma estratégia de tabula plena. A re-significação destes objectos abandonados e obsoletos é operada através da reinterpretação da memória industrial, recorrendo à utopia como ferramenta para idealizar uma transformação sobre os vestígios, permitindo perpetuarem-se no futuro. Este binómio entre terra e água será conjugado com o elemento tempo, trabalhando a apropriação das ruínas para acolher usos transitórios na atemporalidade do lugar. Redesenha-se o lugar na procura de uma transformação em continuidade, por meio da água, do tempo e da ruína.
Autores principais:Gordinho, Beatriz Isabel de Freitas
Assunto:tabula plena memória tempo ruína industrial água cais da Margueira
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Água, tempo e ruína. A reconstrução emocional do cais da Margueira é um exercício que utiliza a memória como matéria da Arquitectura. Com o advento da desindustrialização emergem lugares à beira-rio pontuados pelas ruínas de uma era obsoleta. A proposta formaliza o desejo de re-imaginar e transformar os vestígios industriais como espaço de mediação entre a terra e a água, nomeadamente os antigos Estaleiros da Lisnave, uma paisagem que actualmente não desempenha nenhuma função urbana, apenas aquela de permanecer estagnada no tempo face às dinâmicas urbanas e antrópicas. No projecto são exploradas as ideias de tempo cíclico e atemporalidade das ruínas e fragmentos industriais de modo a restabelecer a articulação entre a cidade e o rio. O acto de projecto, reflecte os fundamentos e conceitos teóricos apresentados em conformidade com uma viagem pela geografia e contexto histórico do lugar que, na prática, serviram de mote à proposta. Do silêncio das ruínas industriais que motiva o trabalho, propõem-se a transformação do cais da Margueira a partir de uma estratégia de tabula plena. A re-significação destes objectos abandonados e obsoletos é operada através da reinterpretação da memória industrial, recorrendo à utopia como ferramenta para idealizar uma transformação sobre os vestígios, permitindo perpetuarem-se no futuro. Este binómio entre terra e água será conjugado com o elemento tempo, trabalhando a apropriação das ruínas para acolher usos transitórios na atemporalidade do lugar. Redesenha-se o lugar na procura de uma transformação em continuidade, por meio da água, do tempo e da ruína.