Publicação

Edifícios de energia zero: influência dos padrões de utilização na classificação energética dos edifícios de escritórios

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Os edifícios são um setor da sociedade com um peso muito importante na fatura energética de um país. Atualmente, representam cerca de 40% do consumo de energia final da UE perspetivando-se uma tendência de crescimento sustentado desse valor nas próximas décadas. A diretiva europeia 2010/31/EU sobre a performance energética dos edifícios procura estimular os estados-membros a construir edifícios de alta eficiência energética com o menor consumo de energia primária possível e com integração de energias renováveis, sempre numa ótica de custo ótimo do investimento. Em Portugal, a transposição da diretiva encontra-se em curso, com a revisão dos diplomas legais SCE, RCCTE e RSECE que, entre outros temas, engloba um método de classificação energética dos edifícios distinto do atual. A presente dissertação aborda este tema, fazendo uma comparação entre os dois métodos tendo por base um caso de estudo de um edifício de serviços com uma tipologia de escritórios. Adicionalmente, é feita uma análise energética desse caso sobre condições operacionais distintas, propondo-se uma série de padrões de utilização associados à ocupação, iluminação e equipamentos com o objetivo de se aferir um eventual impacto na classificação energética do edifício. Este procedimento é repetido para um edifício com necessidades quase nulas de energia inspirado no caso de estudo. Este edifício considera a implementação simultânea de medidas da melhoria da eficiência energética do lado da procura a nível dos equipamentos, envolvente e sistema de iluminação e do lado da oferta pela instalação de um sistema fotovoltaico. No melhor dos cenários estudados consegue-se uma procura mínima de energia primária de 158,91 kWhEP m-2 ano-1 com as energias renováveis a satisfazerem 77% dos consumos anuais totais. Em ambas as análises efetuadas, os resultados obtidos apontam no sentido dos padrões de utilização não terem influência na classe energética a atribuir a edifícios de escritórios.
Autores principais:Barros, Daniel Duarte Camoêsas Pimenta de, 1989-
Assunto:Classificação energética Simulação energética multizona Edifícios de necessidades quase nulas de energia Edifícios de serviços Padrões de utilização Teses de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os edifícios são um setor da sociedade com um peso muito importante na fatura energética de um país. Atualmente, representam cerca de 40% do consumo de energia final da UE perspetivando-se uma tendência de crescimento sustentado desse valor nas próximas décadas. A diretiva europeia 2010/31/EU sobre a performance energética dos edifícios procura estimular os estados-membros a construir edifícios de alta eficiência energética com o menor consumo de energia primária possível e com integração de energias renováveis, sempre numa ótica de custo ótimo do investimento. Em Portugal, a transposição da diretiva encontra-se em curso, com a revisão dos diplomas legais SCE, RCCTE e RSECE que, entre outros temas, engloba um método de classificação energética dos edifícios distinto do atual. A presente dissertação aborda este tema, fazendo uma comparação entre os dois métodos tendo por base um caso de estudo de um edifício de serviços com uma tipologia de escritórios. Adicionalmente, é feita uma análise energética desse caso sobre condições operacionais distintas, propondo-se uma série de padrões de utilização associados à ocupação, iluminação e equipamentos com o objetivo de se aferir um eventual impacto na classificação energética do edifício. Este procedimento é repetido para um edifício com necessidades quase nulas de energia inspirado no caso de estudo. Este edifício considera a implementação simultânea de medidas da melhoria da eficiência energética do lado da procura a nível dos equipamentos, envolvente e sistema de iluminação e do lado da oferta pela instalação de um sistema fotovoltaico. No melhor dos cenários estudados consegue-se uma procura mínima de energia primária de 158,91 kWhEP m-2 ano-1 com as energias renováveis a satisfazerem 77% dos consumos anuais totais. Em ambas as análises efetuadas, os resultados obtidos apontam no sentido dos padrões de utilização não terem influência na classe energética a atribuir a edifícios de escritórios.