Publicação
Illness anxiety disorder among portuguese medical students
| Resumo: | Introdução: A prevalência da Perturbação de Ansiedade de Doença em estudantes de medicina permanece um tópico controverso. Estudos prévios têm encontrado prevalências muito díspares entre si. Objetivo: O objetivo principal consiste em determinar as prevalências de Perturbação de Ansiedade de Doença em estudantes de medicina e sem ser de medicina. Como objetivos secundários, visa-se determinar quais os mecanismos de coping e comorbilidades existentes. Método: Foi realizado um estudo transversal, com medidas quantitativas e qualitativas, no qual se incluíram 345 estudantes de Medicina e 310 estudantes de outros cursos. Os participantes preencheram um formulário, em que se recolheu dados demográficos, histórico de doenças e exposição às mesmas, consumo de substâncias, aparecimento de novos sintomas e modo de ação face aos mesmos. Preencheram ainda o Short Health Anxiety Inventory em versão inglesa. Os resultados foram comparados entre subgrupos. Resultados: A prevalência de Perturbação Ansiedade de doença em estudantes de medicina é 21,5% e nos alunos de outros cursos é 22,9%. O mecanismo de coping mais utilizado foram as consultas médicas, seguida pela não procura de informações ou aconselhamento médico e por fim, o autodiagnóstico com recursa a fontes online, nos alunos com perturbação, ou sem ser online, na ausência de perturbação. A presença de comorbilidades associou-se positivamente com a Perturbação de Ansiedade de Doença, tal como o consumo de sedativos, hipnóticos e ansiolíticos. Conclusão: A prevalência da Perturbação de Ansiedade de Doença em estudantes de Medicina foi superior a estudos previamente realizados. Estudos futuros deverão ter em consideração qual o curso dos alunos que não são de Medicina e determinar a eficácia dos mecanismos de coping empregues. |
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| Autores principais: | Gaspar, Beatriz da Cruz Gonçalves Rodrigues |
| Assunto: | Perturbação de ansiedade de doença Hipocondria Estudantes do ensino superior Estudantes de medicina |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A prevalência da Perturbação de Ansiedade de Doença em estudantes de medicina permanece um tópico controverso. Estudos prévios têm encontrado prevalências muito díspares entre si. Objetivo: O objetivo principal consiste em determinar as prevalências de Perturbação de Ansiedade de Doença em estudantes de medicina e sem ser de medicina. Como objetivos secundários, visa-se determinar quais os mecanismos de coping e comorbilidades existentes. Método: Foi realizado um estudo transversal, com medidas quantitativas e qualitativas, no qual se incluíram 345 estudantes de Medicina e 310 estudantes de outros cursos. Os participantes preencheram um formulário, em que se recolheu dados demográficos, histórico de doenças e exposição às mesmas, consumo de substâncias, aparecimento de novos sintomas e modo de ação face aos mesmos. Preencheram ainda o Short Health Anxiety Inventory em versão inglesa. Os resultados foram comparados entre subgrupos. Resultados: A prevalência de Perturbação Ansiedade de doença em estudantes de medicina é 21,5% e nos alunos de outros cursos é 22,9%. O mecanismo de coping mais utilizado foram as consultas médicas, seguida pela não procura de informações ou aconselhamento médico e por fim, o autodiagnóstico com recursa a fontes online, nos alunos com perturbação, ou sem ser online, na ausência de perturbação. A presença de comorbilidades associou-se positivamente com a Perturbação de Ansiedade de Doença, tal como o consumo de sedativos, hipnóticos e ansiolíticos. Conclusão: A prevalência da Perturbação de Ansiedade de Doença em estudantes de Medicina foi superior a estudos previamente realizados. Estudos futuros deverão ter em consideração qual o curso dos alunos que não são de Medicina e determinar a eficácia dos mecanismos de coping empregues. |
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