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Ansiedade generalizada em estudantes de medicina : revisão narrativa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os estudantes de medicina são um alvo particular de ansiedade generalizada, pois a formação médica tem indutores de stress distintos, impactando o indivíduo não só durante a formação, como no seu futuro como médico. Deste modo, foi considerado essencial avaliar o panorama dos últimos 5 anos, possibilitando o estudo das circunstâncias e dos padrões identificáveis. Foram pesquisados, a partir do PubMed, artigos originais que abordavam prevalências de ansiedade generalizada em estudantes de medicina. Foi utilizada a combinação: anxiety + “medical students” e filtrados os artigos dos últimos 5 anos com acesso através dos recursos online da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa ao artigo completo. Foi utilizado o modelo PRISMA para excluir artigos, restando 116 para avaliação. Foram encontradas prevalências de ansiedade generalizada em estudantes de medicina muito variáveis, desde 3,6% até 82,8%, e em Portugal de 23,6% e 65,3%. Em relação ao género, 30 artigos relatam prevalências superiores de ansiedade no género feminino, em contraste com apenas 5 no género masculino. Consoante o ciclo de estudo, 8 artigos relatam ansiedade superior em anos pré-clínicos e apenas 3 descrevem o mesmo em anos clínicos. Parece também haver alguma congruência que as prevalências de ansiedade são superiores no primeiro ano do curso. Comparativamente à população geral, os estudantes de medicina aparentam ter maiores prevalências de ansiedade. O sucesso académico parece ter preponderância nos níveis de ansiedade, pois encontram-se prevalências mais elevadas nos alunos com mais reprovações/menores médias. Independentemente da abordagem avaliada, observa-se uma melhoria da ansiedade após estratégia de intervenção (mindfulness/psicoterapia). Posto isto, mantém-se a necessidade de intervir, tanto a nível individual como a nível institucional, com a criação de programas de apoio que garantam confidencialidade e conforto desta população, e assim mitigar as barreiras à adesão e garantir o acesso dos indivíduos que mais precisam destes.
Autores principais:Pereira, Diogo de Sousa
Assunto:Ansiedade generalizada Estudantes de medicina Prevalência Revisão Psiquiatria
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os estudantes de medicina são um alvo particular de ansiedade generalizada, pois a formação médica tem indutores de stress distintos, impactando o indivíduo não só durante a formação, como no seu futuro como médico. Deste modo, foi considerado essencial avaliar o panorama dos últimos 5 anos, possibilitando o estudo das circunstâncias e dos padrões identificáveis. Foram pesquisados, a partir do PubMed, artigos originais que abordavam prevalências de ansiedade generalizada em estudantes de medicina. Foi utilizada a combinação: anxiety + “medical students” e filtrados os artigos dos últimos 5 anos com acesso através dos recursos online da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa ao artigo completo. Foi utilizado o modelo PRISMA para excluir artigos, restando 116 para avaliação. Foram encontradas prevalências de ansiedade generalizada em estudantes de medicina muito variáveis, desde 3,6% até 82,8%, e em Portugal de 23,6% e 65,3%. Em relação ao género, 30 artigos relatam prevalências superiores de ansiedade no género feminino, em contraste com apenas 5 no género masculino. Consoante o ciclo de estudo, 8 artigos relatam ansiedade superior em anos pré-clínicos e apenas 3 descrevem o mesmo em anos clínicos. Parece também haver alguma congruência que as prevalências de ansiedade são superiores no primeiro ano do curso. Comparativamente à população geral, os estudantes de medicina aparentam ter maiores prevalências de ansiedade. O sucesso académico parece ter preponderância nos níveis de ansiedade, pois encontram-se prevalências mais elevadas nos alunos com mais reprovações/menores médias. Independentemente da abordagem avaliada, observa-se uma melhoria da ansiedade após estratégia de intervenção (mindfulness/psicoterapia). Posto isto, mantém-se a necessidade de intervir, tanto a nível individual como a nível institucional, com a criação de programas de apoio que garantam confidencialidade e conforto desta população, e assim mitigar as barreiras à adesão e garantir o acesso dos indivíduos que mais precisam destes.