Publicação
Transplante de células olfativas (olfactory ensheating cells). Mudança de paradigma no tratamento de lesões medulares?
| Resumo: | As lesões traumáticas da medula espinhal são atualmente um problema de saúde importante, nomeadamente por afetar muitos indivíduos durante a sua vida ativa, condicionando uma redução drástica da sua qualidade de vida. Quando ocorre uma lesão medular, há uma diminuição da transmissão do sinal elétrico através das vias medulares ascendentes e descentes, devido a uma interrupção física dos feixes neuronais, mas também devido ao microambiente que se forma no local de lesão, altamente inibitório da regeneração neuronal. Esta diminuição parcial ou total da transmissão do sinal eléctrico manifesta-se clinicamente por uma redução ou abolição das capacidades sensitiva e motora abaixo do nível de lesão. As terapêuticas para as lesões medulares traumáticas oferecidas pela medicina atual são muito limitadas quer em diversidade, quer em eficácia. Assim, urge a necessidade de novas terapêuticas capazes de mudar o paradigma da abordagem a esta situação clínica. O sistema nervoso olfativo (SNO) possui uma capacidade regenerativa inata, visto estar em contacto com o meio externo, onde existem partículas nocivas como gases e poeiras, que danificam o SNO. Para que o indivíduo mantenha o seu olfato intacto, é necessário que este sistema regenere, razão pela qual o SNO adquiriu essa capacidade ao longo de milhões de anos de evolução. As células embainhantes olfativas (Olfactory Ensheating Cells – OECs) são células da glia que existem apenas no SNO, onde desempenham funções essenciais ao desenvolvimento e regeneração neuronais, existindo evidência de que poderão contribuir para a regeneração da medula espinhal. Foram realizados diversos estudos, quer em modelos animais, quer em humanos para investigar a eficácia do transplante de OECs em contexto de lesão da medula espinhal, com resultados promissores. |
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| Autores principais: | Batista, Pedro Afonso Fernandes |
| Assunto: | Células embainhantes dos axónios olfativos Mucosa olfativa Bulbo olfativo Sistema nervoso olfativo Transplante celular Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As lesões traumáticas da medula espinhal são atualmente um problema de saúde importante, nomeadamente por afetar muitos indivíduos durante a sua vida ativa, condicionando uma redução drástica da sua qualidade de vida. Quando ocorre uma lesão medular, há uma diminuição da transmissão do sinal elétrico através das vias medulares ascendentes e descentes, devido a uma interrupção física dos feixes neuronais, mas também devido ao microambiente que se forma no local de lesão, altamente inibitório da regeneração neuronal. Esta diminuição parcial ou total da transmissão do sinal eléctrico manifesta-se clinicamente por uma redução ou abolição das capacidades sensitiva e motora abaixo do nível de lesão. As terapêuticas para as lesões medulares traumáticas oferecidas pela medicina atual são muito limitadas quer em diversidade, quer em eficácia. Assim, urge a necessidade de novas terapêuticas capazes de mudar o paradigma da abordagem a esta situação clínica. O sistema nervoso olfativo (SNO) possui uma capacidade regenerativa inata, visto estar em contacto com o meio externo, onde existem partículas nocivas como gases e poeiras, que danificam o SNO. Para que o indivíduo mantenha o seu olfato intacto, é necessário que este sistema regenere, razão pela qual o SNO adquiriu essa capacidade ao longo de milhões de anos de evolução. As células embainhantes olfativas (Olfactory Ensheating Cells – OECs) são células da glia que existem apenas no SNO, onde desempenham funções essenciais ao desenvolvimento e regeneração neuronais, existindo evidência de que poderão contribuir para a regeneração da medula espinhal. Foram realizados diversos estudos, quer em modelos animais, quer em humanos para investigar a eficácia do transplante de OECs em contexto de lesão da medula espinhal, com resultados promissores. |
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