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Abordar a tuberculose no século 21

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Resumo:A Tuberculose (TB) é uma doença infeciosa, causada nos humanos pela espécie Mycobacterium tuberculosis, que afeta geralmente os pulmões, podendo também manifestar-se noutras partes do corpo. Foi identificada há mais de 70000 anos e acompanhou o êxodo do Homo sapiens desde a sua migração inicial a partir de África. Constitui assim, uma doença que nos acompanha desde essencialmente o início da história, considerada essencialmente incurável antes da descoberta dos antibióticos, resultando numa mortalidade extremamente elevada, mesmo ainda na atualidade. Após a descoberta de fármacos como a Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, Etambutol e a vacina preventiva Bacillus Calmette-Guérin (BCG), esta doença deixou de ser tão temida como era, mesmo que esta ainda seja uma das principais causas de morte por doenças infeciosas. No entanto, deixou de se inovar dentro desta área durante muito tempo, continuando a ser esses os quatro fármacos de primeira linha no tratamento desta doença, e continuando também a vacina BCG a ser a única aprovada até à atualidade. Mas a realidade atual impôs uma mudança na abordagem a esta doença, devido à crescente resistência aos antibióticos, implicando um alargamento do período de tratamento, tornando assim necessário a constante procura por novos fármacos, novas estratégias terapêuticas e novas vacinas. Alguns fármacos recentes como a Delamanida, Bedaquilina e Pretomanida têm demostrado uma elevada eficácia no tratamento da TB e das estirpes multirresistentes, no entanto contínua a existir lacunas por preencher. Para além destes, o aparecimento de outros agentes que se encontram em diversas fases de desenvolvimento clínico e pré-clínico para o tratamento das estirpes resistentes, bem como a existência promissora de alguns regimes terapêuticos em estudo, evidenciam algum progresso. Apesar disto, o problema da tuberculose multirresistente permanece grave, algo agravado pelo aparecimento da pandemia global COVID-19, tendo esta um grande impacto nos acessos aos medicamentos e causando a regressão de várias das conquistas atingidas. Deste modo, surge a necessidade de maior investimento nesta área, de forma a melhor abordar o problema crescente que a TB propõe e a atingir os objetivos propostos pela OMS. Neste trabalho abordamos o estado da arte no desenvolvimento de novas terapias para a tuberculose.
Autores principais:Silva, Tiago Alexandre Goulart da
Assunto:Mycobacterium tuberculosis; tuberculose multirresistente; terapêutica atual da tuberculose; novos medicamentos tuberculose Tuberculose multirresistente Terapêutica atual da tuberculose Novos medicamentos tuberculose Mestrado Integrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Tuberculose (TB) é uma doença infeciosa, causada nos humanos pela espécie Mycobacterium tuberculosis, que afeta geralmente os pulmões, podendo também manifestar-se noutras partes do corpo. Foi identificada há mais de 70000 anos e acompanhou o êxodo do Homo sapiens desde a sua migração inicial a partir de África. Constitui assim, uma doença que nos acompanha desde essencialmente o início da história, considerada essencialmente incurável antes da descoberta dos antibióticos, resultando numa mortalidade extremamente elevada, mesmo ainda na atualidade. Após a descoberta de fármacos como a Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, Etambutol e a vacina preventiva Bacillus Calmette-Guérin (BCG), esta doença deixou de ser tão temida como era, mesmo que esta ainda seja uma das principais causas de morte por doenças infeciosas. No entanto, deixou de se inovar dentro desta área durante muito tempo, continuando a ser esses os quatro fármacos de primeira linha no tratamento desta doença, e continuando também a vacina BCG a ser a única aprovada até à atualidade. Mas a realidade atual impôs uma mudança na abordagem a esta doença, devido à crescente resistência aos antibióticos, implicando um alargamento do período de tratamento, tornando assim necessário a constante procura por novos fármacos, novas estratégias terapêuticas e novas vacinas. Alguns fármacos recentes como a Delamanida, Bedaquilina e Pretomanida têm demostrado uma elevada eficácia no tratamento da TB e das estirpes multirresistentes, no entanto contínua a existir lacunas por preencher. Para além destes, o aparecimento de outros agentes que se encontram em diversas fases de desenvolvimento clínico e pré-clínico para o tratamento das estirpes resistentes, bem como a existência promissora de alguns regimes terapêuticos em estudo, evidenciam algum progresso. Apesar disto, o problema da tuberculose multirresistente permanece grave, algo agravado pelo aparecimento da pandemia global COVID-19, tendo esta um grande impacto nos acessos aos medicamentos e causando a regressão de várias das conquistas atingidas. Deste modo, surge a necessidade de maior investimento nesta área, de forma a melhor abordar o problema crescente que a TB propõe e a atingir os objetivos propostos pela OMS. Neste trabalho abordamos o estado da arte no desenvolvimento de novas terapias para a tuberculose.