Publicação
Nystatin: pioneering the future of antifungal strategies in combatting infections
| Resumo: | A interação entre a nistatina, um antifúngico de amplo espectro, e lipossomas, que são estruturas vesiculares formadas por fosfolípidos, pode ser um objeto de estudo muito relevante. A nistatina é um antifúngico de amplo espectro utilizado principalmente no tratamento de infeções cutâneas causadas por espécies de Candida. Embora eficaz, o seu uso terapêutico é limitado pela toxicidade sistémica e baixa permeabilidade intestinal. Deste modo, novas estratégias que permitam expandir o espectro de formulações de nistatina para tratar infeções fúngicas invasivas, abordando desafios como a toxicidade e a eficácia, são necessárias. Os lipossomas, compostos por bicamadas de fosfolipídios semelhantes às membranas biológicas, poderão constituir alternativas promissoras devido à sua biocompatibilidade, biodegradabilidade e capacidade de encapsular e direcionar fármacos de maneira específica. No entanto, para que estes sistemas de veiculação de fármacos sejam eficazes, é fundamental compreender as interações entre a Nys e os sistemas lipossomais, especialmente no que diz respeito a como a composição lipídica modula o mecanismo de ação da Nys e como este antifúngico afeta as propriedades das membranas e a integridade dos lipossomas. A interação entre Nys e lipossomas foi avaliada principalmente por espectroscopia de fluorescência e espalhamento dinâmico de luz em diferentes misturas lipídicas. As misturas foram preparadas com POPC, EggSM e DPPC, compondo ambientes que simulam as propriedades estruturais e funcionais das membranas celulares. Os estudos de espectroscopia mostraram que em membranas contendo fase gel, a nistatina apresenta um desvio para o azul tanto no espectro de absorção como na emissão de fluorescência, acompanhado por um aumento da sua anisotropia, indicando uma maior rigidez e estabilização da nistatina na membrana. No espalhamento dinâmico de luz, a dimensão das partículas de lipossomas demonstrou que houve uma variedade de populações, sugerindo uma possível agregação de vesículas, isto pode ser devido a uma instabilidade da membrana que poderia estar associada à formação de poros na membrana, especialmente em amostras de POPC/DPPC. Essas observações podem melhorar as perspetivas de tratamento para infeções sistémicas por fungos. |
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| Autores principais: | Pereira, Joana Rita Gaspar |
| Assunto: | Biomembranes Dynamic light scattering Fluorescence spectroscopy Liposomes Nystatin Mestrado Integrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A interação entre a nistatina, um antifúngico de amplo espectro, e lipossomas, que são estruturas vesiculares formadas por fosfolípidos, pode ser um objeto de estudo muito relevante. A nistatina é um antifúngico de amplo espectro utilizado principalmente no tratamento de infeções cutâneas causadas por espécies de Candida. Embora eficaz, o seu uso terapêutico é limitado pela toxicidade sistémica e baixa permeabilidade intestinal. Deste modo, novas estratégias que permitam expandir o espectro de formulações de nistatina para tratar infeções fúngicas invasivas, abordando desafios como a toxicidade e a eficácia, são necessárias. Os lipossomas, compostos por bicamadas de fosfolipídios semelhantes às membranas biológicas, poderão constituir alternativas promissoras devido à sua biocompatibilidade, biodegradabilidade e capacidade de encapsular e direcionar fármacos de maneira específica. No entanto, para que estes sistemas de veiculação de fármacos sejam eficazes, é fundamental compreender as interações entre a Nys e os sistemas lipossomais, especialmente no que diz respeito a como a composição lipídica modula o mecanismo de ação da Nys e como este antifúngico afeta as propriedades das membranas e a integridade dos lipossomas. A interação entre Nys e lipossomas foi avaliada principalmente por espectroscopia de fluorescência e espalhamento dinâmico de luz em diferentes misturas lipídicas. As misturas foram preparadas com POPC, EggSM e DPPC, compondo ambientes que simulam as propriedades estruturais e funcionais das membranas celulares. Os estudos de espectroscopia mostraram que em membranas contendo fase gel, a nistatina apresenta um desvio para o azul tanto no espectro de absorção como na emissão de fluorescência, acompanhado por um aumento da sua anisotropia, indicando uma maior rigidez e estabilização da nistatina na membrana. No espalhamento dinâmico de luz, a dimensão das partículas de lipossomas demonstrou que houve uma variedade de populações, sugerindo uma possível agregação de vesículas, isto pode ser devido a uma instabilidade da membrana que poderia estar associada à formação de poros na membrana, especialmente em amostras de POPC/DPPC. Essas observações podem melhorar as perspetivas de tratamento para infeções sistémicas por fungos. |
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