Publicação
Domus Iustitiae
| Resumo: | A análise das caraterísticas morfotipológicas do Tribunal e do fundamento e aplicação da ideia de Justiça no presente trabalho foca a interpretação e a evolução dessas tipologias associadas à relação entre edifício e espaço público, designadamente através do desenvolvimento prático de uma proposta para um novo equipamento judicial em Sines. Esta conceção de um tribunal enfatiza o papel que a transparência pode ter no edifício enquanto tipologia, símbolo e valor que possamos identificar e reconhecer à Arquitetura Judiciária. A transparência, é abordada enquanto questão do foro arquitetónico, relacionado com as suas demais valências, mas também enquanto elemento percecionado e qualificador da função judicial. Com o recurso a uma metodologia analítica, que integra a elaboração de modelos espaciais do universo da sintaxe espacial, elaborou-se uma estratégia de desenvolvimento e conceção projetuais com foco na permeabilidade e continuidade espacial e urbana. O tribunal proposto apresenta-se integrado numa lógica de requalificação urbana que potencia a criação de uma nova área de referência num município que não está munido de um equipamento desta natureza. O edifício de usos judiciais centralizados constitui-se por 2 momentos principais de relação vertical e horizontal, da cidade e do edifício. Um grande embasamento acomoda serviços complementares e espaços comerciais enquanto promove um redesenho das ligações pedonais e urbanas a diferentes cotas e ruas e abre novos espaços de permanência. O edifício, suspenso, liberta o piso térreo tornando-o transparente em relação à envolvente e concentra as funções do ato judicial. A transparência associada à Justiça e à Arquitetura é um tema premente da contemporaneidade e pode estabelecer qualidade e dignidade ao Tribunal enquanto valor que o cidadão lhe reconhece. Importa perceber o modo ou o tipo e ainda os espaços que melhor a definem e representam. Não se trata tanto de uma transparência literal, mas sim de uma perceção empírica ou fenomenológica que fazem do objeto de arquitetura, num dado lugar, a Domus Iustitiae. |
|---|---|
| Autores principais: | Entrezede, Tomás Santinhos Sales |
| Assunto: | transparência justiça tribunal Sines transparency justice courthouse |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A análise das caraterísticas morfotipológicas do Tribunal e do fundamento e aplicação da ideia de Justiça no presente trabalho foca a interpretação e a evolução dessas tipologias associadas à relação entre edifício e espaço público, designadamente através do desenvolvimento prático de uma proposta para um novo equipamento judicial em Sines. Esta conceção de um tribunal enfatiza o papel que a transparência pode ter no edifício enquanto tipologia, símbolo e valor que possamos identificar e reconhecer à Arquitetura Judiciária. A transparência, é abordada enquanto questão do foro arquitetónico, relacionado com as suas demais valências, mas também enquanto elemento percecionado e qualificador da função judicial. Com o recurso a uma metodologia analítica, que integra a elaboração de modelos espaciais do universo da sintaxe espacial, elaborou-se uma estratégia de desenvolvimento e conceção projetuais com foco na permeabilidade e continuidade espacial e urbana. O tribunal proposto apresenta-se integrado numa lógica de requalificação urbana que potencia a criação de uma nova área de referência num município que não está munido de um equipamento desta natureza. O edifício de usos judiciais centralizados constitui-se por 2 momentos principais de relação vertical e horizontal, da cidade e do edifício. Um grande embasamento acomoda serviços complementares e espaços comerciais enquanto promove um redesenho das ligações pedonais e urbanas a diferentes cotas e ruas e abre novos espaços de permanência. O edifício, suspenso, liberta o piso térreo tornando-o transparente em relação à envolvente e concentra as funções do ato judicial. A transparência associada à Justiça e à Arquitetura é um tema premente da contemporaneidade e pode estabelecer qualidade e dignidade ao Tribunal enquanto valor que o cidadão lhe reconhece. Importa perceber o modo ou o tipo e ainda os espaços que melhor a definem e representam. Não se trata tanto de uma transparência literal, mas sim de uma perceção empírica ou fenomenológica que fazem do objeto de arquitetura, num dado lugar, a Domus Iustitiae. |
|---|