Publicação
Melanoma da mucosa oral: revisão sistemática de casos reportados na literatura
| Resumo: | Introdução: O melanoma da mucosa oral (MMO) é uma entidade rara, resultante da transformação maligna de melanócitos. Este estudo tem como objetivo analisar os casos de MMO publicados na literatura, descrever as suas características clínicas, relacioná-las com a mortalidade e determinar a taxa de sobrevivência. Materiais e métodos: Foi realizada uma pesquisa na base de dados PubMed-Medline, de artigos com relatos e séries de caso, publicados em português e inglês, até 31 de março de 2022. A pesquisa foi restringida à espécie humana. A análise envolveu medidas de estatística descritiva (frequências absolutas e relativas) e estatística inferencial: teste de Fisher, teste de independência do Qui-quadrado e a análise de sobrevivência Kaplan-Meier. O nível de significância foi fixado em p ≤ 0.05. Para esta análise de dados foi utilizado o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 28.0 ãCopyright IBM. Resultados: Foram incluídos 112 artigos no estudo, com um total de 167 casos. Os Estados Unidos da América, Japão, Itália e Índia foram as localizações geográficas com mais casos descritos de MMO. A média de idades foi de 57.5 anos e as lesões foram mais frequentes nos homens. Os locais mais afetados foram a gengiva maxilar e palato duro. A lesão elementar mais frequente foi o nódulo, com uma coloração negra/acinzentada e o tamanho médio da lesão foi de 3,46 cm. Na maioria dos casos existia sintomatologia associada e destruição óssea radiograficamente evidente, mas ausência de envolvimento de gânglios linfáticos ou de metástases à distância. O tratamento mais frequentemente implementado foi a cirurgia. Foram encontradas relações estatisticamente significativas entre óbitos e a presença de gânglios linfáticos e metástases à distância; e entre doentes que sobreviveram e o tratamento implementado ser cirúrgico. A taxa de sobrevivência ao fim de 3 e 5 anos foi de 52.4% e 41.2%, respetivamente. Esta foi mais elevada em casos que apresentavam como lesão elementar a mácula em vez do nódulo e nos casos sem envolvimento de gânglios linfáticos e metástases à distância, com significância estatística. Conclusão: O MMO é uma neoplasia rara e com mau prognóstico. Na maior parte dos casos a lesão é identificada pelo próprio doente, sendo o diagnóstico realizado numa fase tardia do seu desenvolvimento. A lesão elementar nodular, o envolvimento de gânglios linfáticos locorregionais e a presença de metástases à distância estão associados a uma taxa de sobrevivência inferior. |
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| Autores principais: | Barata, Bárbara Sofia Ribeiro |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2022 Saúde Oral |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O melanoma da mucosa oral (MMO) é uma entidade rara, resultante da transformação maligna de melanócitos. Este estudo tem como objetivo analisar os casos de MMO publicados na literatura, descrever as suas características clínicas, relacioná-las com a mortalidade e determinar a taxa de sobrevivência. Materiais e métodos: Foi realizada uma pesquisa na base de dados PubMed-Medline, de artigos com relatos e séries de caso, publicados em português e inglês, até 31 de março de 2022. A pesquisa foi restringida à espécie humana. A análise envolveu medidas de estatística descritiva (frequências absolutas e relativas) e estatística inferencial: teste de Fisher, teste de independência do Qui-quadrado e a análise de sobrevivência Kaplan-Meier. O nível de significância foi fixado em p ≤ 0.05. Para esta análise de dados foi utilizado o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 28.0 ãCopyright IBM. Resultados: Foram incluídos 112 artigos no estudo, com um total de 167 casos. Os Estados Unidos da América, Japão, Itália e Índia foram as localizações geográficas com mais casos descritos de MMO. A média de idades foi de 57.5 anos e as lesões foram mais frequentes nos homens. Os locais mais afetados foram a gengiva maxilar e palato duro. A lesão elementar mais frequente foi o nódulo, com uma coloração negra/acinzentada e o tamanho médio da lesão foi de 3,46 cm. Na maioria dos casos existia sintomatologia associada e destruição óssea radiograficamente evidente, mas ausência de envolvimento de gânglios linfáticos ou de metástases à distância. O tratamento mais frequentemente implementado foi a cirurgia. Foram encontradas relações estatisticamente significativas entre óbitos e a presença de gânglios linfáticos e metástases à distância; e entre doentes que sobreviveram e o tratamento implementado ser cirúrgico. A taxa de sobrevivência ao fim de 3 e 5 anos foi de 52.4% e 41.2%, respetivamente. Esta foi mais elevada em casos que apresentavam como lesão elementar a mácula em vez do nódulo e nos casos sem envolvimento de gânglios linfáticos e metástases à distância, com significância estatística. Conclusão: O MMO é uma neoplasia rara e com mau prognóstico. Na maior parte dos casos a lesão é identificada pelo próprio doente, sendo o diagnóstico realizado numa fase tardia do seu desenvolvimento. A lesão elementar nodular, o envolvimento de gânglios linfáticos locorregionais e a presença de metástases à distância estão associados a uma taxa de sobrevivência inferior. |
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