Publicação
A perceção dos assistentes sociais relativamente à morte nos equipamentos residenciais para idosos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
| Resumo: | Introdução: As residências para pessoas idosas são a principal alternativa para pessoas em situação de grande vulnerabilidade, cuja rede informal e formal não responde às suas necessidades. As residências têm potencial para a prestação de cuidados de qualidade, pelo tempo de permanência dos residentes e por conjugarem cuidados sociais e de saúde. Os assistentes sociais podem contribuir significativamente para a prestação de cuidados de qualidade, nomeadamente às pessoas em fim de vida, sendo importante conhecer as necessidades destes profissionais. Objetivo: Compreender a forma como os assistentes sociais percecionam e lidam com a morte de residentes nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas da SCML. Método: Foram realizadas entrevistas semiestruturadas a onze assistentes sociais a exercer funções nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas de administração direta da SCML e analisadas através do método de análise de conteúdo de Bardin. Resultados: Identificaram-se quatro categorias e um conjunto de subcategorias: (1) atitudes face à morte - dar significado à morte, sentimentos gerados pela morte, lidar com a morte e impacto da morte; (2) acompanhamento aos residentes - prestação de cuidados, promoção da qualidade de vida, diversidade de apoios, preparação para a morte e luto; (3) ligação com as famílias - suporte às famílias, preparar o luto, comunicar a morte, acompanhamento na morte e no pós-morte; e (4) desafios para os técnicos -regular as emoções, trabalho em equipa, conversar sobre a morte e necessidades. Conclusões: Os participantes desenvolveram ações de carater paliativo, que incluíram cuidados de conforto ao residente doente, apoio à sua família e aos pares, com relação significativa com o doente. Contributos e potencialidades: abordagem holística ao residente, considerando a sua multidimensionalidade; colaboração com os diferentes elementos da equipa; defesa dos direitos do residente, nomeadamente a dignidade humana (identidade, sentido de pertença, participação e autodeterminação), ações relativas ao planeamento antecipado de cuidados; preparação do próprio residente para a morte e dos que lhe são próximos, familiares e residentes sobrevivos para o processo de luto. Como desafios: regulação das emoções, conversar sobre a morte, equipa multidisciplinar/interdisciplinar e necessidades de formação especializada. |
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| Autores principais: | Pires, Maria Teresa de Jesus |
| Assunto: | Estrutura residencial para pessoas idosas Idosos Cuidados em fim de vida Cuidados paliativos Assistentes sociais Teses de mestrado - 2022 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: As residências para pessoas idosas são a principal alternativa para pessoas em situação de grande vulnerabilidade, cuja rede informal e formal não responde às suas necessidades. As residências têm potencial para a prestação de cuidados de qualidade, pelo tempo de permanência dos residentes e por conjugarem cuidados sociais e de saúde. Os assistentes sociais podem contribuir significativamente para a prestação de cuidados de qualidade, nomeadamente às pessoas em fim de vida, sendo importante conhecer as necessidades destes profissionais. Objetivo: Compreender a forma como os assistentes sociais percecionam e lidam com a morte de residentes nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas da SCML. Método: Foram realizadas entrevistas semiestruturadas a onze assistentes sociais a exercer funções nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas de administração direta da SCML e analisadas através do método de análise de conteúdo de Bardin. Resultados: Identificaram-se quatro categorias e um conjunto de subcategorias: (1) atitudes face à morte - dar significado à morte, sentimentos gerados pela morte, lidar com a morte e impacto da morte; (2) acompanhamento aos residentes - prestação de cuidados, promoção da qualidade de vida, diversidade de apoios, preparação para a morte e luto; (3) ligação com as famílias - suporte às famílias, preparar o luto, comunicar a morte, acompanhamento na morte e no pós-morte; e (4) desafios para os técnicos -regular as emoções, trabalho em equipa, conversar sobre a morte e necessidades. Conclusões: Os participantes desenvolveram ações de carater paliativo, que incluíram cuidados de conforto ao residente doente, apoio à sua família e aos pares, com relação significativa com o doente. Contributos e potencialidades: abordagem holística ao residente, considerando a sua multidimensionalidade; colaboração com os diferentes elementos da equipa; defesa dos direitos do residente, nomeadamente a dignidade humana (identidade, sentido de pertença, participação e autodeterminação), ações relativas ao planeamento antecipado de cuidados; preparação do próprio residente para a morte e dos que lhe são próximos, familiares e residentes sobrevivos para o processo de luto. Como desafios: regulação das emoções, conversar sobre a morte, equipa multidisciplinar/interdisciplinar e necessidades de formação especializada. |
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