Publicação
Infecções nosocomiais numa unidade de cuidados intensivos pediátrica portuguesa
| Resumo: | Introdução: As crianças internadas em unidades de cuidados intensivos pediátricas estão sujeitas a um risco acrescido de infecções nosocomiais, nomeadamente bacteriémias, infecções do tracto respiratório, e infecções do tracto urinário, que têm sido frequentemente relacionadas com a utilização de dispositivos invasivos. O objectivo deste estudo foi estimar a incidência destes tipos de infecções nosocomiais nos doentes internados numa Unidade de Cuidados Intensivos Pediátrica portuguesa. Material e métodos: Foram incluídos os doentes internados na UCIPed do HSM, por um período superior a 48 horas, durante o ano de 2017. Foi utilizada a definição de infecção nosocomial do CDC, ou seja, que tenha ocorrido após 48 horas de admissão. Foram analisados dados demográficos, clínicos e microbiológicos. Resultados: Durante este período, foram elegíveis para estudo 185 admissões. No total, ocorreram 19 infecções nosocomiais em 14 doentes, sendo a incidência de infecção nosocomial 10,3% (19/185). Destas, 6 eram bacteriémias, 4 pneumonias, 6 traqueobronquites e 3 infecções do tracto urinário. Dezoito dos 19 doentes infectados tinham um dispositivo invasivo (cateter central, tubo endotraqueal ou cateter urinário). A duração mediana global de internamento foi de 4 dias e entre os infectados foi de 16,5 dias. A taxa de mortalidade global foi de 7% e entre os infectados de 10,5%. A maioria dos agentes isolados eram gram negativos e 19% (4) eram multirresistentes. Conclusão: As infecções do tracto respiratório foram o tipo de infecção nosocomial mais frequente. As infecções nosocomiais contribuíram para um prolongamento da duração de internamento e para uma elevação da taxa de mortalidade e estiveram quase sempre associadas a dispositivos invasivos. Os dispositivos devem ser retirados assim que possível. |
|---|---|
| Autores principais: | Pereira, Diana Isabel Ferreira |
| Assunto: | Unidade de cuidados intensivos pediátrica Infecção nosocomial Dispositivos invasivos Pediatria |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: As crianças internadas em unidades de cuidados intensivos pediátricas estão sujeitas a um risco acrescido de infecções nosocomiais, nomeadamente bacteriémias, infecções do tracto respiratório, e infecções do tracto urinário, que têm sido frequentemente relacionadas com a utilização de dispositivos invasivos. O objectivo deste estudo foi estimar a incidência destes tipos de infecções nosocomiais nos doentes internados numa Unidade de Cuidados Intensivos Pediátrica portuguesa. Material e métodos: Foram incluídos os doentes internados na UCIPed do HSM, por um período superior a 48 horas, durante o ano de 2017. Foi utilizada a definição de infecção nosocomial do CDC, ou seja, que tenha ocorrido após 48 horas de admissão. Foram analisados dados demográficos, clínicos e microbiológicos. Resultados: Durante este período, foram elegíveis para estudo 185 admissões. No total, ocorreram 19 infecções nosocomiais em 14 doentes, sendo a incidência de infecção nosocomial 10,3% (19/185). Destas, 6 eram bacteriémias, 4 pneumonias, 6 traqueobronquites e 3 infecções do tracto urinário. Dezoito dos 19 doentes infectados tinham um dispositivo invasivo (cateter central, tubo endotraqueal ou cateter urinário). A duração mediana global de internamento foi de 4 dias e entre os infectados foi de 16,5 dias. A taxa de mortalidade global foi de 7% e entre os infectados de 10,5%. A maioria dos agentes isolados eram gram negativos e 19% (4) eram multirresistentes. Conclusão: As infecções do tracto respiratório foram o tipo de infecção nosocomial mais frequente. As infecções nosocomiais contribuíram para um prolongamento da duração de internamento e para uma elevação da taxa de mortalidade e estiveram quase sempre associadas a dispositivos invasivos. Os dispositivos devem ser retirados assim que possível. |
|---|