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Um passeio urbano-arquitetónico

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Resumo:As cidades contemporâneas são resultado de mudanças de paradigmas que refletem os problemas comuns em todo o globo. A sua mudança é constante e, por isso, os modos de vida e as suas vivências estão em permanente evolução. Por conseguinte geraram-se espaços e edifícios abandonados, maioritariamente deixados pelas indústrias, outrora em funcionamento, que, devido às suas características e localização, colocam barreiras aos fluxos da cidade e, consequentemente, ao seu usofruto. A cidade de Lisboa é um exemplo elucidativo do problema citado. Não só por ser uma cidade fortemente portuária, mas também pelo facto de a sua zona oriental ser fortemente marcada pelas indústrias, muitas das quais abandonadas, que impossibilitam o usofruto do rio. Marvila é um modelo representativo da efervescência dos novos modos de vida, onde não existem infraestruturas apropriadas para os acolher no seu potencial, uma vez que o espaço ribeirinho deixado pelas indústrias constitui um desaproveitamento total do seu esplendor, devido à barreira posta através de grandes estruturas inacessíveis à população que, no entanto, permanecem à vista de qualquer um, sendo por isso, quase inevitável a sua escolha para uma futura intervenção. O presente trabalho pretende, assim, aprofundar os problemas referidos anteriormente, e procurar uma solução para os mesmos. Esta passará pela ligação da cidade ao rio, através da reabilitação das zonas industriais abandonadas, a partir da criação de espaços atuais e versáteis para as vivências dos dias de hoje. Natureza, desporto, turismo, comércio e serviços surgirão como potenciais agregadores da cidade preexistente com o rio. A criação deste novo tipo de espaços responderá, deste modo, às rápidas mudanças que se fazem sentir na cidade, promovendo o seu crescimento organizado e, ao mesmo tempo, dinâmico.
Autores principais:Manso, Catarina Ferreira
Assunto:Pós-industrial Reabilitação Vazios urbanos Marvila Rio Post-industrial Rehabilitation Urban voids Marvila Waterfront
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As cidades contemporâneas são resultado de mudanças de paradigmas que refletem os problemas comuns em todo o globo. A sua mudança é constante e, por isso, os modos de vida e as suas vivências estão em permanente evolução. Por conseguinte geraram-se espaços e edifícios abandonados, maioritariamente deixados pelas indústrias, outrora em funcionamento, que, devido às suas características e localização, colocam barreiras aos fluxos da cidade e, consequentemente, ao seu usofruto. A cidade de Lisboa é um exemplo elucidativo do problema citado. Não só por ser uma cidade fortemente portuária, mas também pelo facto de a sua zona oriental ser fortemente marcada pelas indústrias, muitas das quais abandonadas, que impossibilitam o usofruto do rio. Marvila é um modelo representativo da efervescência dos novos modos de vida, onde não existem infraestruturas apropriadas para os acolher no seu potencial, uma vez que o espaço ribeirinho deixado pelas indústrias constitui um desaproveitamento total do seu esplendor, devido à barreira posta através de grandes estruturas inacessíveis à população que, no entanto, permanecem à vista de qualquer um, sendo por isso, quase inevitável a sua escolha para uma futura intervenção. O presente trabalho pretende, assim, aprofundar os problemas referidos anteriormente, e procurar uma solução para os mesmos. Esta passará pela ligação da cidade ao rio, através da reabilitação das zonas industriais abandonadas, a partir da criação de espaços atuais e versáteis para as vivências dos dias de hoje. Natureza, desporto, turismo, comércio e serviços surgirão como potenciais agregadores da cidade preexistente com o rio. A criação deste novo tipo de espaços responderá, deste modo, às rápidas mudanças que se fazem sentir na cidade, promovendo o seu crescimento organizado e, ao mesmo tempo, dinâmico.