Publicação
Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos: concentração e (bio)disponibilidade
| Resumo: | A monitorização do ambiente marinho nas últimas décadas tem sido efectuada com grande ênfase na avaliação de contaminantes químicos em diversas matrizes (água, sedimento e biota). Nestas, têm sido rotineiramente monitorizados os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, PAHs (Polycyclic Aromatic Hydrocarbons) e os seus derivados alquilados. Com este trabalho optimizou-se a detecção e quantificação dos PAHs e dos seus derivados alquilados, através da técnica de Cromatografia Gasosa acoplada à Detecção por Espectrometria de Massa (GC-MSD), e foram comparados os valores da concentração com a sua (bio)disponibilidade na planta Spartina maritima. A grande maioria dos sedimentos recolhidos no Estuário do rio Tejo e a totalidade dos sedimentos recolhidos na Ria Formosa pertencem, de acordo com a Portaria 1450/2007 às classes 1 – material dragado limpo e 2 – material dragado com contaminação vestigiária. As únicas estações em que o sedimento recolhido estava ligeiramente contaminado (classe 3) foram registadas no Estuário do rio Tejo para a estação 4 (baía do Seixal) e 17 (esteiro de Coina). Os resultados obtidos para os diversos somatórios de PAHs demonstraram que o Estuário do rio Tejo apresenta uma maior influência antropogénica que a Ria Formosa. A planta Spartina maritima teve a capacidade de assimilar os compostos a que esteve exposta (16 PAHs da US EPA), com uma maior acumulação ao nível da raiz, sobretudo para os PAHs com potencial carcinogénico. Nas raízes, o somatório dos PAHs carcinogénicos aumentou proporcionalmente à concentração na solução em que estavam expostas. Estes resultados parecem fortalecer a hipótese da acumulação dos compostos mais perigosos para o ecossistema na raiz desta planta. Foi ainda verificado que existe um ponto de saturação a nível da raiz, a partir do qual essa acumulação passa a ocorrer na parte aérea. |
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| Autores principais: | Torre, Cheila Neves Mandim da, 1982- |
| Assunto: | Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos Estuário do Tejo - Portugal Ria Formosa - Portugal Teses de mestrado - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A monitorização do ambiente marinho nas últimas décadas tem sido efectuada com grande ênfase na avaliação de contaminantes químicos em diversas matrizes (água, sedimento e biota). Nestas, têm sido rotineiramente monitorizados os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, PAHs (Polycyclic Aromatic Hydrocarbons) e os seus derivados alquilados. Com este trabalho optimizou-se a detecção e quantificação dos PAHs e dos seus derivados alquilados, através da técnica de Cromatografia Gasosa acoplada à Detecção por Espectrometria de Massa (GC-MSD), e foram comparados os valores da concentração com a sua (bio)disponibilidade na planta Spartina maritima. A grande maioria dos sedimentos recolhidos no Estuário do rio Tejo e a totalidade dos sedimentos recolhidos na Ria Formosa pertencem, de acordo com a Portaria 1450/2007 às classes 1 – material dragado limpo e 2 – material dragado com contaminação vestigiária. As únicas estações em que o sedimento recolhido estava ligeiramente contaminado (classe 3) foram registadas no Estuário do rio Tejo para a estação 4 (baía do Seixal) e 17 (esteiro de Coina). Os resultados obtidos para os diversos somatórios de PAHs demonstraram que o Estuário do rio Tejo apresenta uma maior influência antropogénica que a Ria Formosa. A planta Spartina maritima teve a capacidade de assimilar os compostos a que esteve exposta (16 PAHs da US EPA), com uma maior acumulação ao nível da raiz, sobretudo para os PAHs com potencial carcinogénico. Nas raízes, o somatório dos PAHs carcinogénicos aumentou proporcionalmente à concentração na solução em que estavam expostas. Estes resultados parecem fortalecer a hipótese da acumulação dos compostos mais perigosos para o ecossistema na raiz desta planta. Foi ainda verificado que existe um ponto de saturação a nível da raiz, a partir do qual essa acumulação passa a ocorrer na parte aérea. |
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