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Estratégias internacionais: aplicação da tipologia de Bartlett e Ghoshal ao caso do sector energético português

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Resumo:Esta dissertação analisa as três grandes empresas portuguesas do sector energético face à tipologia de organização de Bartlett e Ghoshal (1989, 2000). Com a liberalização recente deste mercado e as iniciativas de internacionalização das empresas no contexto da Nova Economia, questiona-se, a similaridade das estratégias internacionais entre as empresas e averigua-se as razões da sua convergência ou divergência. Fazendo uma revisão da literatura inicial, explorou-se as dimensões apresentadas pelos autores de referência. As variáveis estratégicas, flexibilidade, eficiência e aprendizagem constituíram a base conceptual para enquadramento das empresas estudadas. Adoptou-se uma análise qualitativa para o desenvolvimento do estudo da EDP, REN e GALP, sendo que esta foi constituída por duas componentes. Uma primeira baseada em desk-research e, numa fase posterior uma segunda baseada em trabalho de campo, no respeito pela estratégia de investigação adoptada de estudos de caso. A GALP e a EDP foram empresas que corresponderam bem ao modelo. Foi demonstrada por ambas as empresas, a preferência pela eficiência e flexibilidade na implementação da sua estratégia enquadrando-se em Internacional. Relativamente à REN, descobriu-se que a perspectiva dos autores não foi suficiente para enquadrá-la na tipologia, apesar desta, numa base de conceitos que moldam a Nova Economia, ter um pensamento e uma actividade Internacional. Inesperadamente esta última empresa, acabou por ser motivo de questionamento do conceito de empresa internacional, pelo que, na discussão se desenvolve uma ampliação da tipologia de estratégias de internacionalização, com sugestão de dimensões de análise para a mesma. A nova tipologia pretende definir empresas com um referencial de actuação em rede, que atribuam um peso diferente à dimensão estratégica do conhecimento e aprendizagem na sua actividade.
Autores principais:Lucas, Alexandre Nuno Rocha Pinto
Assunto:Internacionalização Estratégias Conhecimento Subsidiárias Multinacional Tipologia Internationalisation Strategy Knowledge Subsidiaries Multinational Typology
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta dissertação analisa as três grandes empresas portuguesas do sector energético face à tipologia de organização de Bartlett e Ghoshal (1989, 2000). Com a liberalização recente deste mercado e as iniciativas de internacionalização das empresas no contexto da Nova Economia, questiona-se, a similaridade das estratégias internacionais entre as empresas e averigua-se as razões da sua convergência ou divergência. Fazendo uma revisão da literatura inicial, explorou-se as dimensões apresentadas pelos autores de referência. As variáveis estratégicas, flexibilidade, eficiência e aprendizagem constituíram a base conceptual para enquadramento das empresas estudadas. Adoptou-se uma análise qualitativa para o desenvolvimento do estudo da EDP, REN e GALP, sendo que esta foi constituída por duas componentes. Uma primeira baseada em desk-research e, numa fase posterior uma segunda baseada em trabalho de campo, no respeito pela estratégia de investigação adoptada de estudos de caso. A GALP e a EDP foram empresas que corresponderam bem ao modelo. Foi demonstrada por ambas as empresas, a preferência pela eficiência e flexibilidade na implementação da sua estratégia enquadrando-se em Internacional. Relativamente à REN, descobriu-se que a perspectiva dos autores não foi suficiente para enquadrá-la na tipologia, apesar desta, numa base de conceitos que moldam a Nova Economia, ter um pensamento e uma actividade Internacional. Inesperadamente esta última empresa, acabou por ser motivo de questionamento do conceito de empresa internacional, pelo que, na discussão se desenvolve uma ampliação da tipologia de estratégias de internacionalização, com sugestão de dimensões de análise para a mesma. A nova tipologia pretende definir empresas com um referencial de actuação em rede, que atribuam um peso diferente à dimensão estratégica do conhecimento e aprendizagem na sua actividade.