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Instruções de ajuda (coach marks) e a sua validade para seniores em aplicações móveis

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O uso de dispositivos móveis continua em grande crescimento, sendo que smartphones e tablets são cada vez mais utilizados para interagir com um grande número de aplicações. Os smartphones são atualmente utilizados por praticamente todas as idades, sendo que nas faixas etárias mais avançadas, existem claras barreiras na utilização. Estas barreiras devemse sobretudo a problemas de usabilidade, à perceção de que são dispositivos difíceis de utilizar e à falta de confiança na utilização. Existem algumas ferramentas de design para auxiliar os utilizadores no primeiro contacto com aplicações e este estudo incide sobre a utilização de ajudas gráficas ou coach marks. As coach marks são elementos gráficos, normalmente setas e texto, sobrepostos ao interface para explicar alguns elementos. Apesar de serem habitualmente utilizadas, existe na comunidade de desenvolvimento alguma controvérsia acerca da validade das mesmas enquanto elemento de ajuda à interação e apenas um estudo publicado abordou este tema. Esta dissertação tem como objetivo aferir essa validade na faixa etária acima dos 65 anos, contribuindo assim para mais conhecimento sobre o uso destes elementos de ajuda e também aprofundando o estudo já existente. Para realizar o estudo a que se refere esta dissertação, foram criados dois protótipos de uma aplicação de notícias, um sem coach marks, que foi utilizado pelo grupo de controlo e outro com coach marks, utilizado pelo grupo de intervenção. Ambos os grupos cumpriram um conjunto de 4 tarefas. Os resultados não revelaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos e na pesquisa qualitativa as ajudas não foram identificadas como elemento diferenciador de ajuda à interação, pelo que, para as condições deste estudo, as ajudas utilizadas (coach marks) não demonstraram ser eficazes como ajuda à interação junto da amostra em estudo
Autores principais:Alves, José Luís Cardoso
Assunto:Ajudas gráficas Aplicações móveis APPS Coach marks Design Interação Instructional overlays Mobile Protótipo Pesquisa com utilizadores Seniores Smartphone Usabilidade APPS Coach marks Design Graphical aids Interaction Instructional overlays Mobile Mobile applications Prototype Smartphone Smartphone Seniors Usercentered design User experience User research User testing Usability
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O uso de dispositivos móveis continua em grande crescimento, sendo que smartphones e tablets são cada vez mais utilizados para interagir com um grande número de aplicações. Os smartphones são atualmente utilizados por praticamente todas as idades, sendo que nas faixas etárias mais avançadas, existem claras barreiras na utilização. Estas barreiras devemse sobretudo a problemas de usabilidade, à perceção de que são dispositivos difíceis de utilizar e à falta de confiança na utilização. Existem algumas ferramentas de design para auxiliar os utilizadores no primeiro contacto com aplicações e este estudo incide sobre a utilização de ajudas gráficas ou coach marks. As coach marks são elementos gráficos, normalmente setas e texto, sobrepostos ao interface para explicar alguns elementos. Apesar de serem habitualmente utilizadas, existe na comunidade de desenvolvimento alguma controvérsia acerca da validade das mesmas enquanto elemento de ajuda à interação e apenas um estudo publicado abordou este tema. Esta dissertação tem como objetivo aferir essa validade na faixa etária acima dos 65 anos, contribuindo assim para mais conhecimento sobre o uso destes elementos de ajuda e também aprofundando o estudo já existente. Para realizar o estudo a que se refere esta dissertação, foram criados dois protótipos de uma aplicação de notícias, um sem coach marks, que foi utilizado pelo grupo de controlo e outro com coach marks, utilizado pelo grupo de intervenção. Ambos os grupos cumpriram um conjunto de 4 tarefas. Os resultados não revelaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos e na pesquisa qualitativa as ajudas não foram identificadas como elemento diferenciador de ajuda à interação, pelo que, para as condições deste estudo, as ajudas utilizadas (coach marks) não demonstraram ser eficazes como ajuda à interação junto da amostra em estudo