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Uso da metformina na síndrome do ovário poliquístico : revisão do estado da arte

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Resumo:A Síndrome do Ovário Poliquístico (SOP) é a endocrinopatia das gónadas mais comum em mulheres em idade fértil. A Fisiopatologia da SOP parece associar-se a um provável ciclo vicioso em que o excesso de androgénios, derivado de uma hiperatividade das células da teca interna, favorece o aumento de peso e deposição de gordura abdominal, o que origina a resistência periférica à insulina e favorece o hiperinsulinismo compensatório. Em relação à fisiopatologia do hiperinsulinismo nesta síndrome parece haver um défice pós-recetor, ou seja, uma afeção da cascata de eventos intracelulares. A metformina foi associada a um aumento dos níveis de adiponectina e a um decréscimo dos níveis de leptina, o que sugere uma redução do índice de massa corporal (IMC), de insulinorresistência e foi também associada a uma diminuição dos níveis séricos de homocisteína. A combinação de metformina com estatinas pode melhorar os níveis séricos dos lípidos e da PCR, que além de marcador inflamatório é também biomarcador de risco cardiovascular. Apesar dos efeitos teratogénicos associados e o potencial aumento de peso, a utilização de metformina com pioglitazona, nesta síndrome, demonstrou um aumento da ação periférica da insulina. A metformina é também eficaz no tratamento da anovulação, contudo sem um aumento considerável no número de gravidezes com nado vivo: ao comparar o uso de metformina e de clomifeno, o primeiro comporta vantagens, principalmente a ausência de efeitos adversos endometriais e ováricos. O uso da metformina e vitamina D mostrou reduzir os níveis de testosterona. Usualmente identificado como fármaco a evitar durante a gravidez, foi também demostrada evidência crescente de segurança desta utilização, que tem demonstrado reduzir a taxa de aborto espontâneo e promover o controlo metabólico.
Autores principais:Silva, Tiago Miguel Bouça Nova da
Assunto:Síndrome do ovário poliquístico Metformina Insulinorresistência Hiperandrogenismo Infertilidade Endocrinologia
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Síndrome do Ovário Poliquístico (SOP) é a endocrinopatia das gónadas mais comum em mulheres em idade fértil. A Fisiopatologia da SOP parece associar-se a um provável ciclo vicioso em que o excesso de androgénios, derivado de uma hiperatividade das células da teca interna, favorece o aumento de peso e deposição de gordura abdominal, o que origina a resistência periférica à insulina e favorece o hiperinsulinismo compensatório. Em relação à fisiopatologia do hiperinsulinismo nesta síndrome parece haver um défice pós-recetor, ou seja, uma afeção da cascata de eventos intracelulares. A metformina foi associada a um aumento dos níveis de adiponectina e a um decréscimo dos níveis de leptina, o que sugere uma redução do índice de massa corporal (IMC), de insulinorresistência e foi também associada a uma diminuição dos níveis séricos de homocisteína. A combinação de metformina com estatinas pode melhorar os níveis séricos dos lípidos e da PCR, que além de marcador inflamatório é também biomarcador de risco cardiovascular. Apesar dos efeitos teratogénicos associados e o potencial aumento de peso, a utilização de metformina com pioglitazona, nesta síndrome, demonstrou um aumento da ação periférica da insulina. A metformina é também eficaz no tratamento da anovulação, contudo sem um aumento considerável no número de gravidezes com nado vivo: ao comparar o uso de metformina e de clomifeno, o primeiro comporta vantagens, principalmente a ausência de efeitos adversos endometriais e ováricos. O uso da metformina e vitamina D mostrou reduzir os níveis de testosterona. Usualmente identificado como fármaco a evitar durante a gravidez, foi também demostrada evidência crescente de segurança desta utilização, que tem demonstrado reduzir a taxa de aborto espontâneo e promover o controlo metabólico.