Publicação

Saúde ocupacional em medicina veterinária : perigos e sua mitigação na utilização de fármacos antineoplásicos na prática clínica

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Os fármacos antineoplásicos estão associados a diversos efeitos adversos e nocivos para a saúde, por este motivo, os médicos veterinários responsáveis pela sua preparação e administração apresentam um perigo acrescido de sofrer essas consequências. Assim, as regras para o uso seguro destes fármacos e equipamentos de proteção individual têm um papel importante para reduzir ou mesmo evitar esse risco. Este estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento dos médicos veterinários em Portugal acerca dos riscos ocupacionais associados à manipulação dos fármacos antineoplásicos e conhecer as práticas por eles utilizadas nessa mesma manipulação. Para tal foi elaborado um questionário que foi disponibilizado por via digital. Foram também recolhidos dados acerca do modo como os profissionais lidam com os pacientes oncológicos e a comunicação dos riscos e orientações para os detentores destes animais. Os dados obtidos no questionário revelaram que 76% dos médicos veterinários tinham menos de 40 anos de idade. A maioria (70,7%) não tem formação específica relacionada com os riscos inerentes ao uso dos fármacos antineoplásicos e mais de metade (56,9%) revelaram que no seu local de trabalho qualquer profissional que exerce funções relacionadas com a manipulação destes fármacos também não recebe essa formação. Verificou-se que a frequência da realização dos procedimentos de quimioterapia em cada CAMV é baixa, mas ainda assim, 20,7% revelaram que no seu local de trabalho são realizados procedimentos de quimioterapia várias vezes por semana e 22,4% 1 vez por semana, havendo assim exposição aos fármacos antineoplásicos e ao risco ocupacional que daí decorre. Em relação à utilização de equipamentos de proteção individual, apenas 32% revelaram utilizar luvas e máscara durante a manipulação destes fármacos, sendo o grau de proteção de maioria dos médicos veterinários baixo. Os resultados agora apresentados evidenciam a necessidade de investimento na formação e sensibilização dos médicos veterinários e restantes trabalhadores dos CAMV relativamente ao uso seguro dos fármacos antineoplásicos e à consequente diminuição do risco ocupacional que dai decorre.
Autores principais:Afonso, Rita Alexandra da Silva
Assunto:Fármacos antineoplásicos Equipamentos de proteção individual Risco ocupacional Procedimentos de segurança Quimioterapia Antineoplastic drugs Personal protective equipment Occupational risk Safety procedures Chemotherapy
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os fármacos antineoplásicos estão associados a diversos efeitos adversos e nocivos para a saúde, por este motivo, os médicos veterinários responsáveis pela sua preparação e administração apresentam um perigo acrescido de sofrer essas consequências. Assim, as regras para o uso seguro destes fármacos e equipamentos de proteção individual têm um papel importante para reduzir ou mesmo evitar esse risco. Este estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento dos médicos veterinários em Portugal acerca dos riscos ocupacionais associados à manipulação dos fármacos antineoplásicos e conhecer as práticas por eles utilizadas nessa mesma manipulação. Para tal foi elaborado um questionário que foi disponibilizado por via digital. Foram também recolhidos dados acerca do modo como os profissionais lidam com os pacientes oncológicos e a comunicação dos riscos e orientações para os detentores destes animais. Os dados obtidos no questionário revelaram que 76% dos médicos veterinários tinham menos de 40 anos de idade. A maioria (70,7%) não tem formação específica relacionada com os riscos inerentes ao uso dos fármacos antineoplásicos e mais de metade (56,9%) revelaram que no seu local de trabalho qualquer profissional que exerce funções relacionadas com a manipulação destes fármacos também não recebe essa formação. Verificou-se que a frequência da realização dos procedimentos de quimioterapia em cada CAMV é baixa, mas ainda assim, 20,7% revelaram que no seu local de trabalho são realizados procedimentos de quimioterapia várias vezes por semana e 22,4% 1 vez por semana, havendo assim exposição aos fármacos antineoplásicos e ao risco ocupacional que daí decorre. Em relação à utilização de equipamentos de proteção individual, apenas 32% revelaram utilizar luvas e máscara durante a manipulação destes fármacos, sendo o grau de proteção de maioria dos médicos veterinários baixo. Os resultados agora apresentados evidenciam a necessidade de investimento na formação e sensibilização dos médicos veterinários e restantes trabalhadores dos CAMV relativamente ao uso seguro dos fármacos antineoplásicos e à consequente diminuição do risco ocupacional que dai decorre.