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Estudo da disseminação de Enterococcus faecalis vanA+ em diferentes ambientes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os enterococos constituem uma grande parte da microflora do tracto gastrointestinal dos mamíferos. Durante muito tempo os enterococos foram considerados inofensivos para o Homem, no entanto tem-se observado um aumento de infecções por eles causadas, em paralelo com o aumento da sua resistência a antibióticos, incluindo resistência à vancomicina. Num estudo efectuado anteriormente, verificou-se a existência de isolados E. faecalis, tanto clínicos como alimentares, que apresentavam susceptibilidade ou uma resistência intermédia à vancomicina, mas que no entanto apresentavam o operão vanA incompleto, sendo denominados de VACISEf. No presente estudo tiparam-se 17 isolados VACISEf (de alimentos, de humanos e de animais) por MLST e MLVA, de modo a determinar a disseminação destes isolados e a determinar a sua relação com Enterococcus resistentes à vancomicina (VRE) presentes na base de dados (http://efaecalis.mlst.net/). Pelo método de MLST, verificou-se que estes isolados não se encontram relacionados entre si, não estando também relacionados com nenhuma estirpe resistente. A disseminação do transposão e consequentemente do gene vanA parece assim não ser clonal. O método MLVA descrito mostrou-se pouco eficiente no estudo de tipagem envolvendo isolados de diferentes ambientes. A tipagem molecular revelou a existência de isolados alimentares relacionados com isolados hospitalares que causaram infecção. Recorrendo à Suppression Subtractive Hybridization (SSH), procuraram-se as diferenças entre os genomas de um isolado hospitalar e de um isolado alimentar. Dos clones analisados (10%) apenas duas diferenças foram encontradas. Das restantes sequências analisadas é de salientar a detecção em ambos os isolados de um gene do plasmídeo pCF10, uma sequência homóloga a uma região do genoma da estirpe OG1-RF e também a existência de uma VIII sequência homóloga com uma região do genoma de S. aureus, o que evidencia a grande plasticidade
Autores principais:Ruivo, Marta Isabel da Silva, 1980-
Assunto:Enterococcus faecalis Enzimas Microbiologia Teses de mestrado - 2008
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os enterococos constituem uma grande parte da microflora do tracto gastrointestinal dos mamíferos. Durante muito tempo os enterococos foram considerados inofensivos para o Homem, no entanto tem-se observado um aumento de infecções por eles causadas, em paralelo com o aumento da sua resistência a antibióticos, incluindo resistência à vancomicina. Num estudo efectuado anteriormente, verificou-se a existência de isolados E. faecalis, tanto clínicos como alimentares, que apresentavam susceptibilidade ou uma resistência intermédia à vancomicina, mas que no entanto apresentavam o operão vanA incompleto, sendo denominados de VACISEf. No presente estudo tiparam-se 17 isolados VACISEf (de alimentos, de humanos e de animais) por MLST e MLVA, de modo a determinar a disseminação destes isolados e a determinar a sua relação com Enterococcus resistentes à vancomicina (VRE) presentes na base de dados (http://efaecalis.mlst.net/). Pelo método de MLST, verificou-se que estes isolados não se encontram relacionados entre si, não estando também relacionados com nenhuma estirpe resistente. A disseminação do transposão e consequentemente do gene vanA parece assim não ser clonal. O método MLVA descrito mostrou-se pouco eficiente no estudo de tipagem envolvendo isolados de diferentes ambientes. A tipagem molecular revelou a existência de isolados alimentares relacionados com isolados hospitalares que causaram infecção. Recorrendo à Suppression Subtractive Hybridization (SSH), procuraram-se as diferenças entre os genomas de um isolado hospitalar e de um isolado alimentar. Dos clones analisados (10%) apenas duas diferenças foram encontradas. Das restantes sequências analisadas é de salientar a detecção em ambos os isolados de um gene do plasmídeo pCF10, uma sequência homóloga a uma região do genoma da estirpe OG1-RF e também a existência de uma VIII sequência homóloga com uma região do genoma de S. aureus, o que evidencia a grande plasticidade