Publicação
Medicina personalizada no cancro
| Resumo: | A abordagem "one size fits all" em oncologia está a ser progressivamente substituída pela medicina personalizada, uma estratégia inovadora que beneficia dos avanços na farmacogenómica para proporcionar tratamentos adaptados às características individuais de cada paciente, com potencial para revolucionar o diagnóstico, prognóstico e tratamento do cancro. Este conceito promete transformar as intervenções médicas, ao proporcionar estratégias terapêuticas eficazes e adaptadas com base no perfil molecular de cada indivíduo, enquanto considera a situação pessoal e exposição ambiental do mesmo. Inevitavelmente, isto implica um aumento exponencial dos dados de saúde disponíveis, tornando essencial a aplicação de tecnologias como a inteligência artificial na sua análise para identificar padrões e otimizar intervenções terapêuticas. Os contínuos avanços tecnológicos nas abordagens genómicas e, mais recentemente, nas análises de outras ómicas (como a epigenómica, transcriptómica, proteómica e metabolómica) revelam também mecanismos cruciais no desenvolvimento do cancro, na resistência ao tratamento e no risco de recidiva, com várias descobertas já implementadas na prática clínica para guiar decisões de tratamento e personalizar terapias. A utilização de biópsias líquidas é também destacada como um método emergente que impacta o diagnóstico e o prognóstico do cancro, permitindo uma monitorização longitudinal da heterogeneidade tumoral de forma não invasiva e consequentemente, orientar as decisões terapêuticas. Para que a medicina personalizada seja efetivamente integrada nos sistemas de saúde, é fundamental que diversos stakeholders se envolvam ativamente. Nesse âmbito destaca-se a necessidade de desenvolver estratégias que capacitem os profissionais de saúde e promovam a sensibilização dos pacientes sobre os benefícios e implicações destas práticas. No que diz respeito aos farmacêuticos, a incorporação destas competências e conhecimentos reforça a sua posição estratégica e indispensável no sistema de saúde, potenciando o seu papel nas suas diversas áreas de atuação. Adicionalmente, é crucial superar desafios relacionados à integração de dados, incluindo questões éticas e a necessidade de estabelecer infraestruturas e regulamentações adequadas. |
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| Autores principais: | Letras, Margarida Isabel Vermelho |
| Assunto: | Medicina personalizada Cancro Biomarcadores Multi-ómica Biópsias Líquidas Mestrado Integrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A abordagem "one size fits all" em oncologia está a ser progressivamente substituída pela medicina personalizada, uma estratégia inovadora que beneficia dos avanços na farmacogenómica para proporcionar tratamentos adaptados às características individuais de cada paciente, com potencial para revolucionar o diagnóstico, prognóstico e tratamento do cancro. Este conceito promete transformar as intervenções médicas, ao proporcionar estratégias terapêuticas eficazes e adaptadas com base no perfil molecular de cada indivíduo, enquanto considera a situação pessoal e exposição ambiental do mesmo. Inevitavelmente, isto implica um aumento exponencial dos dados de saúde disponíveis, tornando essencial a aplicação de tecnologias como a inteligência artificial na sua análise para identificar padrões e otimizar intervenções terapêuticas. Os contínuos avanços tecnológicos nas abordagens genómicas e, mais recentemente, nas análises de outras ómicas (como a epigenómica, transcriptómica, proteómica e metabolómica) revelam também mecanismos cruciais no desenvolvimento do cancro, na resistência ao tratamento e no risco de recidiva, com várias descobertas já implementadas na prática clínica para guiar decisões de tratamento e personalizar terapias. A utilização de biópsias líquidas é também destacada como um método emergente que impacta o diagnóstico e o prognóstico do cancro, permitindo uma monitorização longitudinal da heterogeneidade tumoral de forma não invasiva e consequentemente, orientar as decisões terapêuticas. Para que a medicina personalizada seja efetivamente integrada nos sistemas de saúde, é fundamental que diversos stakeholders se envolvam ativamente. Nesse âmbito destaca-se a necessidade de desenvolver estratégias que capacitem os profissionais de saúde e promovam a sensibilização dos pacientes sobre os benefícios e implicações destas práticas. No que diz respeito aos farmacêuticos, a incorporação destas competências e conhecimentos reforça a sua posição estratégica e indispensável no sistema de saúde, potenciando o seu papel nas suas diversas áreas de atuação. Adicionalmente, é crucial superar desafios relacionados à integração de dados, incluindo questões éticas e a necessidade de estabelecer infraestruturas e regulamentações adequadas. |
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