Publicação

O impacto da relação conjugal no investimento parental

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Objetivos: A presente investigação tem como objetivo analisar a relação entre a conjugalidade e o investimento parental. O objetivo central desta investigação relaciona-se com a compreensão do papel desempenhado pela conjugalidade ao nível da satisfação, do ajustamento e da coparentalidade no investimento parental. Isto é, compreender a relação conjugal dos participantes e analisar a possível existência de um impacto na forma como os pais investem o bebé. Amostra: A amostra é constituída por 55 participantes, 26 mulheres e 29 homens (idades entre os 24 e os 57). Os participantes da investigação foram recrutados através de infantários na região de Sobral de Monte Agraço e de Odivelas. Instrumentos: Questionário Sociodemográfico e Clínico, Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (Narciso & Costa, 1996), Escala de Ajustamento Conjugal (Spanier, 1976; versão Portuguesa de Pereira, 2003), Questionário da Coparentalidade (Margolin et al., 2001; adaptado por Pedro & Ribeiro, 2008) e Escala de Investimento Parental (Martinho, Carnavarro & Ramos, 2008). Hipóteses: Espera-se que algumas variáveis do ajustamento conjugal (Consenso Diádico, Satisfação Diádica e Coesão Diádica), da satisfação conjugal (Funções Familiares, Tempos Livres, Autonomia, Comunicação e Conflitos, Intimidade Emocional, Rede Social e Sexualidade) e da coparentalidade (Cooperação, Triangulação e Conflito) apresentem contributos significativos para a explicação da variância estatística das variáveis dependentes que decorrem do investimento parental (Prazer, Sensibilidade e Conhecimento Básico das Necessidades da Criança e Aceitação do Papel Parental). Resultados: A hipótese relativa ao ajustamento conjugal não foi confirmada, sugerindo, portanto, que aquela variável não está relacionada com o investimento parental. As hipóteses relativas à satisfação conjugal e à coparentalidade foram parcialmente confirmadas; portanto, existem aspetos da satisfação conjugal e da coparentalidade que contribuem para a explicação da variância estatística do investimento parental. Conclusão: Na satisfação conjugal, as variáveis Tempos Livres, Autonomia, Comunicação e Conflitos, Intimidade Emocional, Rede Social e Sexualidade, bem como a variável Triangulação da Coparentalidade, relacionam-se significativamente com as variáveis Prazer, Sensibilidade e Conhecimento Básico das Necessidades da Criança e Aceitação do Papel Parental relativas ao investimento parental.
Autores principais:Dinis, Marisa Cristiana Pardal
Assunto:Relação conjugal Satisfação conjugal Coparentalidade Ajustamento conjugal Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Objetivos: A presente investigação tem como objetivo analisar a relação entre a conjugalidade e o investimento parental. O objetivo central desta investigação relaciona-se com a compreensão do papel desempenhado pela conjugalidade ao nível da satisfação, do ajustamento e da coparentalidade no investimento parental. Isto é, compreender a relação conjugal dos participantes e analisar a possível existência de um impacto na forma como os pais investem o bebé. Amostra: A amostra é constituída por 55 participantes, 26 mulheres e 29 homens (idades entre os 24 e os 57). Os participantes da investigação foram recrutados através de infantários na região de Sobral de Monte Agraço e de Odivelas. Instrumentos: Questionário Sociodemográfico e Clínico, Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (Narciso & Costa, 1996), Escala de Ajustamento Conjugal (Spanier, 1976; versão Portuguesa de Pereira, 2003), Questionário da Coparentalidade (Margolin et al., 2001; adaptado por Pedro & Ribeiro, 2008) e Escala de Investimento Parental (Martinho, Carnavarro & Ramos, 2008). Hipóteses: Espera-se que algumas variáveis do ajustamento conjugal (Consenso Diádico, Satisfação Diádica e Coesão Diádica), da satisfação conjugal (Funções Familiares, Tempos Livres, Autonomia, Comunicação e Conflitos, Intimidade Emocional, Rede Social e Sexualidade) e da coparentalidade (Cooperação, Triangulação e Conflito) apresentem contributos significativos para a explicação da variância estatística das variáveis dependentes que decorrem do investimento parental (Prazer, Sensibilidade e Conhecimento Básico das Necessidades da Criança e Aceitação do Papel Parental). Resultados: A hipótese relativa ao ajustamento conjugal não foi confirmada, sugerindo, portanto, que aquela variável não está relacionada com o investimento parental. As hipóteses relativas à satisfação conjugal e à coparentalidade foram parcialmente confirmadas; portanto, existem aspetos da satisfação conjugal e da coparentalidade que contribuem para a explicação da variância estatística do investimento parental. Conclusão: Na satisfação conjugal, as variáveis Tempos Livres, Autonomia, Comunicação e Conflitos, Intimidade Emocional, Rede Social e Sexualidade, bem como a variável Triangulação da Coparentalidade, relacionam-se significativamente com as variáveis Prazer, Sensibilidade e Conhecimento Básico das Necessidades da Criança e Aceitação do Papel Parental relativas ao investimento parental.