Publicação
História viva: a recriação histórica como veículo de divulgação do património histórico e artistico nacional, 1986-2009: conceitos e práticas
| Resumo: | O presente trabalho centra – se no estudo do conceito de História Viva: origens, sua introdução em Portugal, primeiras intervenções, evolução, práticas actuais e projecções futuras, e por fim o estudo de um caso. Através da realização deste trabalho ambicionámos sistematizar toda a informação encontrada de forma a redigir um documento onde esta se congregasse, proporcionando um melhor conhecimento de um todo, a possibilidade de reflexão sobre o tema e seus fundamentos essenciais e o renovar das suas práticas. A História ao Vivo é um método didáctico para a difusão e aprendizagem da História, da cultura, da memória de determinada época num dado contexto, com recurso à expressão dramática. A técnica de Living History foi criada em Inglaterra nos anos de 1970, teve a sua evolução naquele país e em outros que, como Portugal, a importaram, sendo no presente uma prática indissociável da museologia, servindo a educação, o lazer e o turismo cultural. Em 1986 foi introduzida em Portugal pela Associação Portuguesa de Museologia com o intuito de dinamizar e de dar novo fôlego ao ensino e interpretação da História e valorização da nossa memória colectiva. Nos primeiros anos, em que houve grande empenhamento na divulgação desta técnica, houve uma forte adesão ao conceito que se disseminou e foi posto em prática através da realização de acções sobre os mais variados temas. A adesão do Grupo de Trabalho do Ministério da Educação para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, entre 1988 e 2000, foi fundamental para o enraizamento desta prática. Passados mais de vinte anos desde a sua introdução em Portugal pudemos investir numa observação cuidada deste percurso e propor estratégias para a sua revitalização. Estamos cientes de que o recurso à dramatização nesta área teve adesão no nosso país, contudo carece de elementos teóricos que a suportem para que não se alheie da essência da sua razão de existir: a Educação Patrimonial com base na investigação. |
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| Autores principais: | Coelho, Raquel da Assunção Bernardo Alves |
| Assunto: | Património cultural História - Estudo e ensino Métodos pedagógicos Sociologia da cultura Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho centra – se no estudo do conceito de História Viva: origens, sua introdução em Portugal, primeiras intervenções, evolução, práticas actuais e projecções futuras, e por fim o estudo de um caso. Através da realização deste trabalho ambicionámos sistematizar toda a informação encontrada de forma a redigir um documento onde esta se congregasse, proporcionando um melhor conhecimento de um todo, a possibilidade de reflexão sobre o tema e seus fundamentos essenciais e o renovar das suas práticas. A História ao Vivo é um método didáctico para a difusão e aprendizagem da História, da cultura, da memória de determinada época num dado contexto, com recurso à expressão dramática. A técnica de Living History foi criada em Inglaterra nos anos de 1970, teve a sua evolução naquele país e em outros que, como Portugal, a importaram, sendo no presente uma prática indissociável da museologia, servindo a educação, o lazer e o turismo cultural. Em 1986 foi introduzida em Portugal pela Associação Portuguesa de Museologia com o intuito de dinamizar e de dar novo fôlego ao ensino e interpretação da História e valorização da nossa memória colectiva. Nos primeiros anos, em que houve grande empenhamento na divulgação desta técnica, houve uma forte adesão ao conceito que se disseminou e foi posto em prática através da realização de acções sobre os mais variados temas. A adesão do Grupo de Trabalho do Ministério da Educação para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, entre 1988 e 2000, foi fundamental para o enraizamento desta prática. Passados mais de vinte anos desde a sua introdução em Portugal pudemos investir numa observação cuidada deste percurso e propor estratégias para a sua revitalização. Estamos cientes de que o recurso à dramatização nesta área teve adesão no nosso país, contudo carece de elementos teóricos que a suportem para que não se alheie da essência da sua razão de existir: a Educação Patrimonial com base na investigação. |
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