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A gestão do desempenho como prática de implementação participada de um plano estratégico: o caso do Banco de Moçambique

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Como a maioria das organizações modernas, os Bancos Centrais necessitam de reforçar uma cultura orientada a resultados, na qual o valor gerado para os principais stakeholders do Banco Central se mede a partir de resultados tangíveis. Nos dias de hoje, é fundamental que o Banco Central consiga desenvolver processos internos que assegurem o desdobramento e responsabilização por objectivos por parte dos seus recursos humanos, fomentando algum grau de descentralização de poder e levando as pessoas a participar activamente nos esforços da organização para alcançar os resultados desejados, o que remete para processos de avaliação e feedback de objectivos, actividades e competências eficientes e eficazes. No entanto, em culturas mais colectivistas e com elevada distância ao poder, onde a liderança tende a ser muito autocrática, frequentes em África, a implementação bem sucedida de práticas de gestão participativa, com avaliação, feedback e responsabilização, é um enorme desafio. Todavia, o Banco de Moçambique tem conseguido implementar estas práticas através de um sistema de gestão do desempenho implementado em ligação ao seu plano estratégico, demonstrando que é possível uma grande organização da África lusófona levar a cabo as mudanças culturais necessárias para responsabilizar os seus activos humanos por resultados.
Autores principais:Nunes, Artur Francisco Vital Pereira
Assunto:Plano estratégico Avaliação de desempenho Resultados Banco de Moçambique Descentalização Cultura de gestão em África Strategic plan Performance appraisal Results Mozambique Central Bank Empowerment Management culture in Africa
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Como a maioria das organizações modernas, os Bancos Centrais necessitam de reforçar uma cultura orientada a resultados, na qual o valor gerado para os principais stakeholders do Banco Central se mede a partir de resultados tangíveis. Nos dias de hoje, é fundamental que o Banco Central consiga desenvolver processos internos que assegurem o desdobramento e responsabilização por objectivos por parte dos seus recursos humanos, fomentando algum grau de descentralização de poder e levando as pessoas a participar activamente nos esforços da organização para alcançar os resultados desejados, o que remete para processos de avaliação e feedback de objectivos, actividades e competências eficientes e eficazes. No entanto, em culturas mais colectivistas e com elevada distância ao poder, onde a liderança tende a ser muito autocrática, frequentes em África, a implementação bem sucedida de práticas de gestão participativa, com avaliação, feedback e responsabilização, é um enorme desafio. Todavia, o Banco de Moçambique tem conseguido implementar estas práticas através de um sistema de gestão do desempenho implementado em ligação ao seu plano estratégico, demonstrando que é possível uma grande organização da África lusófona levar a cabo as mudanças culturais necessárias para responsabilizar os seus activos humanos por resultados.