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Agrupamentos de escolas e autarquias locais, que relações? : perspectivas dos gestores escolares num concelho

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O estudo incide sobre o conjunto dos agrupamentos de escolas num determinado concelho, instituídos a partir da aplicação do Dec-Lei n° 115-A/98 de 4 de Maio, e centra-se na caracterização das relações entre as escolas e as autarquias, realizada a partir dos depoimentos e das representações dos gestores escolares dos Conselhos Executivos dos agrupamentos. Ao analisar os processos de constituição e entrada em funcionamento dos agrupamentos de escolas, caracteriza-se a participação de diferentes actores locais, como estratégia para desocultar lógicas de acção, associando-as a processos de regulação local da educação, privilegiando-se aqui a dimensão das relações entre as escolas e a autarquia. Os agrupamentos de escolas, entendem-se aqui, como realidades organizacionais em fase de afirmação e consolidação, e nessa medida revelam-se enquanto oportunidade de questionamento das práticas educativas, enquanto práticas sociais, que partindo da escola e dos problemas da sua gestão, possam orientar-se por perspectivas críticas na interpretação e análise das acções e dos comportamentos, em especial dos professores e dos autarcas, colocando em evidência significados mais abrangentes no desenho de uma política educativa local, num quadro mais geral das alterações que se vêm verificando na gestão e administração das escolas da rede pública, com especial incidência para as escolas e os níveis de educação e ensino associadas ao “ensino básico e obrigatório.“ Do ponto de vista metodológico, assume-se uma orientação que se inspira na ideia de complementaridade entre características das abordagens e estudos quantitativos e qualitativos. Por um lado, faz-se uma caracterização global dos 6 agrupamentos, em grande parte apoiada na descrição e na narrativa dos processos de constituição e da fase inicial do seu funcionamento, mas também nas suas dimensões quantitativas. Por outro lado, assume características de estudo qualitativo, ao centrar-se nas especificidades aí presentes, na expectativa de melhor entender os processos, as acções e os contextos em que se realizam, numa perspectiva assumidamente problematizadora, orientada para a identificação de constrangimentos, mas também potencialidades, especialmente no desenvolvimento das relações entre as escolas e as autarquias. De entre os resultados deste estudo, identifica-se a predominância de lógicas burocráticas na acção dos diferentes actores locais, quer por referência aos processos de formação dos agrupamentos de escolas, quer nos modos como vêm entendendo as relações entre escolas e autarquias, revelam aí significados semelhantes. Tal predominância de uma cultura e lógica burocrática vem funcionando como um constrangimento ao desenvolvimento das relações entre as escolas e a autarquia, inibindo o desenvolvimento de perspectivas mais autonômicas, que valorizem e desenvolvam as capacidades dos actores locais influírem de modos mais efectivos na construção de políticas educativas locais.
Autores principais:Palma, Rogério Vargas da, 1957-
Assunto:Teses de mestrado - 2007 Administração educacional - Portugal Agrupamento de escolas Autarquias - educação Política educativa - Portugal - séc.20
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O estudo incide sobre o conjunto dos agrupamentos de escolas num determinado concelho, instituídos a partir da aplicação do Dec-Lei n° 115-A/98 de 4 de Maio, e centra-se na caracterização das relações entre as escolas e as autarquias, realizada a partir dos depoimentos e das representações dos gestores escolares dos Conselhos Executivos dos agrupamentos. Ao analisar os processos de constituição e entrada em funcionamento dos agrupamentos de escolas, caracteriza-se a participação de diferentes actores locais, como estratégia para desocultar lógicas de acção, associando-as a processos de regulação local da educação, privilegiando-se aqui a dimensão das relações entre as escolas e a autarquia. Os agrupamentos de escolas, entendem-se aqui, como realidades organizacionais em fase de afirmação e consolidação, e nessa medida revelam-se enquanto oportunidade de questionamento das práticas educativas, enquanto práticas sociais, que partindo da escola e dos problemas da sua gestão, possam orientar-se por perspectivas críticas na interpretação e análise das acções e dos comportamentos, em especial dos professores e dos autarcas, colocando em evidência significados mais abrangentes no desenho de uma política educativa local, num quadro mais geral das alterações que se vêm verificando na gestão e administração das escolas da rede pública, com especial incidência para as escolas e os níveis de educação e ensino associadas ao “ensino básico e obrigatório.“ Do ponto de vista metodológico, assume-se uma orientação que se inspira na ideia de complementaridade entre características das abordagens e estudos quantitativos e qualitativos. Por um lado, faz-se uma caracterização global dos 6 agrupamentos, em grande parte apoiada na descrição e na narrativa dos processos de constituição e da fase inicial do seu funcionamento, mas também nas suas dimensões quantitativas. Por outro lado, assume características de estudo qualitativo, ao centrar-se nas especificidades aí presentes, na expectativa de melhor entender os processos, as acções e os contextos em que se realizam, numa perspectiva assumidamente problematizadora, orientada para a identificação de constrangimentos, mas também potencialidades, especialmente no desenvolvimento das relações entre as escolas e as autarquias. De entre os resultados deste estudo, identifica-se a predominância de lógicas burocráticas na acção dos diferentes actores locais, quer por referência aos processos de formação dos agrupamentos de escolas, quer nos modos como vêm entendendo as relações entre escolas e autarquias, revelam aí significados semelhantes. Tal predominância de uma cultura e lógica burocrática vem funcionando como um constrangimento ao desenvolvimento das relações entre as escolas e a autarquia, inibindo o desenvolvimento de perspectivas mais autonômicas, que valorizem e desenvolvam as capacidades dos actores locais influírem de modos mais efectivos na construção de políticas educativas locais.