Publicação
Contribuição para o estudo da síndrome de lise tumoral subclinica em cães
| Resumo: | A síndrome de lise tumoral é uma emergência, simultaneamente, oncológica e metabólica, da qual ainda há pouca informação em medicina veterinária. Esta síndrome caracteriza-se pela ocorrência de hiperfosfatémia, hipercaliémia, hipocalcémia e hiperlactatémia. A hiperlactatémia paraneoplásica tem suscitado interesse como marcador de prognóstico em oncologia. Este estudo preliminar teve como objetivo avaliar a presença subclínica de síndrome de lise tumoral e, se os valores de lactato, ao diagnóstico, podem ter valor prognóstico. Recolheu-se a história clínica de 19 cães com doença oncológica que ainda não tinham realizado tratamento quimioterápico. As neoplasias hematopoiéticas foram verificadas em 10 animais: 9 eram linfomas e 1 plasmocitoma. Já as neoplasias não hematopoiéticas foram verificadas em 9 animais, das quais 3 hemangiossarcomas, 3 mastocitomas, 2 melanomas, 1 carcinoma adenoescamoso, 1 seminoma e 1 sertolinoma. Dois animais apresentavam dois tipos de neoplasia em simultâneo. Do total de casos, 52.6% (10/19) não apresentavam quaisquer alterações laboratoriais compatíveis com síndrome de lise tumoral. Entre as alterações bioquímicas mais associadas à síndrome de lise tumoral a mais registada foi a hiperlactatémia, em 42.1% (8/19) dos animais. A segunda alteração laboratorial mais registada foi a hiperfosfatémia, que se verificou em 15.8% (3/19) dos animais. Nenhum animal apresentava hipercaliémia ou hipocalcémia. Apenas 10.5% (2/19) dos animais apresentaram em simultâneo hiperlactatémia e hiperfosfatémia. No entanto, essas alterações não foram suficientes para assumir a presença de síndrome de lise tumoral. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre as médias de lactato nos diferentes estadios das neoplasias hematopoiéticas, nem nos diferentes grupos de sobrevivência. Face aos resultados obtidos pode concluir-se que, estes resultados necessitam de ser confirmados pela continuação dos estudos agora iniciados. Assim, a relevância deste estudo prende-se não só pelo trabalho desenvolvido como também pela chamada de atenção para esta temática e pelas bases lançadas para futuras pesquisas. |
|---|---|
| Autores principais: | Hipólito, Isabela da Rosa |
| Assunto: | Síndrome de lise tumoral Hiperlactatémia Cancro Prognóstico Tempo de sobrevivência Medicina veterinária Tumor lysis syndrome Hyperlactatemia Cancer Prognosis Survival time Veterinary medicin |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A síndrome de lise tumoral é uma emergência, simultaneamente, oncológica e metabólica, da qual ainda há pouca informação em medicina veterinária. Esta síndrome caracteriza-se pela ocorrência de hiperfosfatémia, hipercaliémia, hipocalcémia e hiperlactatémia. A hiperlactatémia paraneoplásica tem suscitado interesse como marcador de prognóstico em oncologia. Este estudo preliminar teve como objetivo avaliar a presença subclínica de síndrome de lise tumoral e, se os valores de lactato, ao diagnóstico, podem ter valor prognóstico. Recolheu-se a história clínica de 19 cães com doença oncológica que ainda não tinham realizado tratamento quimioterápico. As neoplasias hematopoiéticas foram verificadas em 10 animais: 9 eram linfomas e 1 plasmocitoma. Já as neoplasias não hematopoiéticas foram verificadas em 9 animais, das quais 3 hemangiossarcomas, 3 mastocitomas, 2 melanomas, 1 carcinoma adenoescamoso, 1 seminoma e 1 sertolinoma. Dois animais apresentavam dois tipos de neoplasia em simultâneo. Do total de casos, 52.6% (10/19) não apresentavam quaisquer alterações laboratoriais compatíveis com síndrome de lise tumoral. Entre as alterações bioquímicas mais associadas à síndrome de lise tumoral a mais registada foi a hiperlactatémia, em 42.1% (8/19) dos animais. A segunda alteração laboratorial mais registada foi a hiperfosfatémia, que se verificou em 15.8% (3/19) dos animais. Nenhum animal apresentava hipercaliémia ou hipocalcémia. Apenas 10.5% (2/19) dos animais apresentaram em simultâneo hiperlactatémia e hiperfosfatémia. No entanto, essas alterações não foram suficientes para assumir a presença de síndrome de lise tumoral. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre as médias de lactato nos diferentes estadios das neoplasias hematopoiéticas, nem nos diferentes grupos de sobrevivência. Face aos resultados obtidos pode concluir-se que, estes resultados necessitam de ser confirmados pela continuação dos estudos agora iniciados. Assim, a relevância deste estudo prende-se não só pelo trabalho desenvolvido como também pela chamada de atenção para esta temática e pelas bases lançadas para futuras pesquisas. |
|---|