Publicação
Estratégias de tratamento da síndrome do olho seco: impacto das nanopartículas
| Resumo: | Devido à anatomia e fisiologia ocular complexa, a administração de fármacos permanece uma área desafiante. As várias vias de administração necessitam de atravessar diversas barreiras para conferirem uma libertação eficaz dos agentes terapêuticos, incluindo barreiras físicas, barreiras hemato-oculares e barreiras que antecedem a deposição dos mesmos na córnea. Tendo isto em conta, doenças prevalentes como a Síndrome do Olho Seco apresentam inúmeras dificuldades no seu diagnóstico e tratamento. Esta patologia ocular caracteriza-se por possuir uma etiologia ainda indefinida associada à instabilidade da pelicula lacrimal e a outros fatores subsequentes, como a inflamação. Os sintomas baseiam-se em alterações oculares como irritação, vermelhidão, sensação de ardor, visão turva e sensação de corpo estranho. Na grande maioria dos casos, não coloca a visão em risco permanente. Após diagnóstico sintomático e realização de testes adequados, segue-se o tratamento. A primeira linha consiste na administração de colírios, que apresentam bastantes desvantagens como possível agravamento de sintomas, reduzido tempo de permanência dos fármacos na superfície ocular após administração levando a concentrações subterapêuticas nos tecidos do olho e necessidade de repetição frequente de administração, sendo inconveniente e causando desconforto aos doentes. Por forma a contornar estes obstáculos, a nanotecnologia associada à oftalmologia surge como uma área emergente e com elevado potencial para auxiliar na incorporação de fármacos e no seu transporte, de modo a conferir maior segurança e eficácia no tratamento desta doença ocular. Através de diversos nanosistemas e nanopartículas, são ultrapassados desafios como a reduzida biodisponibilidade e permeabilidade de alguns fármacos através das camadas oculares, os efeitos sistémicos adversos e a baixa adesão ao tratamento por parte dos doentes. Para além dos pontos referidos anteriormente, esta revisão apresenta não só os diferentes sistemas que utilizam nanopartículas como transportadores de fármacos (tais como nanoemulsões, nanosuspensões, nanomicelas, lipossomas, dendrímeros e lentes de contacto), mas também uma compilação de diversas atualizações e artigos relativos à patologia, às vantagens da aplicação das nanopartículas e os seus benefícios no tratamento, bem como a importância das mesmas numa perspetiva futura do desenvolvimento de ações terapêuticas claras para a doença do olho seco. |
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| Autores principais: | Monteiro, Daniela Rebouta |
| Assunto: | Nanopartículas Doença do olho seco Sistemas de transporte e administração de fármacos Mestrado integrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Devido à anatomia e fisiologia ocular complexa, a administração de fármacos permanece uma área desafiante. As várias vias de administração necessitam de atravessar diversas barreiras para conferirem uma libertação eficaz dos agentes terapêuticos, incluindo barreiras físicas, barreiras hemato-oculares e barreiras que antecedem a deposição dos mesmos na córnea. Tendo isto em conta, doenças prevalentes como a Síndrome do Olho Seco apresentam inúmeras dificuldades no seu diagnóstico e tratamento. Esta patologia ocular caracteriza-se por possuir uma etiologia ainda indefinida associada à instabilidade da pelicula lacrimal e a outros fatores subsequentes, como a inflamação. Os sintomas baseiam-se em alterações oculares como irritação, vermelhidão, sensação de ardor, visão turva e sensação de corpo estranho. Na grande maioria dos casos, não coloca a visão em risco permanente. Após diagnóstico sintomático e realização de testes adequados, segue-se o tratamento. A primeira linha consiste na administração de colírios, que apresentam bastantes desvantagens como possível agravamento de sintomas, reduzido tempo de permanência dos fármacos na superfície ocular após administração levando a concentrações subterapêuticas nos tecidos do olho e necessidade de repetição frequente de administração, sendo inconveniente e causando desconforto aos doentes. Por forma a contornar estes obstáculos, a nanotecnologia associada à oftalmologia surge como uma área emergente e com elevado potencial para auxiliar na incorporação de fármacos e no seu transporte, de modo a conferir maior segurança e eficácia no tratamento desta doença ocular. Através de diversos nanosistemas e nanopartículas, são ultrapassados desafios como a reduzida biodisponibilidade e permeabilidade de alguns fármacos através das camadas oculares, os efeitos sistémicos adversos e a baixa adesão ao tratamento por parte dos doentes. Para além dos pontos referidos anteriormente, esta revisão apresenta não só os diferentes sistemas que utilizam nanopartículas como transportadores de fármacos (tais como nanoemulsões, nanosuspensões, nanomicelas, lipossomas, dendrímeros e lentes de contacto), mas também uma compilação de diversas atualizações e artigos relativos à patologia, às vantagens da aplicação das nanopartículas e os seus benefícios no tratamento, bem como a importância das mesmas numa perspetiva futura do desenvolvimento de ações terapêuticas claras para a doença do olho seco. |
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