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Factores explicativos da mortalidade infantil (neonatal) no Uganda

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Atualmente estamos a viver os melhores e os piores tempos. Houve um progresso global em direção à melhoria dos resultados neonatais. No entanto, assistimos a um abrandamento e, é possível verificar disparidades significativas entre continentes, países e até a nível subnacional. Além disso, assistimos a um momento de reestruturação dos sistemas de saúde devido aos choques externos causados pelas mudanças climáticas, as migrações e alteração nos padrões das doenças infeciosas. Por este motivo, ambicionamos alertar para a tendência da mortalidade neonatal nos países em desenvolvimento e ainda refletir sobre importância do cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. O objetivo global deste estudo passa por identificar fatores associados à mortalidade neonatal no Uganda entre 2011 e 2016. Em primeiro lugar, iremos proceder à identificação e enquadramento da mortalidade neonatal e de um conjunto de outros fatores que estão associados a esta (fatores socioeconómicos, caraterísticas maternas e caraterísticas do recém-nascido e do parto). Seguidamente iremos utilizar o modelo conceptual dos Três Atrasos para explicar a mortalidade neonatal. Os dados para este estudo foram retirados do Uganda Demographic Health Survey 2016. Foram construídas regressões logísticas para os três atrasos e para as caraterísticas do recém-nascido e do parto. Uma vez identificadas as variáveis estatisticamente significativas, foi desenvolvida uma regressão logística final com as mesmas. Os nossos resultados mostram que os fatores de risco mais relevantes associados à mortalidade neonatal são a idade da mãe, o número total de filhos, o método canguru e ainda a vacinação contra o tétano durante a gravidez. Ambicionamos que o presente estudo contribua para o alargamento do conhecimento da morte neonatal no Uganda, assim como alertar para a importância de colocar estes fatores explicativos no centro da agenda política do país de forma a concertar um desenvolvimento sustentável e substancial.
Autores principais:Pacheco, Matilde Isabel Ferraz
Assunto:Mortalidade neonatal Uganda Recém-nascidos Sistema de saúde África Neonatal mortality Newborns Health system
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Atualmente estamos a viver os melhores e os piores tempos. Houve um progresso global em direção à melhoria dos resultados neonatais. No entanto, assistimos a um abrandamento e, é possível verificar disparidades significativas entre continentes, países e até a nível subnacional. Além disso, assistimos a um momento de reestruturação dos sistemas de saúde devido aos choques externos causados pelas mudanças climáticas, as migrações e alteração nos padrões das doenças infeciosas. Por este motivo, ambicionamos alertar para a tendência da mortalidade neonatal nos países em desenvolvimento e ainda refletir sobre importância do cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. O objetivo global deste estudo passa por identificar fatores associados à mortalidade neonatal no Uganda entre 2011 e 2016. Em primeiro lugar, iremos proceder à identificação e enquadramento da mortalidade neonatal e de um conjunto de outros fatores que estão associados a esta (fatores socioeconómicos, caraterísticas maternas e caraterísticas do recém-nascido e do parto). Seguidamente iremos utilizar o modelo conceptual dos Três Atrasos para explicar a mortalidade neonatal. Os dados para este estudo foram retirados do Uganda Demographic Health Survey 2016. Foram construídas regressões logísticas para os três atrasos e para as caraterísticas do recém-nascido e do parto. Uma vez identificadas as variáveis estatisticamente significativas, foi desenvolvida uma regressão logística final com as mesmas. Os nossos resultados mostram que os fatores de risco mais relevantes associados à mortalidade neonatal são a idade da mãe, o número total de filhos, o método canguru e ainda a vacinação contra o tétano durante a gravidez. Ambicionamos que o presente estudo contribua para o alargamento do conhecimento da morte neonatal no Uganda, assim como alertar para a importância de colocar estes fatores explicativos no centro da agenda política do país de forma a concertar um desenvolvimento sustentável e substancial.