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Estudo dos fatores de risco associados à infeção por Anaplasma spp., Ehrlichia spp., Babesia spp., Leishmania spp. e Dirofilaria spp. em cães do Alentejo Norte, Portugal

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Resumo:As doenças transmitidas por vetores (DTV) são provocadas por vírus, bactérias ou parasitas transmitidos através da fixação ou picada de um artrópode hematófago, sendo as carraças, flebótomos e mosquitos os vetores mais frequentes. São uma preocupação crescente pela sua atual tendência emergente, sendo que o seu carácter zoonótico as coloca como um assunto de One Health. Frequentemente sem manifestações clínicas ou revelando um quadro clínico abrangente e inespecífico, o diagnóstico de infeções por estes agentes é um verdadeiro desafio, prevendo-se que a prevalência destes agentes esteja, muitas vezes, subdiagnosticada. No entanto, esta deteção é fundamental, pois, se por um lado os cães doentes necessitam correto diagnóstico e tratamento, por outro, os cães sem sinais clínicos atuam como sentinelas e hospedeiros reservatório destes agentes, perpetuando a sua transmissão para outros animais e para o Homem. O presente estudo foi elaborado com o objetivo de diagnosticar a prevalência de Anaplasma phagocytophilum, Ehrlichia canis, Babesia canis, Leishmania infantum e Dirofilaria immitis em 102 cães que habitam na região interior norte do Alentejo, determinando quais os fatores de risco associados à infeção por cada um destes agentes. Na observação dos esfregaços sanguíneos não foi possível identificar nenhum destes agentes (0%). Na análise sorológica, através de ELISA, foi diagnosticada uma seroprevalência de A. phagocytophilum de 0% (0/102), uma seroprevalência de E. canis de 22,9% (24/102), uma seroprevalênica de L. infantum de 33,7% (35/102) e uma seroprevalência de D. immitis de 0,98% (1/102). Através de IFI, foi diagnosticada uma seroprevalência de B. canis de 26,5% (27/102). Foram ainda analisados diversos fatores (características individuais, hábitos de vida e profilaxia dos cães amostrados), estudando a sua influência na ocorrência de infeção por cada um destes agentes. Foi determinada uma associação estatística significativa entre animais séniores e animais de raça indefinida e a positividade a E. canis; entre animais séniores e a positividade a B. canis; e, por fim, entre animais de criação, animais com acesso permanente ao exterior e animais que utilizam produtos com ação contra os mosquitos/flebótomos e a positividade a L. infantum.
Autores principais:Canhoto, Rita Isabel Pires
Assunto:CVBD seroprevalência fatores de risco saúde pública Alentejo, Portugal CVBD seroprevalence risk factors public health
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As doenças transmitidas por vetores (DTV) são provocadas por vírus, bactérias ou parasitas transmitidos através da fixação ou picada de um artrópode hematófago, sendo as carraças, flebótomos e mosquitos os vetores mais frequentes. São uma preocupação crescente pela sua atual tendência emergente, sendo que o seu carácter zoonótico as coloca como um assunto de One Health. Frequentemente sem manifestações clínicas ou revelando um quadro clínico abrangente e inespecífico, o diagnóstico de infeções por estes agentes é um verdadeiro desafio, prevendo-se que a prevalência destes agentes esteja, muitas vezes, subdiagnosticada. No entanto, esta deteção é fundamental, pois, se por um lado os cães doentes necessitam correto diagnóstico e tratamento, por outro, os cães sem sinais clínicos atuam como sentinelas e hospedeiros reservatório destes agentes, perpetuando a sua transmissão para outros animais e para o Homem. O presente estudo foi elaborado com o objetivo de diagnosticar a prevalência de Anaplasma phagocytophilum, Ehrlichia canis, Babesia canis, Leishmania infantum e Dirofilaria immitis em 102 cães que habitam na região interior norte do Alentejo, determinando quais os fatores de risco associados à infeção por cada um destes agentes. Na observação dos esfregaços sanguíneos não foi possível identificar nenhum destes agentes (0%). Na análise sorológica, através de ELISA, foi diagnosticada uma seroprevalência de A. phagocytophilum de 0% (0/102), uma seroprevalência de E. canis de 22,9% (24/102), uma seroprevalênica de L. infantum de 33,7% (35/102) e uma seroprevalência de D. immitis de 0,98% (1/102). Através de IFI, foi diagnosticada uma seroprevalência de B. canis de 26,5% (27/102). Foram ainda analisados diversos fatores (características individuais, hábitos de vida e profilaxia dos cães amostrados), estudando a sua influência na ocorrência de infeção por cada um destes agentes. Foi determinada uma associação estatística significativa entre animais séniores e animais de raça indefinida e a positividade a E. canis; entre animais séniores e a positividade a B. canis; e, por fim, entre animais de criação, animais com acesso permanente ao exterior e animais que utilizam produtos com ação contra os mosquitos/flebótomos e a positividade a L. infantum.